Pesquisando a História,Genealogia,e fatos Interessantes do passado e presente desde os Carijós,Queluz de Minas,até a atual Conselheiro Lafaiete. BLOG HISTÓRIAS DE LAFAIETE ( CONSELHEIRO LAFAIETE ESTADO DE MINAS GERAIS PAÍS BRASIL) Ajude o blog para que eu possa continuar produzindo conteúdos ,e seja bem vindo sugestões e críticas. Estou com projeto de lançar o livro por isso preciso de recursos. colabore com qualquer quantia pix: lufeand@gmail.com
quinta-feira, 30 de julho de 2020
DOM PEDRO I EM QUELUZ
foto:imagens da internet
O Imperador Dom Pedro I em apenas duas oportunidades esteve em Minas Gerais,nos anos 1822 e 1831. Sendo que nessas duas passagens a Minas,Dom Pedro I esteve na Villa Real de Queluz.
Segundo a Cartilha Conselheiro Lafaiete 1680- 2011 Conhecendo Nossa História na página 11 diz assim: " Em janeiro de 1822 Dom Pedro I se voltou contra a Coroa Portuguesa e decidiu estabelecer um novo governo para o Brasil. Em suas viagens pedindo apoio a sua decisão,esteve na Real Villa de Queluz,em abril ,meses antes da proclamação da independência do Brasil. "
Vimos que o imperador veio a Queluz em abril e no dia 7 de setembro de 1822 foi proclamada por ele a Independência do Brasil.
No Livro " O Município de Conselheiro Lafaiete (História e evolução política) de 1985,escrito por José Martins Sobrinho,na página 11,diz que a Câmara de Queluz mantinha contato com correspondência ,entre o Juiz Ordinário João Ribeiro da Silva (que à época era o cargo equivalente a Presidente da Câmara) com o imperador Dom Pedro I, informando a política da época.
Segundo informações de pessoas mais antigas ,em 1822 Dom Pedro I teria hospedado na Estalagem da Varginha (Zona Rural de Conselheiro Lafaiete). Também existe uma informação que ele teria se hospedado também na extinta Fazenda do Lençol (era região da Fazenda dos Macacos) também zona rural de Lafaiete,mas não descobri a data.
A Revista do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro de 1897,diz na página 365,Como Foi a Viagem de Dom Pedro I á Minas.
" A Câmara (de Queluz) beija as mãos à vossa majestade,e confessando a maior adesão à sua imperial pessoa, afirma de novo o seu amor, a sua fidelidade,e a sua firmeza nos sentimentos constitucionais. Real Villa de Queluz, 27 de fevereiro de 1831. José Ignácio Gomes Barbosa . Manoel Pinto Brandão. João Lopes Teixeira Franco. Antônio de Souza Moreira. Antônio Joaquim de Souza Pena. Antônio Ribeiro Andrada. João da Mata Fernandes. "
Na página 364,da Revista do Instituto,diz que o Imperador chegou à Queluz,as 9 da manhã do dia 27 de fevereiro de 1831,e saíram de Queluz às 4 horas da manhã do dia seguinte. À época o Presidente da Câmara era José Ignácio Gomes Barbosa (O Barão de Suassuí).
Essas são as poucas informações que tenho do Dom Pedro I à Queluz.
quarta-feira, 29 de julho de 2020
NAIR HENRIQUES DE AZEVEDO
Se fosse viva ,hoje dia 29 de julho minha avó materna Nair Henriques de Azevedo,estaria completando 100 anos.
foto ao fundo: Minha avó com o autor desse escrito,foto de 1987.
Nascida em 29 de julho de 1920,No dia de Santa Marta,na zona rural de Santana dos montes,E seu nome era Nair Marta Henriques.Filha de José Felisberto Henriques e Maria Luiza Henriques.
Casou com meu avô Avelino de Azevedo filho,em 14 de novembro de 1938.
Morou no bairro Fonte Grande,em Conselheiro Lafaiete a partir da década de 1950.
Faleceu em Conselheiro Lafaiete em 6 de agosto de 1988,aos 68 anos.
domingo, 26 de julho de 2020
REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1842
REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1842
foto: Reprodução
Hoje dia 26 de julho,faz 178 anos da Batalha da Revolução Liberal de Queluz ocorrida em 1842,na Vila Real de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete).
