IGREJA SÃO JOÃO BATISTA PARTE 1
Hoje vou falar da história da Igreja de São João Batista,de Conselheiro Lafaiete. E vai ser em três partes. Sendo a primeira será sobre a origem das antigas capelas,a de sapé e a de Alvenaria,respectivamente.
CAPELA DE SAPÉ
Pintura da capela de Sapé,que se encontra no Centro Paroquial
foto:Arquivo Pessoal
Segundo o programa da festa de São João,em 2009,no texto conta a história da paróquia diz assim: "Tudo começou numa pequena aldeia onde viviam poucos moradores no local chamado "Alto dos Pinheiros"...
Entre os moradores havia um português que trouxe de sua terra suas tradições e celebrava a "festa de São João Batista". Seu nome era Gilberto Costa,que com sua religiosidade ergueu, no local,uma cruz,onde reunia com poucas famílias,tudo isso por volta de 1890. Para maior comodidade das famílias,ao lado do cruzeiro,ergueu-se uma capela de Sapé e chão batido..."
CAPELA DE ALVENARIA
Capela antiga de São João,sem data,foto deve ser por volta de 1970,aquele faixa deduz que era a campanha para construir a nova igreja.
foto:Museu e Arquivo Antônio Perdigão.
Em 1901,José Silvestre de Freitas e José Emídio Ferreira,junto com os moradores do local,em mutirão construíram a Capela de Alvenaria,dedicada a São João Batista.
Curiosamente no jornal Correio da Semana n°8 de 27/4/1913 trás a seguinte notícia: "Na capela da Santa Cruz,ereta na rua dos pinheiros,desta cidade,estão fazendo os devotos do símbolo da redenção,todas as noites,rezas com cânticos em preparação. A festa dia 4 próximo,quando haverá procissão."
O padroeiro sempre foi o são joão,mas festejavam a festa da Santa Cruz. E como está escrito no livro "Se esta rua fosse minha...",de Lucy de Assis Silva,na página 91,a senhora Efigênia Dias,diz.:"que lembra do cruzeiro,ao lado da igrejinha,onde os moradores faziam a festa de Santa Cruz,enfeitando tudo com flores e fitas coloridas de papel crepom,orando e cantando..."
Recorte de Jornal de 1915
foto:Mauro Dutra Faria
Já no jornal correio da semana de 17/10/1915,diz a nota:
"Capela dos Pinheiros"
"Realizou-se no dia 3 de outubro,os festejos de São João na capela dos Pinheiros,as 10 horas do dia houve missa. As 4 horas da tarde procissão e a entrada sermão pelo REVMO padre Américo e terminando com a benção do sino,rezas e levantação do mastro..."
Essas notas de 1913 e 1915,são as notícias mais antigas que foram registradas em jornal que consegui.
Num almanaque Laemmert de 1921,que registrava o que havias nas cidades diversas do Brasil,na época nossa cidade chamava Queluz. Nas igrejas e capelas da época não consta a de São João,e isso deve ser porque era considerada capela particular. E nem o pesquisador Padre José Duarte de Souza,nos seus escritos inéditos,nada foi falando sobre a capela de São João,e ele pesquisou também em Mariana.
REFORMAS
A capela de São João ficou abandonada por anos até que em junho de 1941,o Monsenhor José Sebastião Moreira,mandou reformar ela,que era de chão batido e estava abandonada há 13 anos (desde 1928). Tudo indica que raramente celebrava missa na mesma.
Em 1955,também a capela passou por reformas,e o povo já pensava em construir uma igreja maior,o bairro Pinheiros,crescia rapidamente. E nessa época era realizada com muito brilho as coroações de maio.
A Capela de São João pertenceu a Paróquia Nossa Senhora da Conceição,até maio de 1969.
coroações na antiga capela
foto:Mauro Dutra de Faria
VIGÁRIO DOMINICAL
Monsenhor Galdino Rodrigues Malta foi nomeado vigário dominical da capela,celebrando missa aos domingos,cabendo a catequese a responsabilidade das irmãs do colégio Nazaré.
CHEGADA DO PADRE HOLANDÊS
Em 1° de maio de 1969,em frente a capelinha,numa manhã de sol,o povo do bairro acolheu Padre Cornélio Moerel,missionário Operário,vindo da Holanda para guiar essa comunidade.
Na verdade Cornélio,foi nomeado na data acima,como novo pároco da Paróquia do Bom Pastor,e a Capela de São João,passaria a pertencer ela,e o padre ficou responsável pelas duas igrejas.
Esse padre veio para mudar a história da comunidade,e isso vamos ver na 2° parte do texto.
ZÉ MOSQUITO
Dizem que um senhor,o qual não sei o nome,que era conhecido por "Zé Mosquito",era um grande devoto de São João. E num certo dia ao abrir a capelinha,ele sofreu um infarto e morreu dentro da mesma. Dizem que havia uma foto dele na sacristia.
PRAÇA JOSÉ SILVESTRE DE FREITAS
A Igreja que fica dentro dessa praça,e no passado a praça era da igreja.
Mas padre Cornélio vendeu a praça para a prefeitura,durante o tempo que era prefeito de Lafaiete o senhor Dr. Hélio Rezende,que ocupou o cargo entre 1971 e 1973,e o recurso foi usado para construir a igreja nova.
Segundo José Eustáquio Pinto,além disso na época,também foi vendido o sino da velha capela e uma imagem de São Vicente,para servir de recursos para nova igreja.
A praça teve suas reformas em 1984,quando asfaltou até a porta da igreja,e também recentemente em setembro de 2015,foi colocado bloquetes em volta da igreja.
Não sei desde quando a praça tem o nome do construtor da primeira capela,e ele era um bom pedreiro,e foi o construtor do Colégio Nazaré também,ele morreu por volta de 1915.
(CONTINUA O TEXTO NAS PARTES 2 E 3)
Pesquisando a História,Genealogia,e fatos Interessantes do passado e presente desde os Carijós,Queluz de Minas,até a atual Conselheiro Lafaiete. BLOG HISTÓRIAS DE LAFAIETE ( CONSELHEIRO LAFAIETE ESTADO DE MINAS GERAIS PAÍS BRASIL) Ajude o blog para que eu possa continuar produzindo conteúdos ,e seja bem vindo sugestões e críticas. Estou com projeto de lançar o livro por isso preciso de recursos. colabore com qualquer quantia pix: lufeand@gmail.com
quinta-feira, 22 de junho de 2017
segunda-feira, 19 de junho de 2017
BAIRRO SÃO JOÃO DE LAFAIETE
BAIRRO SÃO JOÃO DE LAFAIETE
legenda diz Licínio no Sítio do Eduardo Biagioni,em 17/6/1939. Á direita da foto,ficava a antiga Capela de São João. Talvez a foto mais antiga desse bairro
foto:Mauro Dutra Faria
Hoje vou falar de um dos maiores bairros da cidade,localizado na região Sul,de Conselheiro Lafaiete,que é o São João. Obviamente não teria sentido contar a história do bairro,sem falar da igreja,mas sobre ela vou falar no próximo artigo,para não estender o assunto.
ORIGEM DO NOME
No passado o bairro chamava Pinheiros,e tinha pessoas que diziam "espinheiros",alguns chamavam de "Alto dos Pinheiros". Porque o bairro tinha muitas árvores dessas.
A mudança do nome aconteceu porque tinha um ônibus que saia do Hotel Meridional e que ia até a Capela de São João,que era o ponto final,e o letreiro do mesmo estava escrito "São João",e sendo assim,o bairro passou a ter o nome do padroeiro do bairro,graças ao letreiro do ônibus. A mudança aconteceu por volta de 1973.
