A atual cidade de Conselheiro Lafaiete,antiga Queluz,era realmente a cidade do Livro e das flores ?
foto:montagem de IAREFERÊNCIA DE CIDADE DO LIVRO
Antigamente vários distritos de Queluz,tornaram cidades posteriormente. Uma delas a atual Lamim,que era distrito,hoje é cidade e que lá tinha a maior biblioteca de Queluz, que era a Biblioteca do Napoleão Reis. Outra grande referência é o fato do escritor Bernardo Guimarães ter morado em Queluz,onde escreveu a Escrava Isaura.
No anuário de Minas Gerais,do ano de 1913,o historiador Nelson Senna escreveu assim: " OS QUELUZIANOS AMAM NÃO SÓ OS LIVROS COMO AS FLORES." e a segunda declarando ser QUELUZ o "REDUTO DAS FLORES E DOS LIVROS." De acordo com o historiador havia no município,naquela época,oito bibliotecas.
No blog da historiadora Avelina Noronha,no ano de 2013,ela escreveu o texto cidade do Livro e das Flores,e diz assim:
"Certa vez ganhei um caderninho com anotações que um professor laminense,
João Duarte Medeiros escrevera em princípios do século XX. Entre muitos
registros importantes, havia a referência a um “Anuário de Minas
Gerais, dos primeiros anos do século XX, onde o historiador Nelson de
Senna dizia ser Queluz um reduto de intelectuais, que o povo daqui amava
os livros e não havia casa que não tivesse ao menos uma flor.
É interessante a ligação entre livros e flores porque sinto os livros
como flores desabrochadas da literatura. Assim, quando há alguns anos,
José Carlos Seabra inaugurou o Espaço Lafayette, escrevi um soneto sobre
a cidade dos livros e das flores em homenagem àquela inauguração.
Fiquei muito feliz porque, a partir daí, a frase passou a ser utilizada
em vários textos e tomou força de apelido para nossa Conselheiro
Lafaiete.
Quanto aos livros, há verdadeira eclosão de lançamentos de obras de
lafaietenses, aumentado de ano a ano o número de publicação , mas houve
um tempo em que eu sentia falta de muitas flores pela cidade,
principalmente no centro, onde os prédios ficam rentes à rua onde se
localizam e quase sempre não há espaços para flores, a não ser em praças
e em não muitas casas em que se debruçassem trepadeiras sobre os muros.
Felizmente também aumenta ano a ano o número de árvores que florescem
pela cidade e pelos seus arredores, principalmente ipês na Primavera
Mas quando viajo na Internet e vejo certas ruas em cidades da Europa,
fico encantada com os vasos de flores de espaço em espaço nas calçadas e
aquelas casas que não têm jardim com flores nas janelas, ou vasos
pendurados nas paredes e nos muros, numa profusão de cores e
encantamentos.
Como seria bom se Conselheiro Lafaiete fosse assim!... Seríamos realmente uma Cidade dos Livros e das Flores. "
REFERÊNCIA DE CIDADE DAS FLORES
Pelo fato de que toda casa na antiga Queluz tinha flor.
Provavelmente as praças e ruas da cidade na época serem floridas. Mas houve épocas que as praças Barão de Queluz e Tiradentes,havia um jardim bonito.
Fontes:
https://textosavelinaconselheirolafaiete.blogspot.com/2013/12/cidade-dos-livros-e-das-flores.htm (escrito pela historiadora Avelina Maria Noronha,nascida em 1934 e falecida em 2021)
Antologia Lafaiete Prosa e Verso,ano 2003,volume IX




