Numa época que não havia fotografia,foi deixada para nós uma Litografia de como era a Vila de Queluz em 1842 feita por Heaton e Rensburg.
Os Números correspondem assim:
1 Entrada das Forças do Galvão ( 700 Soldados)no Largo de Santo Antônio (a capela do santo já existia)
2 Entrada das Forças do Alvarenga ( 800 Soldados) parte veio do atual Pinheiros (Bairro São João) e outra do Lava pés (Atual Progresso)
3 Capela do Carmo ,onde se entrincheiraram as Forças Legalistas do Duque de Caxias
4 Local que indica o patamar sobre o qual foi colocado o barril que continha a cabeça de Tiradentes,para receber nova provisão de sal (isso aconteceu em maio de 1792 na atual Rua Comendador Baeta Neves,mais ou menos em frente ao Colégio Nazaré,onde existia uma venda)
5 Rua da Direita,atual Comendador Baeta Neves (Que naqueles tempos só existia uma estreita passagem que ia para a igrejinha de Santo Antônio)
6 Casa da Câmara ,no lugar onde foi a Macol (Praça Tiradentes,37 isso segundo o historiador Vicente Racioppi). Mas segundo o Jornal " Minas Jornal " de 11/6//1942,diz assim sobre a Revolução: " A Matriz era a mesma,a Câmara Municipal e a cadeia funcionavam num sobrado que existiu no local onde hoje está o posto Esso,na Avenida Benedito Valadares " ( A casa que também funcionou a Câmara era na atual Avenida Prefeito Mário Rodrigues Pereira,atual numero 184,que foi incendiada em 1959 e demolida em 1979,que pertencia o Coronel Albino).
Mas no desenho observamos o casarão de 2 andares,só que o desenhista colocou mais ou menos onde é a praça Tiradentes,sendo que ele pode ser que ele deve ter se equivocado na hora de fazer o desenho. Acredito que nessa época a Câmara já era ali na avenida Prefeito Mário Rodrigues. ( A Câmara funcionou a Praça Tiradentes em 1790 quando foi criada e depois mudou para a avenida Prefeito Mário Rodrigues só não sei a data dessa mudança)
7 Matriz Nossa Senhora da Conceição,que serviu de forte para as forças Legalistas.
8 (não visível na foto acima,está ao pé na parte direita da foto,o oposto do número 1) Entrada do Capitão Marciano Pereira Brandão,com 100 soldados,tendo deixado 70 nas estradas que vão para Suassuy e Congonhas . ( Região do atual Bairro Santa Efigênia,que na época era a Rua dos Dois Barrancos,e existia poucas casas) .
O dia 26 de Julho de 1842,é importante para Queluz,porque foi o único local que os Liberais venceram os Legalistas de Duque de Caxias.
foto: Reprodução
Hoje dia 26 de julho,faz 178 anos da Batalha da Revolução Liberal de Queluz ocorrida em 1842,na Vila Real de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete).
Numa época que não havia fotografia,foi deixada para nós uma Litografia de como era a Vila de Queluz em 1842 feita por Heaton e Rensburg.
Os Números correspondem assim:
1 Entrada das Forças do Galvão ( 700 Soldados)no Largo de Santo Antônio (a capela do santo já existia)
2 Entrada das Forças do Alvarenga ( 800 Soldados) parte veio do atual Pinheiros (Bairro São João) e outra do Lava pés (Atual Progresso)
3 Capela do Carmo ,onde se entrincheiraram as Forças Legalistas do Duque de Caxias
4 Local que indica o patamar sobre o qual foi colocado o barril que continha a cabeça de Tiradentes,para receber nova provisão de sal (isso aconteceu em maio de 1792 na atual Rua Comendador Baeta Neves,mais ou menos em frente ao Colégio Nazaré,onde existia uma venda)
5 Rua da Direita,atual Comendador Baeta Neves (Que naqueles tempos só existia uma estreita passagem que ia para a igrejinha de Santo Antônio)
6 Casa da Câmara ,no lugar onde foi a Macol (Praça Tiradentes,37 isso segundo o historiador Vicente Racioppi). Mas segundo o Jornal " Minas Jornal " de 11/6//1942,diz assim sobre a Revolução: " A Matriz era a mesma,a Câmara Municipal e a cadeia funcionavam num sobrado que existiu no local onde hoje está o posto Esso,na Avenida Benedito Valadares " ( A casa que também funcionou a Câmara era na atual Avenida Prefeito Mário Rodrigues Pereira,atual numero 184,que foi incendiada em 1959 e demolida em 1979,que pertencia o Coronel Albino).