Vista parcial do bairro em 2013,tirada do alto da igreja.
foto:Mauro Dutra de Faria
PRINCIPAIS RUAS
Artur Bernardes,Benjamim Constant,praça José Silvestre de Freitas,Amazonas,Olegário Pinto,Adolfo Siqueira,Alexandrina de Queiroz,Antônio Reis,praça 21 de Abril e Alfredo Zebral.
RUA DOS PINHEIROS
Essa rua é atualmente as Ruas Benjamim Constant e Artur Bernardes,e começava atrás da Extinta Capela Nossa Senhora do Carmo e terminava na Capela de São João. Após a mesma a estrada vai para o povoado de São Vicente de Paulo (antiga Tiririca) e para Santana dos Montes.
A atual Benjamim Constant,que chamava Visconde de Pelotas (no final do século XIX),que no século XIX era conhecida como Rua das Violas,porque fabricavam muitas violas de Queluz,e era a rua que mais tinha fábricas.
No atual número 121 da rua,ainda existe um casarão antigo que pertenceu ao comendador Nemézio e teve a honra de hospedar o Imperador Dom Pedro II.
Antigo casarão do Comendador Nemézio,hoje propriedade particular da família Meirelles.
foto:reprodução do jornal do Lesma de 2008.
A primeira notícia do bairro é que em 1871,a Câmara Municipal pagou por uma obra feita nesta rua,por 40$000. Mas no livro de Cônego Marinho,que fala da Revolução Liberal de 1842,já cita o local denominado Pinheiros;embora nessa época praticamente não havia casas.
A lei de n° 350 de 12 de maio de 1926,a rua dos Pinheiros passou a denominar de Artur Bernardes. E com isso a rua dos pinheiros foi dividida ao meio e mudou os nomes,sendo a primeira metade Benjamim Constant e a segunda de Artur Bernardes.
Em 1931,o senhor Romeu Guimarães vendeu o terreno à dona Maria Rosa de Carvalho e até a década de 1910,o trecho da atual Artur Bernardes,era zona rural praticamente.
O fato curioso que desde o início da rua Benjamim a numeração das casas são consecutivas até o final da Rua Artur Bernardes,como se existisse apenas uma rua.
OUTRAS RUAS
Segundo o Jornal Lesma,em 2008,falando sobre o bairro,diz que a Rua Amazonas chamava rua nova,e até existia uma porteira onde é a entrada da mesma e a Rua Olegário Pinto,chamava rua do pinheirinho.
Já a Praça José Silvestre de Freitas,tem o nome do construtor da primeira Capela. Eu lembro muito da venda do senhor José Pinto,que existiu nessa praça até 2002. falarei mais da praça no próximo artigo.
Já a praça 21 de abril,tem um bonito coqueiro na praça.
RUA ADOLFO SIQUEIRA
Onde hoje situa a Rua Adolfo Siqueira,começa após a igreja,dizem que no passado a família Rezende era dona de muitas terras do lado esquerdo da via (sentido Santana) e do lado direito era da Família Amaral,rua que é caminho para São Vicente.
No livro de Lafaiete de Getúlio a JK,de José de Assis Silva,na página 55,ele diz sobre essa rua assim: "Nos anos 1940,foi criado ou recriado o serviço de vigilância Sanitária... (para fiscalizar os leiteiros)
Um estande foi montado logo após a capela de São João,lá ficavam um fiscal e um auxiliar.
Eis que,num determinado dia,a cidade recebe a trágica notícia: O fiscal assassinou um leiteiro..." (isso foi na década de 1940,algo inimaginável para Lafaiete na época)
E até a década de 1980,a rua tinha casas noturnas,que foram fechadas por volta de 1983. E na mesma rua funcionavam os galpões da Cerveja Antártica que foi inaugurada em 1979,e que fechou no final da década de 1990. E perto do número 400,existe no meio da rua uma capelinha de Nossa Senhora Rosa Mística,construída em 2006.
Capelinha de Nossa Senhora Rosa Mística,em 2015
foto:Arquivo pessoal
CICLO DAS FUNDAÇÕES
O jornal Lesma,n° 34 inverno de 2008,diz assim: "Com o crescente comércio e expansão populacional e residencial,o antigo bairro dos pinheiros recebia as famílias migrantes de berço aberto: Costa,Queiroz,Baeta,Almeida,Magalhães,Zebral,Rezende,Balbino,Dias,Reis,
,Barbosa,Vieira,Pinto,Silvestre..."
O Bairro tem fama de receber migrantes de várias cidades vizinhas a Lafaiete,como Santana dos Montes,Capela Nova,Itaverava e entre outras.
ENTIDADES DIVERSAS E SUAS FUNDAÇÕES
Escola Municipal Júlia Miranda Criada em 1965,prédio próprio em 1971.
Clube Recreativo Bando da Lua fundada em 27/2/1949
Grêmio Musical 12 de Outubro fundado em 20 de julho de 1988 (no passado existiu a Sociedade Musical São João Batista,que tinha sido fundada em 5 de agosto de 1955,porém foi desativada)
Escola Municipal Dr Rui Penna (CAIC) fundada em 1996
Posto Distrital de Saúde Padre Cornélio Moerel fundado em 19/12/1996
CARNAVAL
No passado era bonito os desfiles de carnaval,e bloco Bando da Lua,reunia na atual praça 21 de Abril.

Antiga sede do Bando da Lua,entre as Ruas Benjamim Constant e Artur Bernardes,foto do final da década de 1990.
foto:Mauro Dutra Faria
Atual praça 21 de abril,carnaval de 1949,bloco do Bando da Lua
foto:Marzano reprodução
Existiu também o bloco da Gerarda,fundado em 1985,e que desfilou pela última vez em 2009,em que sempre concentravam na Rua Amazonas,e a cada ano aumentava o público. E infelizmente em 2/2/2002,aconteceu um acidente de ônibus que atropelou algumas pessoas deixando três mortos.
Ainda existe a Escola de Samba Unidos do São João,fundada em 1976,que participa do Carnaval.
LIVRO
O livro que fala do bairro,é o livro "Se Esta Rua fosse Minha",escrito pela escritora Lafaietense Lucy de Assis Silva,contém 123 páginas,e fala da história do bairro São João e dos moradores antigos. Livro foi editado em setembro 2000,pelo consórcio Mineiro de Comunicação.
legenda diz Licínio no Sítio do Eduardo Biagioni,em 17/6/1939. Á direita da foto,ficava a antiga Capela de São João. Talvez a foto mais antiga desse bairro
foto:Mauro Dutra Faria
Hoje vou falar de um dos maiores bairros da cidade,localizado na região Sul,de Conselheiro Lafaiete,que é o São João. Obviamente não teria sentido contar a história do bairro,sem falar da igreja,mas sobre ela vou falar no próximo artigo,para não estender o assunto.
ORIGEM DO NOME
No passado o bairro chamava Pinheiros,e tinha pessoas que diziam "espinheiros",alguns chamavam de "Alto dos Pinheiros". Porque o bairro tinha muitas árvores dessas.
A mudança do nome aconteceu porque tinha um ônibus que saia do Hotel Meridional e que ia até a Capela de São João,que era o ponto final,e o letreiro do mesmo estava escrito "São João",e sendo assim,o bairro passou a ter o nome do padroeiro do bairro,graças ao letreiro do ônibus. A mudança aconteceu por volta de 1973.
Vista parcial do bairro em 2013,tirada do alto da igreja.
foto:Mauro Dutra de Faria
PRINCIPAIS RUAS
Artur Bernardes,Benjamim Constant,praça José Silvestre de Freitas,Amazonas,Olegário Pinto,Adolfo Siqueira,Alexandrina de Queiroz,Antônio Reis,praça 21 de Abril e Alfredo Zebral.
