quinta-feira, 3 de setembro de 2026

CONSELHEIRO LAFAIETE CIDADE DO LIVRO E DAS FLORES ?

  A atual cidade de Conselheiro Lafaiete,antiga Queluz,era realmente a cidade do Livro e das flores ?

foto:montagem de IA
 

 REFERÊNCIA DE CIDADE DO LIVRO 

 Antigamente vários distritos de Queluz,tornaram cidades posteriormente. Uma delas a atual Lamim,que era distrito,hoje é cidade e que lá tinha a maior biblioteca de Queluz, que era a Biblioteca do Napoleão Reis. Outra grande referência é o fato do escritor Bernardo Guimarães ter morado em Queluz,onde escreveu a Escrava Isaura. 

 No anuário de Minas Gerais,do ano de 1913,o historiador Nelson Senna escreveu assim: " OS QUELUZIANOS AMAM NÃO SÓ OS LIVROS COMO AS FLORES." e a segunda declarando ser QUELUZ o "REDUTO DAS FLORES E DOS LIVROS." De acordo com o historiador havia no município,naquela época,oito bibliotecas. 

 

 No blog da historiadora Avelina Noronha,no ano de 2013,ela escreveu o texto cidade do Livro e das Flores,e diz assim: 

"Certa vez ganhei um caderninho com anotações que um professor laminense, João Duarte Medeiros escrevera em princípios do século XX. Entre muitos registros importantes, havia a referência a um “Anuário de Minas Gerais, dos primeiros anos do século XX, onde o historiador Nelson de Senna dizia ser Queluz um reduto de intelectuais, que o povo daqui amava os livros e não havia casa que não tivesse ao menos uma flor.

É interessante a ligação entre livros e flores porque sinto os livros como flores desabrochadas da literatura. Assim, quando há alguns anos, José Carlos Seabra inaugurou o Espaço Lafayette, escrevi um soneto sobre a cidade dos livros e das flores em homenagem àquela inauguração.

Fiquei muito feliz porque, a partir daí, a frase passou a ser utilizada em vários textos e tomou força de apelido para nossa Conselheiro Lafaiete.

Quanto aos livros, há verdadeira eclosão de lançamentos de obras de lafaietenses, aumentado de ano a ano o número de publicação , mas houve um tempo em que eu sentia falta de muitas flores pela cidade, principalmente no centro, onde os prédios ficam rentes à rua onde se localizam e quase sempre não há espaços para flores, a não ser em praças e em não muitas casas em que se debruçassem trepadeiras sobre os muros.

Felizmente também aumenta ano a ano o número de árvores que florescem pela cidade e pelos seus arredores, principalmente ipês na Primavera

Mas quando viajo na Internet e vejo certas ruas em cidades da Europa, fico encantada com os vasos de flores de espaço em espaço nas calçadas e aquelas casas que não têm jardim com flores nas janelas, ou vasos pendurados nas paredes e nos muros, numa profusão de cores e encantamentos.

Como seria bom se Conselheiro Lafaiete fosse assim!... Seríamos realmente uma Cidade dos Livros e das Flores. "

REFERÊNCIA DE CIDADE DAS FLORES 

 Pelo fato de que toda casa na antiga Queluz tinha flor.

 Provavelmente as praças e ruas da cidade na época serem floridas. Mas houve épocas que as praças Barão de Queluz e Tiradentes,havia um jardim bonito.  

Fontes:

https://textosavelinaconselheirolafaiete.blogspot.com/2013/12/cidade-dos-livros-e-das-flores.htm (escrito pela historiadora Avelina Maria Noronha,nascida em 1934 e falecida em 2021)

Antologia Lafaiete Prosa e Verso,ano 2003,volume IX