quinta-feira, 4 de maio de 2017

CAPELA DO CARMO DE QUELUZ


 foto:Museu e Arquivo Antônio Perdigão (reprodução),Capela do Carmo,sem data.


 CAPELA DO CARMO DE QUELUZ

 Esse Artigo é de número 100 desse meu blog,que escrevo desde setembro do ano passado,que já tem cerca de 2700 visualizações,e como sou devoto de Nossa Senhora do Carmo,e que a festa é comemorada em 16 de julho.Hoje dedico o artigo a extinta Capela do Carmo,que desapareceu do cenário de Conselheiro Lafaiete,há mais de 60 anos.

PROVISÃO

Segundo Allex Milagre em um escrito no Jornal Correio da Cidade,de julho de 2007 ele diz:
"Não se tem a data exata da instituição da arquiconfraria,sabe-se,porém que iniciou-se na Igreja Matriz...
 Formada por homens abastados,logo foi requerida provisão para construção de sua igreja,concedida pelo governo de Mariana,em 1767. Cerca de vinte anos depois a igreja já estava concluída..."

 Embora já citaram que a capela seria por volta de 1750 e outra fonte dizia 1764,mas pelo que disse Allex,a data da provisão de 1767 é a correta.
 A Capela era a terceira Igreja da Villa Real de Queluz,a Matriz Nossa Senhora da Conceição e Santo Antônio são mais antigas. E não a segunda como algumas fontes dizem.
 Eu vi no site do Portal123,aqui de Lafaiete,que diz que ela foi construída em 1739,e isso obviamente foi uma confusão,e a informação é equivocada.

ONDE LOCALIZAVA


 foto:Acervo Mauro Dutra de Faria,Capela na década de 1940.

Onde hoje é a Praça Nossa Senhora do Carmo,no Final da Avenida Prefeito Mário Rodrigues Pereira,no centro,localizava quase fechando a Rua Benjamim Constant (antiga Rua dos Pinheiros),para quem vem do centro.
 A Capela pertencia a Paróquia Nossa Senhora da Conceição.
 Segundo uma nota no Museu Antônio Perdigão,em 1798,o local já era conhecido como "Largo do Carmo".

ARQUITETURA DA IGREJA E PRINCIPAIS IMAGENS



foto:Acervo Mauro Dutra de Faria,essa é a única foto do altar.

 Segundo Allex Milagre,no mesmo jornal Correio da Cidade de julho de 2007,ele diz assim:

"A edificação,de arquitetura simples,possuía duas sacristias,capela-mor com altar em estilo rococó e,na nave,dois altares laterais,um dedicado a Santo Antônio e outro a São Francisco de Assis. A imagem de Nossa Senhora do Carmo é de roca (localizava se a centro)..."
 Analisando as fotos em 1927,havia um sino lateral e os dois profetas no alto.
 E um tempo depois o sino já localizava no alto da capela,mas já sem os profetas.

LENDAS

 A Capela era cheio dessas lendas como que havia um dragão debaixo,uma dizia se ela fosse destruída seria inútil reconstruí-la,e que havia cobra de duas cabeças entre a Capelas de Santo Antônio e do Carmo (e a cabeça dela estaria debaixo da Capela do Carmo). E até a lenda que uma serpente transportava os santos deixado em outras igrejas para o Carmo também. Tinha lenda dos dois profetas,que um apontava para o Céu e o outro para o Inferno.
 O povo difundia as lendas,mas Padre Américo não acreditava nelas.

RAIOS






 foto:Acervo Mauro Dutra de Faria,foto de 1927 e os dois profetas no alto.






   A capela atraía  raios. E nunca souberam porque disso,uns acharam porque havia ouro debaixo,outros por causa de um suposto lago subterrâneo. Mas quem ficou com fama,foi os dois profetas e por causa disso,em 1933 o Padre Barreto jogou eles para baixo pensando que eles eram o motivo disso tudo.
 Esses profetas foram construído em 1898,pelo Francisco Antônio Alves,o "Alagoas".