RUA DOS PINHEIROS
Essa rua é atualmente as Ruas Benjamim Constant e Artur Bernardes,e começava atrás da Extinta Capela Nossa Senhora do Carmo e terminava na Capela de São João. Após a mesma a estrada vai para o povoado de São Vicente de Paulo (antiga Tiririca) e para Santana dos Montes.
A atual Benjamim Constant,que chamava Visconde de Pelotas (no final do século XIX),que no século XIX era conhecida como Rua das Violas,porque fabricavam muitas violas de Queluz,e era a rua que mais tinha fábricas.
No atual número 121 da rua,ainda existe um casarão antigo que pertenceu ao comendador Nemézio e teve a honra de hospedar o Imperador Dom Pedro II.
Antigo casarão do Comendador Nemézio,hoje propriedade particular da família Meirelles.
foto:reprodução do jornal do Lesma de 2008.
A primeira notícia do bairro é que em 1871,a Câmara Municipal pagou por uma obra feita nesta rua,por 40$000. Mas no livro de Cônego Marinho,que fala da Revolução Liberal de 1842,já cita o local denominado Pinheiros;embora nessa época praticamente não havia casas.
A lei de n° 350 de 12 de maio de 1926,a rua dos Pinheiros passou a denominar de Artur Bernardes. E com isso a rua dos pinheiros foi dividida ao meio e mudou os nomes,sendo a primeira metade Benjamim Constant e a segunda de Artur Bernardes.
Em 1931,o senhor Romeu Guimarães vendeu o terreno à dona Maria Rosa de Carvalho e até a década de 1910,o trecho da atual Artur Bernardes,era zona rural praticamente.
O fato curioso que desde o início da rua Benjamim a numeração das casas são consecutivas até o final da Rua Artur Bernardes,como se existisse apenas uma rua.
OUTRAS RUAS
Segundo o Jornal Lesma,em 2008,falando sobre o bairro,diz que a Rua Amazonas chamava rua nova,e até existia uma porteira onde é a entrada da mesma e a Rua Olegário Pinto,chamava rua do pinheirinho.
Já a Praça José Silvestre de Freitas,tem o nome do construtor da primeira Capela. Eu lembro muito da venda do senhor José Pinto,que existiu nessa praça até 2002. falarei mais da praça no próximo artigo.
Já a praça 21 de abril,tem um bonito coqueiro na praça.
RUA ADOLFO SIQUEIRA
Onde hoje situa a Rua Adolfo Siqueira,começa após a igreja,dizem que no passado a família Rezende era dona de muitas terras do lado esquerdo da via (sentido Santana) e do lado direito era da Família Amaral,rua que é caminho para São Vicente.
No livro de Lafaiete de Getúlio a JK,de José de Assis Silva,na página 55,ele diz sobre essa rua assim: "Nos anos 1940,foi criado ou recriado o serviço de vigilância Sanitária... (para fiscalizar os leiteiros)
Um estande foi montado logo após a capela de São João,lá ficavam um fiscal e um auxiliar.
Eis que,num determinado dia,a cidade recebe a trágica notícia: O fiscal assassinou um leiteiro..." (isso foi na década de 1940,algo inimaginável para Lafaiete na época)
E até a década de 1980,a rua tinha casas noturnas,que foram fechadas por volta de 1983. E na mesma rua funcionavam os galpões da Cerveja Antártica que foi inaugurada em 1979,e que fechou no final da década de 1990. E perto do número 400,existe no meio da rua uma capelinha de Nossa Senhora Rosa Mística,construída em 2006.
Capelinha de Nossa Senhora Rosa Mística,em 2015
foto:Arquivo pessoal
CICLO DAS FUNDAÇÕES
O jornal Lesma,n° 34 inverno de 2008,diz assim: "Com o crescente comércio e expansão populacional e residencial,o antigo bairro dos pinheiros recebia as famílias migrantes de berço aberto: Costa,Queiroz,Baeta,Almeida,Magalhães,Zebral,Rezende,Balbino,Dias,Reis,
,Barbosa,Vieira,Pinto,Silvestre..."
O Bairro tem fama de receber migrantes de várias cidades vizinhas a Lafaiete,como Santana dos Montes,Capela Nova,Itaverava e entre outras.
ENTIDADES DIVERSAS E SUAS FUNDAÇÕES
Escola Municipal Júlia Miranda Criada em 1965,prédio próprio em 1971.
Clube Recreativo Bando da Lua fundada em 27/2/1949
Grêmio Musical 12 de Outubro fundado em 20 de julho de 1988 (no passado existiu a Sociedade Musical São João Batista,que tinha sido fundada em 5 de agosto de 1955,porém foi desativada)
Escola Municipal Dr Rui Penna (CAIC) fundada em 1996
Posto Distrital de Saúde Padre Cornélio Moerel fundado em 19/12/1996
CARNAVAL
No passado era bonito os desfiles de carnaval,e bloco Bando da Lua,reunia na atual praça 21 de Abril.

Antiga sede do Bando da Lua,entre as Ruas Benjamim Constant e Artur Bernardes,foto do final da década de 1990.
foto:Mauro Dutra Faria
Atual praça 21 de abril,carnaval de 1949,bloco do Bando da Lua
foto:Marzano reprodução
Existiu também o bloco da Gerarda,fundado em 1985,e que desfilou pela última vez em 2009,em que sempre concentravam na Rua Amazonas,e a cada ano aumentava o público. E infelizmente em 2/2/2002,aconteceu um acidente de ônibus que atropelou algumas pessoas deixando três mortos.
Ainda existe a Escola de Samba Unidos do São João,fundada em 1976,que participa do Carnaval.
LIVRO
O livro que fala do bairro,é o livro "Se Esta Rua fosse Minha",escrito pela escritora Lafaietense Lucy de Assis Silva,contém 123 páginas,e fala da história do bairro São João e dos moradores antigos. Livro foi editado em setembro 2000,pelo consórcio Mineiro de Comunicação.
terça-feira, 13 de junho de 2017
IGREJA DE SANTO ANTÔNIO DE QUELUZ
IGREJA DE SANTO ANTÔNIO DE QUELUZ

Igreja em 2015
foto:Antônio Noronha
igreja em 2015,e vista da cidade
foto:Antônio Noronha
É a segunda igreja mais antiga da área urbana de Conselheiro Lafaiete,e a primeira é a Matriz Nossa Senhora da Conceição. E Santo Antônio pertence a matriz.
A festa litúrgica de Santo Antônio,é 13 de junho,mas como em Lafaiete,celebra a festa do padroeiro num domingo mais próximo. E esse ano será celebrado no dia 18.
PROVISÃO
O Capitão Manoel de Sá Tinoco,conseguiu do bispo de Mariana,dom Frei Manoel da Cruz,a provisão de construir a igreja em 14 de agosto de 1751.
PATRIMÔNIO DA IGREJA
Segundo Allex Milagre,no jornal correio da Cidade,na edição de 2/12 a 8/12/2006,ele escreveu o artigo "A IGREJA DO MORRO DAS CRUZES",e ele diz:
" Em 8 de junho de 1757,o capitão Manoel de Sá Tinoco,dando prosseguimento ao seu intento de construir patrimônio para Capela de Santo Antônio,passou a escritura de doação de patrimônio.
O capitão Manoel era casado com dona Úrsula das Virgens do Sacramento,com contrato de aras. Portanto,qualquer doação que desejasse fazer,teria que ter o consentimento de sua esposa...
