segunda-feira, 4 de maio de 2020

ESTALAGEM DA VARGINHA DO LOURENÇO

ESTALAGEM DA VARGINHA DO LOURENÇO



  A Extinta Estalagem da Varginha do Lourenço,localizada as margens da MG 129,antiga Estrada Real,próximo ao Alto da Varginha na zona rural de Conselheiro Lafaiete.
  Hoje no local só existe as ruínas da casa,e em frente um monumento a Tiradentes onde ficou exposta a perna direita do Alferes,e também ainda existe a Gameleira que ficou exposta o membro do inconfidente.
  Recentemente o Jornal Correio de Minas,noticiou que vândalos e ladrões teriam roubado placas de bronze dos monumentos, fato lamentável.

A Estalagem

 Sobre ela recentemente descobri que existe uma foto e está em baixo e está sem data.





foto: Priorado dos Inconfidentes ( Comendador Gladstone Lopes)
Ambas mostram a Estalagem,sendo a primeira mostra a única foto existente e sem data, já ao lado uma pintura de 1914 feita por José Jacinto Neves. 

 Segundo o site eaiferias.com de 21 de setembro de 2016,diz que a Estalagem ficou preservada até por volta de 1935,e demolida em 1950, e na época o Jornal Estado de Minas denunciou a demolição da construção. E o Quadro feito pelo artista plástico José Jacinto das Neves está no acervo do Museu Mineiro em Belo Horizonte.
 No Passado o casarão serviu de encontro e reuniões secretas dos Inconfidentes, e sabe se que o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o famoso Tiradentes, esteve no local em 22 de dezembro de 1788 onde teria pernoitado,segundo um jornal que vi da Açominas tempos atrás.
  No Livro Antologia Poética Lafaiete Prosa e Verso do Ano 2000,o saudoso escritor Gilberto Victorino de Souza,na Crônica " A Gameleira e a Liberdade " citou que o historiador mineiro Augusto de Lima Júnior num dos trechos assim escreveu:
 " Esse Sítio admirável foi teatro de um dos belos episódios da história do Brasil. Se não fossemos ainda um povo de poucos sentimentos cívicos, a velha casa estaria conservada, para ser vista e suscitar meditações aos filhos desta terra. A casa da Varginha caiu ... Mas a lembrança do episódio ficou nas almas daqueles que cultuam a memória dos que sofrem pela liberdade. "  

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

MINERAÇÃO DA ANTIGA QUELUZ

MINERAÇÃO DA ANTIGA QUELUZ

  Hoje vou lembrar mais uma notícia antiga sobre a antiga Queluz,atual Conselheiro Lafaiete.
   O Jornal do Rio de Janeiro "Nação Brasileira" número 16,de dezembro de 1924 ano 2,falou sobre Queluz das páginas 78 ao 95,e dizendo sobre Queluz dois lemas: o primeiro diz "Rainha do Manganez" e o segundo diz "Centro de Resistências Liberais".

 Na página 78,o Nação Brasileira,fala de uma passagem que diz assim.

 "No princípio do Século passado,um certo número de aventureiros que mineravam a serra do Ouro Branco,juntaram se com os índios Carijós,e erigiram uma igreja à Nossa Senhora da Conceição,a qual foi criada paróquia em 1709..." (Américo Lima,notícia histórica,etc)

  O texto mostra que Lafaiete tem a tradição da mineração isso ainda no final do Século XVII. E na localidade de Passagem de Gagé é certo que já havia essas atividades. E Passagem deve ser mais antiga que Carijós como sugere o historiador Padre José Duarte em seus escritos inéditos.
  Já em São Gonçalo e Pequeri de Cima (localidades de Queluz) a mineração começou por volta de 1896,e no Morro da Mina em 1902,e em Água Preta começou no início do Século XX. Mas em São Gonçalo e no Pequeri as atividades finalizaram na década de 1930 sem sucesso,e no Morro da Mina foi onde obteve mais exito.