Mas no desenho observamos o casarão de 2 andares,só que o desenhista colocou mais ou menos onde é a praça Tiradentes,sendo que ele pode ser que ele deve ter se equivocado na hora de fazer o desenho. Acredito que nessa época a Câmara já era ali na avenida Prefeito Mário Rodrigues. ( A Câmara funcionou a Praça Tiradentes em 1790 quando foi criada e depois mudou para a avenida Prefeito Mário Rodrigues só não sei a data dessa mudança)
7 Matriz Nossa Senhora da Conceição,que serviu de forte para as forças Legalistas.
8 (não visível na foto acima,está ao pé na parte direita da foto,o oposto do número 1) Entrada do Capitão Marciano Pereira Brandão,com 100 soldados,tendo deixado 70 nas estradas que vão para Suassuy e Congonhas . ( Região do atual Bairro Santa Efigênia,que na época era a Rua dos Dois Barrancos,e existia poucas casas) .
O dia 26 de Julho de 1842,é importante para Queluz,porque foi o único local que os Liberais venceram os Legalistas de Duque de Caxias.
sexta-feira, 17 de julho de 2020
SOLAR BARÃO DO SUASSUY
SOLAR BARÃO DE SUASSUY
foto:Arquivo Pessoal,em 2015.
Hoje dia 17 de julho,faz cinco anos que o casarão foi entregue oficialmente restaurado,após anos de abandono. A Inauguração do Centro Cultural Solar do Barão de Suaçuí foi inaugurado numa sexta feira 17 de julho de 2015.
Esse Casarão ficou conhecido como " Castelinho " porque na década de 1980,lá funcionou uma danceteria com esse nome. No passado esse casarão era conhecido como casa da dona Ziroca. Mas até hoje o local é conhecido como Castelinho.
HISTÓRIA
O Casarão tem sua construção do Século XVIII,é um casarão legítimo de arquitetura Mineira,das vilas Setecentistas,localizado na Rua Barão de Suassuy esquina com Rua Cefisa Viana,no centro de Conselheiro Lafaiete.
O casarão tem a data de 1787,em sua fachada,que essa data deve ser quando reconstruiu o casarão.
Segundo o livro inédito de Padre José Duarte,diz que em 1785,o Capitão Manoel Pereira Brandão (II),teria reconstruído esse casarão,e nele morava Apolinário Pereira de Araújo (pais do Cônego Santa Apolônia e Padre Farjado),e depois foi passada para o Barão de Suassuy e deste para seus Herdeiro o Capitão Antônio Tavares Furtado de Mendonça.
O Solar na segunda metade do século XVIII,teria sido residência do Padre José Maria Farjado de Assis (falecido em 1839),já o seu irmão Cônego Francisco Pereira de Santa Apolônia (1743 - 1831) morava na casa de frente para a Igreja Matriz,casa que foi fórum até 2013,onde hoje é o Edifício Dimas Pena.
O Barão de Suassuy deve ter sido o que morou mais tempo no local..
BARÃO DE SUASSUY

O Casal José Ignácio Gomes Barbosa e Antônia Jesuína de Melo ,Barão e Baronesa de Suassuy.
foto: Reprodução
Segundo o Historiador Allex Milagre,José Ignácio Gomes Barbosa, " Barão de Suassuy " ,nasceu em São Caetano do Paraopeba,época distrito de Queluz (hoje pertence a Cristiano Otoni),era filho do Capitão-mor José Ignácio Gomes Barbosa (nascido em 1774) e Maria Joaquina de São José.
O Barão foi o Primeiro Presidente da Câmara Municipal de Queluz entre 1829 e 1844,e foi depois agraciado com o título de Barão de Suassuy,pelo imperador Dom Pedro II em 2 de dezembro de 1854. E sua esposa Antônia Jesuína de Mello,foi agraciada com título de Baronesa de Suassuy.