Então,a 13 de janeiro de 1758,em presença do Tabelião da Villa de são José,a "ESCRITURA DE DOAÇÃO DE BENS QUE FAZ O CAPITÃO MANOEL DE SÁ TINOCO,E SUA MULHER ÚRSULA DAS VIRGENS,A CAPELA DE SANTO ANTÔNIO DO ARRAIAL DOS CARIJÓS"."
Numa declaração de 7 de julho de 1758,Úrsula diz também ser proprietária da Fazenda Água Limpa,na Zona rural de Carijós (atual Lafaiete).
O processo de patrimônio da Capela foi encerrado em novembro de 1758,e ficou como protetor o capitão Manoel,e após sua morte ficou com o direito do padroado,a sua esposa Úrsula das Virgens do Sacramento,que faleceu em 15 de agosto de 1799,e após sua morte passado a seus filhos padre Manoel de Sá Tinoco e o Dr. José de Sá Tinoco,tudo isso está escrito no texto de Allex Milagre.
IGREJA
igreja sem torre,foto anterior a década de 1930.
foto:Museu Antônio Perdigão
De acordo com que está escrito acima,a capela já estaria pronta em 1758. Já li fontes que a mesma estaria pronta em 1754 ou 1756. Mas a mesma não tinha torre.
igreja agora com a torre,foto sem data
foto:Mauro Dutra de Faria
Ao lado da igreja tem a data de 1864. Foi quando construiu as capelinhas ao lado da mesma,quando foi aumentada.
A torre da igreja,foi construída na década de 1930,por volta de 1933,1934,e antes havia do lado esquerdo da entrada da mesma,ficavam os sinos na parte baixa numa armação de madeira.
A igreja é de estilo rococó e tem o telhado em estilo chinês.
IMAGENS E FATOS DIVERSOS
A imagem do padroeiro veio de Portugal,no século XVIII.
foto:arquivo pessoal
Altar principal
foto:arquivo pessoal,foto de 2017
Em 2009,as imagens antigas voltaram para igreja,que são as que estão na foto acima.
Antes de 2009,vemos na foto de baixo,como era o altar antes,e entre essas imagens,duas delas tem suspeitas de terem sido esculpidas pelo Mestre Ataíde (tem fontes que até falam ser de Aleijadinho),e elas são uma das que estavam nesse altar principal,a Santa Barbara (a do canto direito do altar cor vermelha) e a São Jerônimo (canto esquerdo do altar).
Assim era o altar até 2009,no canto direito a Santa Barbara e no canto esquerdo a imagem de São Jerônimo.
foto:reprodução da revista Real de Queluz edição 1 ano 1 abril de 2008
,foto Luiz Vital.

São joão Evangelista
foto:arquivo pessoal

São Joaquim
foto:arquivo pessoal
A imagem de Nossa Senhora da Piedade,que foi de uma capelinha com esse nome,está localizada no interior da igreja.
Os 14 quadros da via sacra,vieram da França em 1958.

Ostensório com pedaço do osso de santo Antônio
foto:arquivo pessoal
Em 1970,no centenário da Irmandade,o bispo Lafaietense Dom Daniel Tavares Baeta Neves,trouxe de Roma na Itália,um ostensório com uma parte do pedaço do osso de Santo Antônio,uma relíquia importante dessa igreja,e essa informação é do site irmandadesantoantoniodequeluz.org,que não está mais em circulação.
Dentro da igreja estão enterrados os restos mortais do construtor da capela,Manoel de Sá Tinoco,do padre Américo Adolpho Taitson (N 14/5/1857 sacerdote 3/4/1881 F 2/11/1934) e do Cônego Galdino Rodrigues Malta (N 27/4/1895 sacerdote 29/6/1919 F 16/4/1975)
DOM PEDRO II
O site da irmandade também fala,da visita do Imperador Dom Pedro II,a Queluz,em 1881 e em carta ele avistou a igreja. E veja abaixo o que diz a carta.
"Do alto das Bandeirinhas,já se avistavam casas de Queluz,parou se alguns lugares por causa da liteira. O tempo das pequenas paradas e do almoço andariam por menos de duas horas. O Coronel Pereira,apontou-me de suas terras do ribeirão Bananeiras,onde não vi nenhuma. Ouvi falar também do alto do Paraopeba de onde se goza de vista extensa e bela e da ponte deste rio que ainda não é navegável para canoas nesta altura. A várzea por onde perpeia o Bananeiras é bonita assim como a entrada em Queluz por onde novo caminho que se fez seguindo o alto do morro no fundo da cidade e no fim uma subida esta a igrejinha de Santo Antônio..."
IRMANDADE DE SANTO ANTÔNIO DE QUELUZ
Foi fundada em 16/10/1870,reorganizada em 29/4/1920,e registrada em 12/3/1939.
Em 1922,a irmandade adquiriu legalmente a área especial de terra destinada ao sepultamento dos imortais,dentro do próprio cemitério Nossa Senhora da Conceição,com ajuda do Romeu Guimarães que era dono desse pedaço. Essas informações são do site da irmandade.
O primeiro provedor foi o Joaquim Lourenço Baeta Neves,o Barão de Queluz,sendo o primeiro diretor espiritual (que é sempre o pároco da Matriz) o padre José Vieira de Souza Barros.
Em uma lei municipal de 2010,a irmandade foi decretada de utilidade pública.

Igreja em 2015
foto:Antônio Noronha
igreja em 2015,e vista da cidade
foto:Antônio Noronha
É a segunda igreja mais antiga da área urbana de Conselheiro Lafaiete,e a primeira é a Matriz Nossa Senhora da Conceição. E Santo Antônio pertence a matriz.
A festa litúrgica de Santo Antônio,é 13 de junho,mas como em Lafaiete,celebra a festa do padroeiro num domingo mais próximo. E esse ano será celebrado no dia 18.
PROVISÃO
O Capitão Manoel de Sá Tinoco,conseguiu do bispo de Mariana,dom Frei Manoel da Cruz,a provisão de construir a igreja em 14 de agosto de 1751.
PATRIMÔNIO DA IGREJA
Segundo Allex Milagre,no jornal correio da Cidade,na edição de 2/12 a 8/12/2006,ele escreveu o artigo "A IGREJA DO MORRO DAS CRUZES",e ele diz:
" Em 8 de junho de 1757,o capitão Manoel de Sá Tinoco,dando prosseguimento ao seu intento de construir patrimônio para Capela de Santo Antônio,passou a escritura de doação de patrimônio.
O capitão Manoel era casado com dona Úrsula das Virgens do Sacramento,com contrato de aras. Portanto,qualquer doação que desejasse fazer,teria que ter o consentimento de sua esposa...
Então,a 13 de janeiro de 1758,em presença do Tabelião da Villa de são José,a "ESCRITURA DE DOAÇÃO DE BENS QUE FAZ O CAPITÃO MANOEL DE SÁ TINOCO,E SUA MULHER ÚRSULA DAS VIRGENS,A CAPELA DE SANTO ANTÔNIO DO ARRAIAL DOS CARIJÓS"."
Numa declaração de 7 de julho de 1758,Úrsula diz também ser proprietária da Fazenda Água Limpa,na Zona rural de Carijós (atual Lafaiete).
O processo de patrimônio da Capela foi encerrado em novembro de 1758,e ficou como protetor o capitão Manoel,e após sua morte ficou com o direito do padroado,a sua esposa Úrsula das Virgens do Sacramento,que faleceu em 15 de agosto de 1799,e após sua morte passado a seus filhos padre Manoel de Sá Tinoco e o Dr. José de Sá Tinoco,tudo isso está escrito no texto de Allex Milagre.