O Jornal Nação Brasileira na página 79 fala assim:

 " De uns 25 anos para cá,Queluz voltou a ser um grande centro de mineração. A febre do ouro já não mais fazia revolver as entranhas das suas montanhas. Esgotaram se os depósitos do metal fulvo;porém,uma riqueza fabulosa,a do manganez, o metal negro, fez convergir para esse recanto encantador de Minas as atividades de numerosas empresas que ainda extraem,em larga escala,esse preciosos minério.
 Três grandes firmas (A. Thum Companhia Limitada,Companhia Meridional de Mineração e Companhia Brasileira de Minas Santa Mathilde) exploram,nas proximidades da cidade,as possantes jazidas do Morro da Mina,Água Preta,São Gonçalo e Buraco do Bicho. " 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

2 DE JANEIRO



 2 DE JANEIRO 




Jornal Panorama edição de 1978 (pensavam que a verdadeira data de emancipação política de Lafaiete fosse o 2/1/1866,sendo que o correto é o 19/9/1790) . foto Praça Barão de Queluz.
foto: Mauro Dutra de Faria 



 
  Em 2 de janeiro de 1866,pela lei provincial número 1276 de 1866,a Villa Real de Queluz foi elevada a categoria de Município passando a chamar Queluz,lei assinada pelo então governador da província de Minas Gerais,Joaquim Saldanha Marinho (presidente entre 1865 e 1867,o qual possui uma rua com seu nome no Bairro Fonte Grande). Que somente em 1934 Queluz passou a chamar Conselheiro Lafaiete.
  Alguns anos atrás essa data 2 de janeiro,era comemorado a emancipação política de Conselheiro Lafaiete,mas graças aos trabalhos dos saudosos historiadores Alberto Libânio Rodrigues e Antônio Luiz Perdigão,que comprovaram que a verdadeira data da emancipação era o 19 de setembro de 1790,quando foi elevada a categoria de Vila,que na época considerava ser cidade.
  Mas o 2 de janeiro foi feriado em Lafaiete,por muitos anos,foi assim até por volta de 1990,quando passou a vigorar a data de 19 de setembro,e que em 1990 a cidade comemorou o Bi centenário de emancipação política. Em 1966 foi comemorado o "centenário" da cidade. E poucos sabem mas a Avenida Prefeito Telésforo Cândido de Rezende,a principal da cidade,que seu primeiro nome foi avenida 2 de janeiro. Com a correção de datas o 2 de janeiro acabou no esquecimento.
   E nessa data costumava ter muitas inaugurações como foi o caso do Museu Antônio Perdigão em 1976,do atual Prédio da Câmara em 1980,e entre outras.
   Segundo a historiadora Avelina Noronha,diz que quando no Brasil Colônia ,uma vila passava a cidade,o título,embora pouco acrescentasse em relação a organização política e administrativa,era honorífico. Poderia até ser sede de uma arquidiocese.
  O Jornal Correio da Cidade,na edição de 30 de janeiro a 5 de fevereiro de 2016,fez uma reportagem com o título "Publicação resgata a Lafaiete que celebrou seu "falso centenário"  ",e isso lembrou o falso centenário de 1966. E claro que a reportagem lembrou o que falei no começo que Perdigão e Libânio corrigiram a data da emancipação política da cidade. E falou também que o escritor João Batista Bellavinha em 1966,publicou o jornal do Lions Clube que deu detalhes da cidade à época.

domingo, 17 de novembro de 2019

10 ANOS SEM ALLEX MILAGRE

10 ANOS SEM ALLEX MILAGRE

                                        foto:Site Fato Real (divulgação)

  Hoje faz 10 anos que falecia um dos maiores historiadores de Conselheiro Lafaiete,Allex de Assis Milagre,que faleceu em Conselheiro Lafaiete numa terça feira de 17 de novembro de 2009. E infelizmente eu não o conheci pessoalmente.
Nascido em Conselheiro Lafaiete,em 21 de abril de 1971,filho de José Bonifácio Milagre e Isaura Maria de Assis Milagre.
   Foi Historiador,genealogista,jornalista,foi membro fundador da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete (cadeira n° 17 - patrono Monsenhor José Sebastião Moreira);sócio adjunto do Colégio Brasileiro de Genealogia (RJ) e sócio correspondente do Instituto Histórico de Niterói (RJ) e da Academia de Letras de São João del Rei.
  Escreveu artigos para diversos jornais da cidade e região,sobre história e cultura em geral. No Jornal Panorama Cultural,manteve na década de 1990,a coluna "Genealogia Mineira",em que publicou o estudo de famílias queluzense. Foi redator do jornal Correio da Cidade e atuou na área de comunicação da UNIPAC de Lafaiete.
Publicou vários opúsculos. Entre eles "A sociedade São Vicente de Paulo - de Queluz de Minas a Conselheiro Lafaiete" (1995); "Os 250 anos do Bispado de Mariana" (1996);"Queluz de Minas ou Conselheiro Lafaiete ? "(1998); "Padre José Duarte de Souza Albuquerque,1899-1999" (2001) e em 2009 lançou seu livro "Lafayette Rodrigues Pereira - Um ilustre queluzense ",pela Lesma editores.
  Tem trabalhos publicados nas antologias: "poetas Queluzianos e Lafaietenses" (1991) ; "Agenda Santo Antônio de Queluz" (1992) ; "Lafaiete em Prosa e Verso" em várias edições.
  Ele deixou escrito um livro de 124 páginas,que falam sobre as Igrejas Católicas de Conselheiro lafaiete,fala da história delas,visitas pastorais dos Bispos,sinos,e no fim do livro ele escreveu Queluz de Minas 1998, e o nome do livro é "MEMÓRIAS HISTÓRICAS DA FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA REAL VILA DE QUELUZ" que são manuscritos inéditos.
Não sei se Allex deixou outros inéditos.
  Allex deixou um blog,que tem título de "Scripta manent" que é acessado:allexmilagre.blogspot.com.br.
  Allex Milagre faleceu em sua residência no centro de Conselheiro Lafaiete,na madrugada de 17 de novembro de 2009,aos 38 anos,e foi sepultado no cemitério Nossa Senhora da Conceição no mesmo dia.