Barão faleceu em 13 de novembro de 1869,também em Queluz,e a baronesa em 22 de maio de 1869.
Contam que a Baronesa chegou a ter 63 escravos.
PADRE FARJADO
Padre José Maria Farjado de Assis,morou nesse casarão,nascido em Carijós,atual Conselheiro Lafaiete,foi inconfidente. Foi ordenado sacerdote em 1768 ,segundo escritos inéditos de Padre José Duarte.
Foi Vigário de Santo Antônio na cidade de Tiradentes entre 1796 a 1799.
Faleceu em 1839.
O SOLAR
Segundo o saudoso Historiador Allex Milagre,no início do século XX,nesse casarão morou Maria José Gerspacher Schimitz,e em seu livro "Nossa Vida",ela diz que o casarão tinha 15 quartos,3 salas,uma capela belíssima,um salão e tinha muitos imóveis antigos, relógio,quadros,piano e etc. E durante a revolução de 1842,um quadro de Nossa Senhora da Piedade teria sido roubado e mais tarde recuperado,e tinha um Cristo de Marfim,um bonito Menino Jesus e rico oratório.
O QUE FUNCIONOU NELE
Com o passar dos tempos ele foi apelidado de Casarão da Dona Ziroca. Nos Anos de 1930,funcionou o Colégio Monsenhor Horta,foi Fórum da Comarca na década de 1950,Sede da Faculdade de Comércio Exterior,Grupo Escolar Inconfidência,e na década de 1980,funcionou o Clube Social Castelinho,depois bares,local para curso de informática por volta de 2001 e depois ficou fechado por anos.
Em 2011,houve um incêndio que quase destruiu o imóvel,mas a partir de 2013 deu início o seu restauro,e em 17 de julho de 2015,oficialmente foi entregue pronto o Solar do Barão de Suassuy,com várias salas.
Fonte:Pesquisas diversas,Site da Prefeitura Municipal de Conselheiro Lafaiete,Livro inédito de Padre José Duarte de Souza sobre Matriz de Lafaiete,anotações escritas do Historiador Allex Milagre em Jornal Correio da Cidade em 2003 e 2007.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
REGIÃO DA JACUBA
REGIÃO DA JACUBA
Essa região da Jacuba,que também é conhecida como "Barroso" ,localiza na zona rural de Conselheiro Lafaiete.
Região com muitos sítios localizada entre a estrada que vai do São João (Linhazinha) a São Vicente (antigo Tiririca). O Nome Jacuba,quer dizer água morna.
Essa região da Jacuba,que também é conhecida como "Barroso" ,localiza na zona rural de Conselheiro Lafaiete.
Região com muitos sítios localizada entre a estrada que vai do São João (Linhazinha) a São Vicente (antigo Tiririca). O Nome Jacuba,quer dizer água morna.
Arvore Pau de Oleo (nome correto é Copaíba)
foto:Arquivo Pessoal 3/2/2018
foto:Arquivo Pessoal outubro de 2018
foto:Arquivo Pessoal em 2019
Antiga linha férrea da Jacuba
No passado nessa região também existia uma linha férrea na região ,e dali a linha ligava até a localidade de Maracujá (Queluzito) e a mesma foi desativada há Muitos anos. No Livro "A Sociedade São Vicente de Paulo De Queluz de Minas a Conselheiro Lafaiete " o Historiador Allex Milagre na página 22 diz ,que para a Construção do Hospital São Vicente iniciada em 1963,através do Deputado Agostinho Campos Neto ,conseguiu vender a sucata da Estrada de Ferro Jacuba - Maracujá para angariar fundos para o hospital.
Havia também uma linha férrea que vinha da Estiva( Novo Horizonte) passando pelo Moinhos (parte rural) até Jacuba, também desativada há muitos anos.
Por causa dessa antiga linha,a região conhecida como "Linhazinha" ganhou esse nome, por que passava a linha próximo ao hoje final desse bairro, perto dos Bianchettis.
Manancial Jacuba
Lagoa da Jacuba
foto:Imagens da Internet
O Manancial Jacuba foi inaugurado em 7 de Setembro de 1962. Esse reservatório hoje abastece 30 % da água de Lafaiete.