IGREJA
igreja sem torre,foto anterior a década de 1930.
foto:Museu Antônio Perdigão
De acordo com que está escrito acima,a capela já estaria pronta em 1758. Já li fontes que a mesma estaria pronta em 1754 ou 1756. Mas a mesma não tinha torre.
igreja agora com a torre,foto sem data
foto:Mauro Dutra de Faria
Ao lado da igreja tem a data de 1864. Foi quando construiu as capelinhas ao lado da mesma,quando foi aumentada.
A torre da igreja,foi construída na década de 1930,por volta de 1933,1934,e antes havia do lado esquerdo da entrada da mesma,ficavam os sinos na parte baixa numa armação de madeira.
A igreja é de estilo rococó e tem o telhado em estilo chinês.
IMAGENS E FATOS DIVERSOS
A imagem do padroeiro veio de Portugal,no século XVIII.
foto:arquivo pessoal
Altar principal
foto:arquivo pessoal,foto de 2017
Em 2009,as imagens antigas voltaram para igreja,que são as que estão na foto acima.
Antes de 2009,vemos na foto de baixo,como era o altar antes,e entre essas imagens,duas delas tem suspeitas de terem sido esculpidas pelo Mestre Ataíde (tem fontes que até falam ser de Aleijadinho),e elas são uma das que estavam nesse altar principal,a Santa Barbara (a do canto direito do altar cor vermelha) e a São Jerônimo (canto esquerdo do altar).
Assim era o altar até 2009,no canto direito a Santa Barbara e no canto esquerdo a imagem de São Jerônimo.
foto:reprodução da revista Real de Queluz edição 1 ano 1 abril de 2008
,foto Luiz Vital.
São joão Evangelista
foto:arquivo pessoal
São Joaquim
foto:arquivo pessoal
A imagem de Nossa Senhora da Piedade,que foi de uma capelinha com esse nome,está localizada no interior da igreja.
Os 14 quadros da via sacra,vieram da França em 1958.
Ostensório com pedaço do osso de santo Antônio
foto:arquivo pessoal
Em 1970,no centenário da Irmandade,o bispo Lafaietense Dom Daniel Tavares Baeta Neves,trouxe de Roma na Itália,um ostensório com uma parte do pedaço do osso de Santo Antônio,uma relíquia importante dessa igreja,e essa informação é do site irmandadesantoantoniodequeluz.org,que não está mais em circulação.
Dentro da igreja estão enterrados os restos mortais do construtor da capela,Manoel de Sá Tinoco,do padre Américo Adolpho Taitson (N 14/5/1857 sacerdote 3/4/1881 F 2/11/1934) e do Cônego Galdino Rodrigues Malta (N 27/4/1895 sacerdote 29/6/1919 F 16/4/1975)
DOM PEDRO II
O site da irmandade também fala,da visita do Imperador Dom Pedro II,a Queluz,em 1881 e em carta ele avistou a igreja. E veja abaixo o que diz a carta.
"Do alto das Bandeirinhas,já se avistavam casas de Queluz,parou se alguns lugares por causa da liteira. O tempo das pequenas paradas e do almoço andariam por menos de duas horas. O Coronel Pereira,apontou-me de suas terras do ribeirão Bananeiras,onde não vi nenhuma. Ouvi falar também do alto do Paraopeba de onde se goza de vista extensa e bela e da ponte deste rio que ainda não é navegável para canoas nesta altura. A várzea por onde perpeia o Bananeiras é bonita assim como a entrada em Queluz por onde novo caminho que se fez seguindo o alto do morro no fundo da cidade e no fim uma subida esta a igrejinha de Santo Antônio..."
IRMANDADE DE SANTO ANTÔNIO DE QUELUZ
Foi fundada em 16/10/1870,reorganizada em 29/4/1920,e registrada em 12/3/1939.
Em 1922,a irmandade adquiriu legalmente a área especial de terra destinada ao sepultamento dos imortais,dentro do próprio cemitério Nossa Senhora da Conceição,com ajuda do Romeu Guimarães que era dono desse pedaço. Essas informações são do site da irmandade.
O primeiro provedor foi o Joaquim Lourenço Baeta Neves,o Barão de Queluz,sendo o primeiro diretor espiritual (que é sempre o pároco da Matriz) o padre José Vieira de Souza Barros.
Em uma lei municipal de 2010,a irmandade foi decretada de utilidade pública.
domingo, 11 de junho de 2017
MORRO DAS CRUZES DE QUELUZ
MORRO DAS CRUZES DE QUELUZ

Vemos o Morro das Cruzes onde está a Capela de Santo Antônio,foto sem data.
foto:Wilson Ton
Esse moro hoje é ocupado pela Igreja de Santo Antônio,no bairro de mesmo nome,em Conselheiro Lafaiete.
O morro tinha esse nome nos tempos antigos,no século XVIII,porque segundo Áurea Cabanellas,havia muitas cruzes no local,e até faziam a via sacra.
Na época que era bispo de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz, era comum colocar cruz em locais altos,porque acreditavam que as cruzes espantavam os maus espíritos e assombrações e para simbolizar o símbolo do Cristianismo.
O local onde situa a igreja,é um dos pontos mais altos da cidade.
História do Morro
O Historiador Allex Milagre,no jornal correio da cidade,na edição de 02/12 a 08/12/2006,ele escreveu o artigo "A IGREJA DO MORRO DAS CRUZES",e abaixo um pouco do trecho escrito.
"Até há bem pouco tempo,antes da verticalização que começou a engolir os horizontes de Lafaiete,uma igrejinha singela,no alto do morro,poderia ser avistada de quase toda a cidade. É a igreja de Santo Antônio,cuja história se entrelaça com o desenvolvimento do Campo dos Carijós,no século 18.
A origem daquela igreja é por volta de 1741,quando esteve em Carijós um missionário ,por nome de Frei Jerônimo,e benzeu aquele pedaço de terra,no Morro das Cruzes,para que ali fosse construída a Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Entretanto passaram -se quase dez anos e a construção não tivera início,quando então,o Capitão Manoel de Sá Tinoco requereu e obteve,a 14 de agosto de 1751,de Dom Frei Manoel da Cruz,primeiro bispo de Mariana,provisão para erigir e construir patrimônio para Santo Antônio.
Ao contrário da maioria dos templos católicos construídos nas Minas Gerais dos séculos XVIII e XIX,a igreja de Santo Antônio não foi construída para abrigar uma irmandade. O Capitão Manoel de Sá Tinoco,antes de lucrar provisão para construir a dita igreja,teve que se indispor com a irmandade do Rosário,que se julgava dona e possuidora do terreno junto ao Morro das Cruzes. Assim sendo recorreu ao bispo.
Consultada a Irmandade do Rosário,ela consentiu em ceder o terreno,desde que a imagem de sua padroeira fosse colocada no bico do altar,o que foi aceito por Tinoco..."
OBSERVAÇÃO
foto:Mauro Dutra de Faria
Na foto vemos que no altar principal da Igreja de Santo Antônio,vemos a imagem de Nossa Senhora do Rosário,no bico do altar.
E certamente a irmandade do Rosário,não construiu a devida igreja,porque era muito pobre. No início do século XX,o Padre Américo também queria construir uma igreja onde é o bairro Rosário,mas por falta de recursos nunca construiu.
No próximo artigo vou falar mais detalhes sobre a igreja de Santo Antônio.

Vemos o Morro das Cruzes onde está a Capela de Santo Antônio,foto sem data.
foto:Wilson Ton
Esse moro hoje é ocupado pela Igreja de Santo Antônio,no bairro de mesmo nome,em Conselheiro Lafaiete.
O morro tinha esse nome nos tempos antigos,no século XVIII,porque segundo Áurea Cabanellas,havia muitas cruzes no local,e até faziam a via sacra.