HOMENAGENS AO ALLEX MILAGRE

  Uma resolução n° 010 de 2 de dezembro de 2009,da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete,denominou o Memorial da Câmara com seu Nome. Porque ele tinha feito o trabalho em 2005,com o nome dos que já foram Vereadores em toda a história de nossa cidade.
   A rua 2 do Bairro Ouro Verde,pela lei n° 5422 de 12 de setembro de 2012,passa a chamar rua Allex Milagre.
Para encerrar vou colocar uma frase latim,uma que foi usada pela Avelina Noronha,em um artigo do Jornal Correio da Cidade,que ela escreveu alguns anos atrás.
"Laudate dignos,honesta actio est. " (Louvor os homens dignos é uma ação nobre)

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

CRUZEIRO DA RUA TABAJARAS

 CRUZEIRO DA RUA TABAJARAS


                             
                                  foto:Arquivo Pessoal 15/11/2019


 Esse Cruzeiro ainda existente,localiza dentro da Rua Joaquina Marquês,(onde é um beco),próximo ao final da Rua Tabajaras,no Bairro Carijós,em Conselheiro Lafaiete,hoje ele tem uma cor azul escuro e um galo na parte superior.Antes até celebrava missa mensalmente no local,acredito que hoje não mais se celebra.
  No livro de perdigão,diz assim: "Quase todos os cruzeiros,foram colocados em seus locais,baseados em uma história ou lenda. O cruzeiro da vila Carijós,também tem sua história,que nos foi contada pelo senhor Joaquim Marques Rodrigues.
  Dona Joaquina Marques Rodrigues,numa certa noite sonhou com um cruzeiro luminoso junto a sua casa,e Narrou o fato ao seu marido,José Matias Rodrigues,tendo o mesmo se interessado pelo assunto. Seu Procópio fazendeiro
no Maracujá (Queluzito),foi o fornecedor da madeira para que construísse o cruzeiro. José Clemente foi Carpinteiro,ajudado por Antônio Matos Rodrigues. O galo de alumínio,colocado no alto do Cruzeiro,feito por Augusto do Nascimento,foi fundido nas oficinas da Central do Brasil.
 A autorização para que se colocasse o cruzeiro no local,onde ele se encontra,foi dada pelo então prefeito municipal,Dr. Mário Rodrigues Pereira,em 1940.
  Anos atrás,no mês de maio,faziam ao pé do cruzeiro uma novena que sempre terminava no dia 3,dia de Santa Cruz.
 E no Corpo da Cruz,tinha uma placa que dizia "É proibido colocar velas,fazer macumba,despacho no pé do cruzeiro.Só Deve Colocar Velas Para as Almas".

Fonte: Livro "Cruzeiros de Lafaiete,"de Antônio Luiz Perdigão,de 1990,página 6.
OBSERVAÇÃO:Como o livro foi escrito em 1990,nessa época fazia a novena e tinha a placa citada,hoje não tem mais.

FOTO

                                 
                                   Autor dessa postagem e a filha Lavínia 15/11/2019
                                   foto:Arquivo Pessoal

  "Se fosse vivo o historiador Antônio Luiz Perdigão,hoje ele estaria fazendo 101 anos,e se não fosse por ele não saberia a história desse Cruzeiro. "

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

CEMITÉRIOS DE CONSELHEIRO LAFAIETE


CEMITÉRIOS DE CONSELHEIRO LAFAIETE

  Amanha é dia 2 de novembro,dia de Finados,e vou lembrar sobre os cemitérios de Conselheiro Lafaiete. E na área urbana temos os seguintes campos santos.