Em frente a Prefeitura de Lafaiete,tem uma placa comemorativa do Novo Abastecimento d' água da Jacuba ,foi obra do Prefeito Telésforo Rezende e com auxílio do Deputado Federal João Nogueira de Rezende.
Reservatório da Jacuba em Construção
foto:Tarcísio Souza
Lagoa da Jacuba vista do alto da estrada
foto:Arquivo Pessoal 2020
Notas Antigas Diversas
* Chegou a especular em minerar no local nos fins do século XIX (Por volta de 1896),mas não chegou a minerar.
* Segundo Antônio Perdigão,em 1896, seu tio José Luiz Perdigão possuía pastos na Jacuba e na Vargem do Barroso,com jazidas de minério que foram trocadas pelas terras da "Gabiroba" ,no povoado de Barrozo. Doc. Hist n° 47.
* Parte dos terrenos chegou a pertencer a antiga Companhia Santa Mathilde mas em 2013,venderam em um leilão.
* Na metade do Século 19 por volta de 1850,o senhor Antônio Luiz Perdigão se fixou na região dos povoados de Violeiros ,e também em Barroso e na Fazenda do Saco. Isso segundo o seu neto de mesmo nome,que foi historiador, no seu livro sobre a família Batista Perdigão.
* Em 1885 o Antônio Luiz Perdigão, vendeu em Barroso ,uma chácara para o senhor Cândido Antônio de Moraes. O Velho Antônio Luiz Perdigão morreu em 1889.
* Curiosamente descobri que em 1930 o meu bisavô José Felisberto Henriques (falecido década 1940) comprou um terreno em Barroso,segundo o jornal de Queluz de abril de 1930,mas não morou muito tempo.
Barroso nos dias de hoje
Como falei é o mesmo Jacuba. Embora exista uma fazenda ainda com esse nome,localizada na região do Pau de Óleo . O Nome deve ser por causa do Barro proveniente de córregos e rios da região.
Próximo a Linha férrea o local é conhecido como Travessia do Barroso (a 1° travessia)
foto:Arquivo Pessoal 3/8/2019
Já a outra travessia (2° ) vai para o Condomínio Recanto do Eldorado.
Linha férrea e Condomínio atrás
foto:Arquivo Pessoal 6/5/2018
Fazenda do Saco
Essa fazenda é após Jacuba e antes da conhecida Biquinha. Só não sei se ainda mantém o nome.
No final do Século XIX era proprietária da Chácara do Saco a senhora Zeferina Maria do Amor Divino . (fonte: Antônio Perdigão,livro família Batista Perdigão).
Segundo o historiador Quincas de Almeidas em uma das sínteses de cartas assim escreve:
" Antônio Duarte Côrrea vendeu a José Vargas Branco,no lugar denominado Saco,da Freguesia de Queluz,uma sesmaria de terras que havia sido do defunto Miguel Côrrea de Faria. "
No Livro de Registro da Câmara de Queluz diz assim:
" 1803. Antônio José Barbosa. Inv. Ana Camila , viúva. Filhos: Joaquim, 7 anos ; Feliciano ; Januário ; Antônio e José . Fazenda do Saco, da Aplicação de Queluz. terras herdadas do pai falecido. "
Sobre o nome eu não sei o motivo.Mas tenho duas teorias, Em Geografia um acidente geográfico é chamado de Saco quando tem água protegidas por barreiras ou baías, e naquela região existe lagos próximo a rios ,e talvez por isso. Ou talvez seja onde produzia sacos. Mas é apenas teoria,quem souber me fale nos comentários.
segunda-feira, 4 de maio de 2020
ESTALAGEM DA VARGINHA DO LOURENÇO
ESTALAGEM DA VARGINHA DO LOURENÇO
A Extinta Estalagem da Varginha do Lourenço,localizada as margens da MG 129,antiga Estrada Real,próximo ao Alto da Varginha na zona rural de Conselheiro Lafaiete.
Hoje no local só existe as ruínas da casa,e em frente um monumento a Tiradentes onde ficou exposta a perna direita do Alferes,e também ainda existe a Gameleira que ficou exposta o membro do inconfidente.