Na época que era bispo de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz, era comum colocar cruz em locais altos,porque acreditavam que as cruzes espantavam os maus espíritos e assombrações e para simbolizar o símbolo do Cristianismo.
O local onde situa a igreja,é um dos pontos mais altos da cidade.
História do Morro
O Historiador Allex Milagre,no jornal correio da cidade,na edição de 02/12 a 08/12/2006,ele escreveu o artigo "A IGREJA DO MORRO DAS CRUZES",e abaixo um pouco do trecho escrito.
"Até há bem pouco tempo,antes da verticalização que começou a engolir os horizontes de Lafaiete,uma igrejinha singela,no alto do morro,poderia ser avistada de quase toda a cidade. É a igreja de Santo Antônio,cuja história se entrelaça com o desenvolvimento do Campo dos Carijós,no século 18.
A origem daquela igreja é por volta de 1741,quando esteve em Carijós um missionário ,por nome de Frei Jerônimo,e benzeu aquele pedaço de terra,no Morro das Cruzes,para que ali fosse construída a Igreja da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Entretanto passaram -se quase dez anos e a construção não tivera início,quando então,o Capitão Manoel de Sá Tinoco requereu e obteve,a 14 de agosto de 1751,de Dom Frei Manoel da Cruz,primeiro bispo de Mariana,provisão para erigir e construir patrimônio para Santo Antônio.
Ao contrário da maioria dos templos católicos construídos nas Minas Gerais dos séculos XVIII e XIX,a igreja de Santo Antônio não foi construída para abrigar uma irmandade. O Capitão Manoel de Sá Tinoco,antes de lucrar provisão para construir a dita igreja,teve que se indispor com a irmandade do Rosário,que se julgava dona e possuidora do terreno junto ao Morro das Cruzes. Assim sendo recorreu ao bispo.
Consultada a Irmandade do Rosário,ela consentiu em ceder o terreno,desde que a imagem de sua padroeira fosse colocada no bico do altar,o que foi aceito por Tinoco..."
OBSERVAÇÃO
foto:Mauro Dutra de Faria
Na foto vemos que no altar principal da Igreja de Santo Antônio,vemos a imagem de Nossa Senhora do Rosário,no bico do altar.
E certamente a irmandade do Rosário,não construiu a devida igreja,porque era muito pobre. No início do século XX,o Padre Américo também queria construir uma igreja onde é o bairro Rosário,mas por falta de recursos nunca construiu.
No próximo artigo vou falar mais detalhes sobre a igreja de Santo Antônio.
sexta-feira, 9 de junho de 2017
VALE DAS TAMAREIRAS DE LAFAIETE
VALE DAS TAMAREIRAS DE LAFAIETE
foto:Arquivo pessoal. O loteamento visto de longe,foto de 9/6/2017.
É um loteamento localizado em Conselheiro Lafaiete,nas proximidades do bairro Carijós,Br 040 e extensão da Avenida Marechal.
MOTIVO DO NOME
O nome seria em homenagem a árvore chamada Tamareira,e que diz o ditado que quem planta uma Tamareira,não colhe ela. Isso porque demoram por volta de 80 anos para crescer.
Mas eu não sei dizer se onde está o bairro,já teve uma árvore dessa.
ORIGEM
A lei municipal de n° 2224 de 1980 e a de n° 2418 de 1982,autorizaram a construção do loteamento,mas nunca haviam feito isso. E até nos mapas da década de 1990,tinha as ruas com nomes,mas nada havia ali.
Somente em fevereiro de 2016,começaram a abrir as ruas do novo bairro,e o loteamento foi lançado oficialmente em 7 de maio de 2016. E já até asfaltaram as ruas.
PROJETOS NUNCA EXECUTADOS
Nesse bairro já pensaram em construir a rodoviária,Câmara municipal e até a sede da Prefeitura,em anos anteriores.
E até as casas populares seriam ali,mas optaram pelo atual Bairro Paulo VI,onde o espaço é maior.
PARTE DO ANTIGO TERRENO
Tanto o Poliesportivo Municipal Agostinho Campos Neto e a Centro de Ensino Superior (CES-CL) e a Faculdade de Direito,faziam parte desse loteamento,eram as quadras 7 e 8. Mas fazem parte da área pertencente ao município.
EUCALIPTOS
foto:Arquivo pessoal. tirei essa foto em 12/5/2014,um dia antes de começarem a cortar os eucaliptos.
Havia um monte de Eucaliptos,que foram plantados em 1982,para cercar a área onde foi o almoxarifado da Copasa. Entre 13 e 20 de maio de 2014,esses eucaliptos foram cortados,alguns tinham mais de 30 metros de altura e eram cerca de 100 deles.
Na foto acima vê que o bairro tinha um grande buracão,onde se tiravam terras para usar para aterros. Era comum ver lixo e muito mato perto daquele barranco.
TERRENO
foto:site fato Real. A maquete do loteamento.
O Terreno pertencia o Exército Brasileiro e depois passou a ser do Estado,e em fevereiro de 2016,a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais),vendeu para um particular essa área,que é hoje o loteamento.
foto:Arquivo pessoal. O loteamento visto de longe,foto de 9/6/2017.
É um loteamento localizado em Conselheiro Lafaiete,nas proximidades do bairro Carijós,Br 040 e extensão da Avenida Marechal.
MOTIVO DO NOME
O nome seria em homenagem a árvore chamada Tamareira,e que diz o ditado que quem planta uma Tamareira,não colhe ela. Isso porque demoram por volta de 80 anos para crescer.
Mas eu não sei dizer se onde está o bairro,já teve uma árvore dessa.
ORIGEM
A lei municipal de n° 2224 de 1980 e a de n° 2418 de 1982,autorizaram a construção do loteamento,mas nunca haviam feito isso. E até nos mapas da década de 1990,tinha as ruas com nomes,mas nada havia ali.
Somente em fevereiro de 2016,começaram a abrir as ruas do novo bairro,e o loteamento foi lançado oficialmente em 7 de maio de 2016. E já até asfaltaram as ruas.
PROJETOS NUNCA EXECUTADOS
Nesse bairro já pensaram em construir a rodoviária,Câmara municipal e até a sede da Prefeitura,em anos anteriores.
E até as casas populares seriam ali,mas optaram pelo atual Bairro Paulo VI,onde o espaço é maior.
PARTE DO ANTIGO TERRENO
Tanto o Poliesportivo Municipal Agostinho Campos Neto e a Centro de Ensino Superior (CES-CL) e a Faculdade de Direito,faziam parte desse loteamento,eram as quadras 7 e 8. Mas fazem parte da área pertencente ao município.
EUCALIPTOS
foto:Arquivo pessoal. tirei essa foto em 12/5/2014,um dia antes de começarem a cortar os eucaliptos.
Havia um monte de Eucaliptos,que foram plantados em 1982,para cercar a área onde foi o almoxarifado da Copasa. Entre 13 e 20 de maio de 2014,esses eucaliptos foram cortados,alguns tinham mais de 30 metros de altura e eram cerca de 100 deles.
Na foto acima vê que o bairro tinha um grande buracão,onde se tiravam terras para usar para aterros. Era comum ver lixo e muito mato perto daquele barranco.
TERRENO
foto:site fato Real. A maquete do loteamento.
O Terreno pertencia o Exército Brasileiro e depois passou a ser do Estado,e em fevereiro de 2016,a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais),vendeu para um particular essa área,que é hoje o loteamento.
domingo, 4 de junho de 2017
BAIRRO PAULO VI DE LAFAIETE
BAIRRO PAULO VI DE LAFAIETE
foto:Arquivo Pessoal,foto da década de 1980.
foto:Reprodução do facebook Realmentes Amigos de Lafaiete,Paulo VI década de 1990.