1 Cemitério Nossa Senhora da Conceição
2 Cemitério Santo Antônio de Queluz (dentro do primeiro citado)
3 Cemitério Municipal Valê do Ipê
4 Cemitério Jardim do Éden

E na zona Rural tem Cemitérios em
1 São Gonçalo do Brandão
2 Nossa Senhora da Boa Morte no Distrito de Buarque de Macedo
3 São Vicente (Tiririca)
4 Passagem de Gagé (reconstruído em 1995)

 1 Cemitérios antigos

  Antes de construir cemitério,os sepultamentos eram dentro ou nos arredores da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição,isso era feito nos séculos 18 e 19.  O cemitério em volta da igreja foi desativado por volta de 1914. E dizem que o senhor Romeu Guimarães levou algumas ossadas para o cemitério paroquial.
  Segundo Antônio Perdigão o assoalho da igreja era feito de propósito para sepultamentos.
  Mas por questões de saúde tiveram que construir cemitério longe da igreja

1.1 Cemitério paroquial Nossa Senhora da Conceição (fundado em 06 de janeiro de 1887)

                      foto:google maps em 2011

                    
                             foto:google maps em 2011

 O cemitério ele pertence a Paróquia Nossa Senhora da Conceição,localizado na Alameda 2 de novembro no bairro Queluz,e é administrado pelo pároco da Matriz N.S.Conceição.
  Quase no final do século XIX,os padres José Vieira de Souza Barros e depois Padre Américo Adolpho Taitson,fizeram campanhas para a construção de um cemitério paroquial.
  Segundo Antônio Perdigão numa ata da Câmara de 28 de setembro de 1865,foi pedido uma ajuda da igreja para a construção do Cemitério. Mas nada foi feito.
Segundo Allex Milagre em 1886 o Vigário Padre Américo conseguiu uma doação do coronel José Albino de Almeida Cyrino (cel. Zeca Albino) de uma área de 2073 m² para a construção do mesmo.
  No dia 6 de janeiro de 1887 morreu o filho do Zeca Albino,o jovem Adolfo Albino Almeida Cyrino (1866-1887),e sendo assim foi fundado esse campo santo.
  Em 1918 com a febre amarela,padre Américo pediu ao Romeu Guimarães para doar mais terras para o cemitério e assim foi feito. E já em 1938 o Padre Barreto pediu ao Romeu mais espaço e assim foi feito.
  Em 1952 foi cogitado a municipalização do mesmo,mas desde sua fundação,continua sendo paroquial,e na época os vereadores queriam municipalizar mas monsenhor Moreira não aceitou.
  Em 1/11/1968 foi inaugurado a nova fachada do Cemitério,e a inauguração do ossário e da Capela Nossa Senhora do Carmo,à entrada do mesmo,tudo construído pelo Monsenhor José Sebastião Moreira.
Em 1987 foi lembrado o centenário do cemitério,e houve presença do padre João Batista (pároco e administrador do mesmo),Prefeito Vicente Faria,e familiares dos benfeitores do Cemitério (famílias de Zeca Albino,Romeu Guimarães e Avelino Lana).
  O mesmo passa por reformas na fachada,e tem uma área de 26.274,24 m²

 fotos

                                  foto:Mauro Dutra de Faria,cemitério na década de 1970





                   Fotos acima refere a 1987 centenário do cemitério
                   foto:Mauro Dutra de Faria


1.2 Cemitério Santo Antônio de Queluz (fundado em 11 de junho de 1922)


                                   foto:Arquivo Pessoal,2/11/2019
 
 Esse cemitério que localiza dentro do Nossa Senhora da Conceição,foi fundado pelo saudoso historiador Romeu Guimarães (1878-1968),que fundou em 11/6/1922 com a intenção de reservar um espaço para aqueles que pertencem a Irmandade de Santo Antônio de Queluz.
  No passado existia um grande cruzeiro ao centro do cemitério,mas devido aos sacrilégios feitos no local o mesmo foi retirado.
  O espaço tem 1300 m².

1.3 Cemitério das Candeias (desativado )

  Nunca foi um cemitério oficial,era um local provisório devido ao fato de não ter local para enterrar os mortos durante a epidemia de varíola em 1926,que atacou a cidade. Talvez pelo medo de contaminação enterraram nesse local e como não havia muito movimento próximo a antiga Capela Nossa Senhora das Candeias do Bairro Areal,os mortos foram sepultados em volta dessa capela.
  E com a construção da BR 040 muitas ossadas foram removidas.