Recentemente o Jornal Correio de Minas,noticiou que vândalos e ladrões teriam roubado placas de bronze dos monumentos, fato lamentável.
A Estalagem
Sobre ela recentemente descobri que existe uma foto e está em baixo e está sem data.
foto: Priorado dos Inconfidentes ( Comendador Gladstone Lopes)
Ambas mostram a Estalagem,sendo a primeira mostra a única foto existente e sem data, já ao lado uma pintura de 1914 feita por José Jacinto Neves.
Segundo o site eaiferias.com de 21 de setembro de 2016,diz que a Estalagem ficou preservada até por volta de 1935,e demolida em 1950, e na época o Jornal Estado de Minas denunciou a demolição da construção. E o Quadro feito pelo artista plástico José Jacinto das Neves está no acervo do Museu Mineiro em Belo Horizonte.
No Passado o casarão serviu de encontro e reuniões secretas dos Inconfidentes, e sabe se que o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o famoso Tiradentes, esteve no local em 22 de dezembro de 1788 onde teria pernoitado,segundo um jornal que vi da Açominas tempos atrás.
No Livro Antologia Poética Lafaiete Prosa e Verso do Ano 2000,o saudoso escritor Gilberto Victorino de Souza,na Crônica " A Gameleira e a Liberdade " citou que o historiador mineiro Augusto de Lima Júnior num dos trechos assim escreveu:
" Esse Sítio admirável foi teatro de um dos belos episódios da história do Brasil. Se não fossemos ainda um povo de poucos sentimentos cívicos, a velha casa estaria conservada, para ser vista e suscitar meditações aos filhos desta terra. A casa da Varginha caiu ... Mas a lembrança do episódio ficou nas almas daqueles que cultuam a memória dos que sofrem pela liberdade. "
A Extinta Estalagem da Varginha do Lourenço,localizada as margens da MG 129,antiga Estrada Real,próximo ao Alto da Varginha na zona rural de Conselheiro Lafaiete.
Hoje no local só existe as ruínas da casa,e em frente um monumento a Tiradentes onde ficou exposta a perna direita do Alferes,e também ainda existe a Gameleira que ficou exposta o membro do inconfidente.
Recentemente o Jornal Correio de Minas,noticiou que vândalos e ladrões teriam roubado placas de bronze dos monumentos, fato lamentável.
A Estalagem
Sobre ela recentemente descobri que existe uma foto e está em baixo e está sem data.
foto: Priorado dos Inconfidentes ( Comendador Gladstone Lopes)
Ambas mostram a Estalagem,sendo a primeira mostra a única foto existente e sem data, já ao lado uma pintura de 1914 feita por José Jacinto Neves.
Segundo o site eaiferias.com de 21 de setembro de 2016,diz que a Estalagem ficou preservada até por volta de 1935,e demolida em 1950, e na época o Jornal Estado de Minas denunciou a demolição da construção. E o Quadro feito pelo artista plástico José Jacinto das Neves está no acervo do Museu Mineiro em Belo Horizonte.
No Passado o casarão serviu de encontro e reuniões secretas dos Inconfidentes, e sabe se que o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o famoso Tiradentes, esteve no local em 22 de dezembro de 1788 onde teria pernoitado,segundo um jornal que vi da Açominas tempos atrás.
No Livro Antologia Poética Lafaiete Prosa e Verso do Ano 2000,o saudoso escritor Gilberto Victorino de Souza,na Crônica " A Gameleira e a Liberdade " citou que o historiador mineiro Augusto de Lima Júnior num dos trechos assim escreveu:
" Esse Sítio admirável foi teatro de um dos belos episódios da história do Brasil. Se não fossemos ainda um povo de poucos sentimentos cívicos, a velha casa estaria conservada, para ser vista e suscitar meditações aos filhos desta terra. A casa da Varginha caiu ... Mas a lembrança do episódio ficou nas almas daqueles que cultuam a memória dos que sofrem pela liberdade. "
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
MINERAÇÃO DA ANTIGA QUELUZ
MINERAÇÃO DA ANTIGA QUELUZ
Hoje vou lembrar mais uma notícia antiga sobre a antiga Queluz,atual Conselheiro Lafaiete.