Bairro Paulo VI,localiza na zona sul de Conselheiro Lafaiete.
ORIGEM
O Bairro Surgiu quando era prefeito de Lafaiete,o Senhor Pedro Silva,e em 1979,ele construiu cerca de 1200 casas populares,nos terrenos da Companhia de Habitação de Minas Gerais (COHAB),e o bairro ficou conhecido como o nome de COHAB. Dizem que essas casas seriam onde é o atual Bairro Vale das Tamareiras,mas como onde situa a Tamareiras é menor,ficou decidido construir onde é o Paulo VI.
O Bairro ganhou o nome oficial de Paulo VI,em homenagem a esse papa,falecido em agosto de 1978.
O bairro cresceu muito,na década de 1980,porque pessoas de muitas cidades e outros estados,principalmente da região do Nordeste,em busca de emprego na Empresa Açominas,acabou morando nesse bairro,e rapidamente o bairro cresceu.
REFERÊNCIAS DO BAIRRO
No Bairro Possui a Igreja Católica e que o padroeiro é o Divino Espirito Santo,e também tem várias igrejas Protestantes,como Assembleia de Deus,Congregação Cristã,Presbiteriana,Adventista,Quadrangular e entre outras denominações.
O bairro tem duas escolas,a Municipal Vereador José Aleixo de Matos e Estadual Monsenhor Antônio José Ferreira.
Tem a Creche Gertudes Cops,e o Posto de Saúde tem o nome do Padre Maurício Peeters.
A passarela construída em 1996,em cima da br 040,que liga o bairro tem o nome de Pedro Silva.
CURIOSIDADES
Até hoje as ruas são conhecidas por números,por exemplo a Avenida Expedicionário José do Nascimento Campos,é conhecida como Avenida 4,e a Rua Professora Leila Mafuz,conhecida como rua 40. A maioria fala o nome da rua pelo número e não pelo nome oficial.
O ponto turístico do Bairro é o Parque Florestal Eurico Figueredo.
NOTA DO CRUZEIRO ANTIGO QUE EXISTIU NO BAIRRO
No livro "Cruzeiros de Lafaiete",o Historiador Antônio Luiz Perdigão,na página 9 e 10,ele diz: " Em 1987,o bairro havia já recebido o nome oficial,Paulo VI.
Contudo seus habitantes sentiam a necessidade de o local possuir um marco de Cristo,mostrasse de público sua fé.
Comissão de moradores do bairro,foram junto ao prefeito Municipal,que na época,exercia o cargo,o Dr.Vicente Faria de Paiva,a fim de estudar a colocação,de um cruzeiro,até que mais tarde,construísse uma igreja no bairro...
Naquele ano de 1987,houve missões na cidade,estando aqui o então bispo de Mariana,Dom Oscar de Oliveira. Levado pelo Padre Joseph Arnould,vigário de Santa Terezinha,o senhor bispo benzeu o grande Cruzeiro,havendo após,concorrida missa."
Esse cruzeiro era de madeira,de cor preta,localizava no terreno de frente para a igreja do Divino Espirito Santo,e de longe via ele.
O Cruzeiro foi destruído no final da década de 1990,por vândalos,colocando fogo nele,isso foi por volta de 1997.
foto:Arquivo pessoal,nesse terreno localizava o antigo cruzeiro.
IGREJA DO DIVINO ESPIRITO SANTO
Essa igreja começou a ser construída a por volta de 1987.
O templo foi construído quando era pároco do Bom Pastor,o Padre Maurício Peeters,e tiveram ajuda da família Neiva e do senhor José Guilherme Sobrinho,na construção da igreja,e o prefeito de Lafaiete,na época Vicente Faria,ajudou na questão da liberação do terreno. E no início da década de 1990,a igreja já estava pronta.
Essa comunidade ainda pertence a paróquia do Bom Pastor,e padre Roberto de Carvalho Bruno,com ajuda de recursos da comunidade e dos benfeitores da Alemanha em setembro de 2006,inaugurou a sala de Catequese em frente a igreja.
Foi construída uma grande cruz e uma torre ao lado da igreja,no início desse ano de 2017.
De acordo com uma programação que vi no jornal correio da Cidade,diz que é a 30° Festa do Divino Espirito Santo,nessa comunidade.

foto:Arquivo pessoal,foto tirada por mim em 4 de junho de 2017,festa do padroeiro. Mostrando a igreja e a cruz e a torre ao lado.

foto:Arquivo pessoal,altar da igreja,no alto o padroeiro Divino Espirito Santo.
foto:Arquivo Pessoal,foto da década de 1980.
foto:Reprodução do facebook Realmentes Amigos de Lafaiete,Paulo VI década de 1990.
Bairro Paulo VI,localiza na zona sul de Conselheiro Lafaiete.
ORIGEM
O Bairro Surgiu quando era prefeito de Lafaiete,o Senhor Pedro Silva,e em 1979,ele construiu cerca de 1200 casas populares,nos terrenos da Companhia de Habitação de Minas Gerais (COHAB),e o bairro ficou conhecido como o nome de COHAB. Dizem que essas casas seriam onde é o atual Bairro Vale das Tamareiras,mas como onde situa a Tamareiras é menor,ficou decidido construir onde é o Paulo VI.
O Bairro ganhou o nome oficial de Paulo VI,em homenagem a esse papa,falecido em agosto de 1978.
O bairro cresceu muito,na década de 1980,porque pessoas de muitas cidades e outros estados,principalmente da região do Nordeste,em busca de emprego na Empresa Açominas,acabou morando nesse bairro,e rapidamente o bairro cresceu.
REFERÊNCIAS DO BAIRRO
No Bairro Possui a Igreja Católica e que o padroeiro é o Divino Espirito Santo,e também tem várias igrejas Protestantes,como Assembleia de Deus,Congregação Cristã,Presbiteriana,Adventista,Quadrangular e entre outras denominações.
O bairro tem duas escolas,a Municipal Vereador José Aleixo de Matos e Estadual Monsenhor Antônio José Ferreira.
Tem a Creche Gertudes Cops,e o Posto de Saúde tem o nome do Padre Maurício Peeters.
A passarela construída em 1996,em cima da br 040,que liga o bairro tem o nome de Pedro Silva.
CURIOSIDADES
Até hoje as ruas são conhecidas por números,por exemplo a Avenida Expedicionário José do Nascimento Campos,é conhecida como Avenida 4,e a Rua Professora Leila Mafuz,conhecida como rua 40. A maioria fala o nome da rua pelo número e não pelo nome oficial.
O ponto turístico do Bairro é o Parque Florestal Eurico Figueredo.
NOTA DO CRUZEIRO ANTIGO QUE EXISTIU NO BAIRRO
No livro "Cruzeiros de Lafaiete",o Historiador Antônio Luiz Perdigão,na página 9 e 10,ele diz: " Em 1987,o bairro havia já recebido o nome oficial,Paulo VI.
Contudo seus habitantes sentiam a necessidade de o local possuir um marco de Cristo,mostrasse de público sua fé.
Comissão de moradores do bairro,foram junto ao prefeito Municipal,que na época,exercia o cargo,o Dr.Vicente Faria de Paiva,a fim de estudar a colocação,de um cruzeiro,até que mais tarde,construísse uma igreja no bairro...
Naquele ano de 1987,houve missões na cidade,estando aqui o então bispo de Mariana,Dom Oscar de Oliveira. Levado pelo Padre Joseph Arnould,vigário de Santa Terezinha,o senhor bispo benzeu o grande Cruzeiro,havendo após,concorrida missa."