2 Cemitérios Novos

2.1 Cemitério Municipal Vale do Ipê (fundado em 5 de janeiro de 1985)

  Localizado no Bairro Santa Efigênia,foi iniciado sua construção em 01/09/1983,mas foi inaugurado em 5 de janeiro de 1985,sendo o único municipal na cidade.


                       fotos:Arquivo Pessoal,2019

                        foto: Site Lafaiete Agora

2.2 Cemitério Jardim do Éden (fundado em 1999)

  Localizado no Bairro Gigante,foi inaugurado em 1999,segundo reportagem do Jornal Correio da Cidade.
  Mas devido a problemas com licenças ambientais,só foi liberado sepultamentos por volta do ano de 2000 em diante.

                           foto:google maps

3 Decreto antigo

O Jornal “O momento” n° 145 de 30/11/1968 diz :

...autoriza a construção de cemitérios e determina a construção de cemitérios…

art 3 os cemitérios terão denominação

a) Nossa Senhora da Boa Morte (Buarque de Macedo)
b) Cemitério da Paz (Coração de Jesus)
c) Cemitério da Saudade (Vista Alegre)
d) Cemitério do Bomfim (Gagé).  "

Notas: Somente o de Buarque existe e foi feito. Os outros seriam um no Sagrado Coração de Jesus,o outro próximo ao Campo do Guarani (Vista Alegre) que seria feito pelo Monsenhor Moreira,mas acabou vendendo a área e nada feito.


domingo, 20 de outubro de 2019

BANDEIRA DE CONSELHEIRO LAFAIETE

BANDEIRA DE CONSELHEIRO LAFAIETE

 
foto:mbi.com

  A bandeira do município de Conselheiro Lafaiete,de autoria do heraldista Arcinoé Antônio Peixoto de Faria,da Enciclopédia Heráldica Municipal,é esquartelada em cruz,sendo os quartéis verdes,constituídos por quatro faixas brancas sobre faixas vermelhas,dispostas duas a duas nos sentidos horizontal e vertical,e que partem dos vértices de um losango branco,onde o brasão municipal é aplicado.
  O estilo da bandeira obedece à tradição heráldica portuguesa,da qual herdamos os cânones e regras,com direito a opção pelos estilos sextavados,enquartelados em cruz,ou em sautor e terciado,sem destes ter adotado o estilo enquartelado em cruz,lembrando nesse simbolismo o espírito cristão do povo de Conselheiro Lafaiete.
  O brasão ao centro simboliza o Governo Municipal e o losango,onde é aplicado,representa a própria cidade,sede do município. As faixas simbolizam o Poder Municipal,que se expande a todos os quadrantes do território,e os quartéis,assim constituídos,representam as propriedades rurais existentes no território municipal.
  As cores da bandeira municipal,ainda em conformidade com a tradição da heráldica portuguesa,devem ser as mesmas constantes do campo de escudo do brasão. O verde simboliza,em heráldica,civilidade,honra,certeza,alegria e abundância. É a cor da esperança,porque alude aos campos verdejantes na primavera,fazendo esperar copiosa colheita. O branco simboliza paz,amizade,pureza,trabalho,prosperidade e religiosidade.
  Em conformidade com as regras heráldicas,a bandeira municipal tem as dimensões oficiais adotadas para a Bandeira Nacional,levando-se em consideração os 14 módulos de altura da talha por 20 módulos de comprimentos do retângulo.

nota: Os símbolos dos municípios,de acordo com o disposto no art 1°, § 3° ,da Constituição Federal,são: a Bandeira,o Brasão e o Hino Municipal.

 O Brasão de Armas do Município



                                             foto:mbi.com


  O escudo sanítico entra na heráldica brasileira lembrando a raça latina. A coroa mural que o sobrepõe representa a comarca. É de Prata e sintetiza os nobres sentimentos de seu povo. O escudete lembra o nome do Conselheiro Lafayette,agraciado pelo saber e pelas comendas das ordens da Grã-Cruz de Cristo e da Rosa.
  A cor vermelha ressalta o amor cívico e o valor de sua gente. O terrado da sinopla,em aspecto montanhoso,é verde e circuncidado pelo arroz e milho,suas riquezas agrícolas,sustentadas pelas engrenagens dos malhos da indústria extrativa,fator principal de seu progresso. Finalmente, o nome da cidade ,"Conselheiro Lafaiete",que ostenta as datas de 1790 e 1866,relativas à elevação a município e comarca.


Fonte: Atlas escolar Histórico e Geográfico Conselheiro Lafaiete,edição de 2008,páginas 27 e 28.