O Jornal do Rio de Janeiro "Nação Brasileira" número 16,de dezembro de 1924 ano 2,falou sobre Queluz das páginas 78 ao 95,e dizendo sobre Queluz dois lemas: o primeiro diz "Rainha do Manganez" e o segundo diz "Centro de Resistências Liberais".
Na página 78,o Nação Brasileira,fala de uma passagem que diz assim.
"No princípio do Século passado,um certo número de aventureiros que mineravam a serra do Ouro Branco,juntaram se com os índios Carijós,e erigiram uma igreja à Nossa Senhora da Conceição,a qual foi criada paróquia em 1709..." (Américo Lima,notícia histórica,etc)
O texto mostra que Lafaiete tem a tradição da mineração isso ainda no final do Século XVII. E na localidade de Passagem de Gagé é certo que já havia essas atividades. E Passagem deve ser mais antiga que Carijós como sugere o historiador Padre José Duarte em seus escritos inéditos.
Já em São Gonçalo e Pequeri de Cima (localidades de Queluz) a mineração começou por volta de 1896,e no Morro da Mina em 1902,e em Água Preta começou no início do Século XX. Mas em São Gonçalo e no Pequeri as atividades finalizaram na década de 1930 sem sucesso,e no Morro da Mina foi onde obteve mais exito.
O Jornal Nação Brasileira na página 79 fala assim:
" De uns 25 anos para cá,Queluz voltou a ser um grande centro de mineração. A febre do ouro já não mais fazia revolver as entranhas das suas montanhas. Esgotaram se os depósitos do metal fulvo;porém,uma riqueza fabulosa,a do manganez, o metal negro, fez convergir para esse recanto encantador de Minas as atividades de numerosas empresas que ainda extraem,em larga escala,esse preciosos minério.
Três grandes firmas (A. Thum Companhia Limitada,Companhia Meridional de Mineração e Companhia Brasileira de Minas Santa Mathilde) exploram,nas proximidades da cidade,as possantes jazidas do Morro da Mina,Água Preta,São Gonçalo e Buraco do Bicho. "
Hoje vou lembrar mais uma notícia antiga sobre a antiga Queluz,atual Conselheiro Lafaiete.
O Jornal do Rio de Janeiro "Nação Brasileira" número 16,de dezembro de 1924 ano 2,falou sobre Queluz das páginas 78 ao 95,e dizendo sobre Queluz dois lemas: o primeiro diz "Rainha do Manganez" e o segundo diz "Centro de Resistências Liberais".
Na página 78,o Nação Brasileira,fala de uma passagem que diz assim.
"No princípio do Século passado,um certo número de aventureiros que mineravam a serra do Ouro Branco,juntaram se com os índios Carijós,e erigiram uma igreja à Nossa Senhora da Conceição,a qual foi criada paróquia em 1709..." (Américo Lima,notícia histórica,etc)
O texto mostra que Lafaiete tem a tradição da mineração isso ainda no final do Século XVII. E na localidade de Passagem de Gagé é certo que já havia essas atividades. E Passagem deve ser mais antiga que Carijós como sugere o historiador Padre José Duarte em seus escritos inéditos.
Já em São Gonçalo e Pequeri de Cima (localidades de Queluz) a mineração começou por volta de 1896,e no Morro da Mina em 1902,e em Água Preta começou no início do Século XX. Mas em São Gonçalo e no Pequeri as atividades finalizaram na década de 1930 sem sucesso,e no Morro da Mina foi onde obteve mais exito.
O Jornal Nação Brasileira na página 79 fala assim:
" De uns 25 anos para cá,Queluz voltou a ser um grande centro de mineração. A febre do ouro já não mais fazia revolver as entranhas das suas montanhas. Esgotaram se os depósitos do metal fulvo;porém,uma riqueza fabulosa,a do manganez, o metal negro, fez convergir para esse recanto encantador de Minas as atividades de numerosas empresas que ainda extraem,em larga escala,esse preciosos minério.
Três grandes firmas (A. Thum Companhia Limitada,Companhia Meridional de Mineração e Companhia Brasileira de Minas Santa Mathilde) exploram,nas proximidades da cidade,as possantes jazidas do Morro da Mina,Água Preta,São Gonçalo e Buraco do Bicho. "
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