Esse cruzeiro era de madeira,de cor preta,localizava no terreno de frente para a igreja do Divino Espirito Santo,e de longe via ele.
O Cruzeiro foi destruído no final da década de 1990,por vândalos,colocando fogo nele,isso foi por volta de 1997.
foto:Arquivo pessoal,nesse terreno localizava o antigo cruzeiro.
IGREJA DO DIVINO ESPIRITO SANTO
Essa igreja começou a ser construída a por volta de 1987.
O templo foi construído quando era pároco do Bom Pastor,o Padre Maurício Peeters,e tiveram ajuda da família Neiva e do senhor José Guilherme Sobrinho,na construção da igreja,e o prefeito de Lafaiete,na época Vicente Faria,ajudou na questão da liberação do terreno. E no início da década de 1990,a igreja já estava pronta.
Essa comunidade ainda pertence a paróquia do Bom Pastor,e padre Roberto de Carvalho Bruno,com ajuda de recursos da comunidade e dos benfeitores da Alemanha em setembro de 2006,inaugurou a sala de Catequese em frente a igreja.
Foi construída uma grande cruz e uma torre ao lado da igreja,no início desse ano de 2017.
De acordo com uma programação que vi no jornal correio da Cidade,diz que é a 30° Festa do Divino Espirito Santo,nessa comunidade.

foto:Arquivo pessoal,foto tirada por mim em 4 de junho de 2017,festa do padroeiro. Mostrando a igreja e a cruz e a torre ao lado.

foto:Arquivo pessoal,altar da igreja,no alto o padroeiro Divino Espirito Santo.
sexta-feira, 2 de junho de 2017
POPULAÇÃO LAFAIETENSE AO LONGO DO TEMPO
POPULAÇÃO LAFAIETENSE AO LONGO DO TEMPO
foto:site skycrapercity.com,vista da cidade,década de 2010.
Estamos em 2017,e a cidade Mineira de Conselheiro Lafaiete,tem aproximadamente 130.000 habitantes,e é a 22° mais populosa de Minas Gerais. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fez uma estimativa o ano passado que a população de Lafaiete,seria de 126.420 habitantes.
POPULAÇÃO NOS TEMPOS PASSADOS
Desde que a cidade teve sua emancipação política em 19 de setembro de 1790,a cidade foi só crescendo.
Eu pesquisei em jornais antigos,internet e site do próprio IBGE,que fala dos números de habitantes em nossa cidade.
Num relatório antigo de 1790,diz que na Villa Real de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete) havia 144 fogos (casas),mas não fala em números de habitantes.
Já em 1829,num relatório do Padre Cândido Tadeu Pereira Brandão,diz que a população de Queluz era apenas de 5.623 Almas (habitantes). E o mesmo sacerdote dizia que a população só ia diminuir sem esperança de aumento,mas ele se enganou. Porque a cidade não parou de crescer.
Segundo um dado em 1866,diz que a população era cerca de 20 mil habitantes,mas não diz se era o total no município ou se era o total da população local (sede).
Já em 1911 a população da sede era de 11.600 Habitantes.
O jornal de Queluz N° 98 de 28 de janeiro de 1928,diz que a população de Queluz em 1927 era assim: "...Queluz (sede) 19.802,Congonhas 4.274, Alto Maranhão 3.974, Santo Amaro 3.110, Casa Grande 2.887, Morro do Chapéu 7.399, Catas Altas 5.553, Itaverava 6.300, Lamim 3.847 e Cristiano Otoni 3.430 .
Total 60. 570 " (na época esses distritos pertenciam Queluz).
Já em 1929,registrou na cidade a população de 19.802 e no município todo 62.108 habitantes.
Em 1934,na cidade a população da sede era de 20.302 habitantes. No ano que a sede passou a chamar Conselheiro Lafaiete.
Em 1950,a população na sede era de 24.042 e no município de cerca de 70.000 pessoas.
E no final de 1962,Conselheiro Lafaiete perdeu muitos distritos como Santana,Queluzito,entre outros e a população caiu de uma média de 70 mil para cerca de 50 mil.
POPULAÇÃO DE CONSELHEIRO LAFAIETE DOS ÚLTIMOS ANOS,SEGUNDO O IBGE
ANO POPULAÇÃO
1973 44.894
1980 72.445
1991 89.059
1994 94.216
2000 102.836
2006 113.019
2010 116.512
2013 123.275
2016 126.420 (estimativa)
A população de Conselheiro Lafaiete se mantém em crescimento vegetativo, porém quase sempre de maneira constante, com taxas médias de crescimento anual acima de 2%, segundo o resultado do Censo Demográfico de 2000 no qual se verifica taxa de 2,02% por ano.
A população de Lafaiete cresceu graças as grandes empresas instaladas na região.
foto:site skycrapercity.com,vista da cidade,década de 2010.
Estamos em 2017,e a cidade Mineira de Conselheiro Lafaiete,tem aproximadamente 130.000 habitantes,e é a 22° mais populosa de Minas Gerais. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fez uma estimativa o ano passado que a população de Lafaiete,seria de 126.420 habitantes.
POPULAÇÃO NOS TEMPOS PASSADOS
Desde que a cidade teve sua emancipação política em 19 de setembro de 1790,a cidade foi só crescendo.
Eu pesquisei em jornais antigos,internet e site do próprio IBGE,que fala dos números de habitantes em nossa cidade.
Num relatório antigo de 1790,diz que na Villa Real de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete) havia 144 fogos (casas),mas não fala em números de habitantes.
Já em 1829,num relatório do Padre Cândido Tadeu Pereira Brandão,diz que a população de Queluz era apenas de 5.623 Almas (habitantes). E o mesmo sacerdote dizia que a população só ia diminuir sem esperança de aumento,mas ele se enganou. Porque a cidade não parou de crescer.
Segundo um dado em 1866,diz que a população era cerca de 20 mil habitantes,mas não diz se era o total no município ou se era o total da população local (sede).
Já em 1911 a população da sede era de 11.600 Habitantes.
O jornal de Queluz N° 98 de 28 de janeiro de 1928,diz que a população de Queluz em 1927 era assim: "...Queluz (sede) 19.802,Congonhas 4.274, Alto Maranhão 3.974, Santo Amaro 3.110, Casa Grande 2.887, Morro do Chapéu 7.399, Catas Altas 5.553, Itaverava 6.300, Lamim 3.847 e Cristiano Otoni 3.430 .
Total 60. 570 " (na época esses distritos pertenciam Queluz).
Já em 1929,registrou na cidade a população de 19.802 e no município todo 62.108 habitantes.
Em 1934,na cidade a população da sede era de 20.302 habitantes. No ano que a sede passou a chamar Conselheiro Lafaiete.
Em 1950,a população na sede era de 24.042 e no município de cerca de 70.000 pessoas.
E no final de 1962,Conselheiro Lafaiete perdeu muitos distritos como Santana,Queluzito,entre outros e a população caiu de uma média de 70 mil para cerca de 50 mil.
POPULAÇÃO DE CONSELHEIRO LAFAIETE DOS ÚLTIMOS ANOS,SEGUNDO O IBGE
ANO POPULAÇÃO
1973 44.894
1980 72.445
1991 89.059
1994 94.216
2000 102.836
2006 113.019
2010 116.512
2013 123.275
2016 126.420 (estimativa)
A população de Conselheiro Lafaiete se mantém em crescimento vegetativo, porém quase sempre de maneira constante, com taxas médias de crescimento anual acima de 2%, segundo o resultado do Censo Demográfico de 2000 no qual se verifica taxa de 2,02% por ano.
A população de Lafaiete cresceu graças as grandes empresas instaladas na região.
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