FESTA E ABANDONO

 Talvez o última festa realizada na Capela,foi registrado pelo Jornal de Queluz,de 8 de julho de 1927,que trazia a programação da festa para 17 de julho de 1927.
  A Capela praticamente ficou abandonada nas décadas de 1930 a 1950,e praticamente nada foi realizado nesses anos a não ser a catequese e algumas vezes serviu de depósito para a Semana Santa.
  Segundo José de Assis Silva,no seu livro "Lafaiete de Getúlio a JK",na página 45,ele diz assim da Capela do Carmo: "naqueles tempos,construção já velha,corroída,torre sem sino,o assoalho faltando tábuas;a madeira do altar comida pelos cupins;a sacristia demolida..."

   A sociedade civil e as autoridades Eclesiásticas da época nada fizeram para salvar a capela.

PROCESSO DE DEMOLIÇÃO DA CAPELA




 foto:Acervo Mauro Dutra de Faria,Capela demolida




   Segundo Allex Milagre,a lei n°95 publicada em 1 de julho de 1951,autorizou à expropiação do terreno da igreja,que ela já estaria em processo de demolição.
 A Capela foi demolida na década de 1950,Segundo Jair Dias ela foi demolida em 1955.

 NOVA CAPELA NOSSA SENHORA DO CARMO

 No Jornal Gazeta de Queluz,de 26 de fevereiro de 1911,sugeria em demolir a igreja e construir uma outra no alto do cemitério.
 O pároco da Matriz,Monsenhor José Sebastião Moreira,fez isso,ele construiu a fachada do Cemitério Nossa Senhora da Conceição,e batizou a capela de Nossa Senhora do Carmo,que é a direita de quem entra para o campo santo. E  em 1 de novembro de 1968,foi inaugurada com a benção dos bispos Dom Daniel Tavares Baeta Neves e Dom Rodolfo das Mercês Pena.

ORATÓRIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO






 foto:Arquivo Pessoal,foto de 2012,oratório da Santa.



  Esse localizado na praça que tem seu nome,perto da subida do cemitério. Ele foi construído em 16 de julho de 1988,pelo Milton Lemos e teve a benção do Padre João Batista e do Monsenhor Hermenegildo.
 Mas antes da construção o Senhor Milton Lemos e Alice Carvalho doaram a imagem da santa,em 14 de julho de 1987 para que fosse construído esse oratório,como está registrado numa placa dentro desse local.
 Tudo isso com certeza foi para compensar a perda da Velha Capela do Carmo,que só resta histórias e poucas fotos. E muitos Lafaietenses nem sabe que um dia existiu essa Capela do Carmo.

foto:Acervo Pessoal,foto da Nossa Senhora do Carmo.

Fonte:Pesquisa no Museu e Arquivo Perdigão,e pesquisa do autor da postagem.

FAMÍLIA ALBUQUERQUE EM QUELUZ

FAMÍLIA ALBUQUERQUE EM QUELUZ

 Nos Escritos inéditos de Padre José Duarte de Souza Albuquerque,fala dessa grande família que habitou a antiga região de Queluz,hoje Conselheiro Lafaiete,e hoje são muitos os seus descendentes,embora muitos não tendo o sobrenome.
 No livro "Laços de Família" de Ilka de Castro Moreira Villela,nas páginas 59 e 60 fala dessa família,e que a fonte dessa pesquisa é o Padre José Duarte,e o texto diz:

 "Os Albuquerques desta região resultam do casamento de Francisco Coelho de Albuquerque e Ana de Souza. Um filho deste casal,João Francisco de Albuquerque em 1808,comprou a fazenda do "Bom Retiro",entre Santana,Itaverava e Queluz. Era solteiro,mas em seu testamento feito em 1834,declarava ter tido com Maria Joaquina,os seguintes filhos: Florinda Rosa de Jesus casou-se com Antônio Lourenço Baeta Neves (bisavós de Dom Daniel Baeta,que foi bispo de Sete Lagoas);Tereza Casou-se com Joaquim José Barbosa(pais de Silvéria casou-se com Feliciano Pereira Santiago);Ana casou-se com Joaquim Teixeira de Siqueira;Maria Úrsula casou-se com Antônio Lopes de Faria Júnior (Avós de Maria Cândida casou-se com seu primo,Benjamim Porfírio de Albuquerque);Evaristo Coelho de Albuquerque;Francisco Coelho de Albuquerque casou-se com uma filha de Manoel Pereira Brandão;Antônio Francisco de Albuquerque (que foi deserdado por seu pai por haver casado em 1830,na Catedral de Mariana com Cândida Carolina Santana,filha de José Joaquim da Cunha e Ana Francisca de Souza,que não eram nobres- Sangue Azul)..."

   O casal Antônio Francisco de Albuquerque e Cândida Carolina Santana,eram os bisavós do Padre José Duarte de Souza Albuquerque (1899-1983) nascido em Capela Nova,que em 1899 pertencia a Queluz.
    Em Conselheiro Lafaiete,entre umas pessoas de destaque da família Albuquerque,lembro do historiador Romeu Guimarães de Albuquerque (1878-1968).

 Genealogia de Romeu Guimarães (lado do Albuquerque apenas)

1 Romeu Guimarães de Albuquerque (N 25/8/1878 F27/10/1968)

 PAIS

2 João Loureiro de Albuquerque N 1842  F 5/10/1905
3 Mariana Augusta Guimarães   F 26/5/1906

AVOS

4 Francisco Coelho de Albuquerque (o 2° do nome)
5Maria Carolina de Jesus.

BISAVOS

8 João Francisco de Albuquerque
9 Joaquina de Jesus

TRISAVOS

16 Francisco Coelho de Albuquerque (o 1° do nome)
17 Ana de Souza

TETRA AVOS

32 Francisco Coelho da Silva
33 Anna Costa de Abreu

Fonte da genealogia acima: Livro "Romeu Guimarães de Albuquerque e Queluz de Minas",de Fúlvio de Almeida Guimarães,página362.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

BAIRRO SANTA CRUZ DE LAFAIETE

BAIRRO SANTA CRUZ DE LAFAIETE

 Hoje vou falar do Bairro Santa Cruz,localizado na região da Barreira,em Conselheiro Lafaiete.
 O Bairro foi aprovado pela lei  n° 355 de 1957.
 As ruas principais do Bairro são: Alfa,Rogério Rettori,Tião Garrincha e Congonhas.
 No Livro "Cruzeiros de Lafaiete" de Antônio Luiz Perdigão,de 1990,nas páginas 7 e 8 ele fala sobre o Cruzeiro do Bairro e um pouco da história do mesmo.


 foto:Reprodução do Livro "Cruzeiros de Lafaiete",página 8,com a legenda: O Padre Antônio José Ferreira,quando se preparava para celebrar a missa de inauguração do Cruzeiro em 1950".

 "Aconteceu precisamente no ano de 1950.
  Residia na cidade o engenheiro,Dr.João Bernardes.
  Naquela ocasião a prefeitura Municipal,havia criado um novo bairro;o bairro de Santa Cruz,atual bairro da Barreira. Lá não havia quase nenhuma casa. Foi quando o Dr. João Bernardes,engenheiro de grande visão,percebeu que o local poderia,como aconteceu,virar a ser um dos principais polos industriais e comerciais da cidade.
 Quase toda aquela região lhe pertencia. Resolveu então dar um exemplo,colocando no local,uma grande e moderna indústria para a época. Fundou e organizou a direção da "Cerâmica Brasil",grande fábrica de tijolos e telhas,dando emprego a dezenas de pessoas.
 Como a indústria,que foi a pioneira do local,crescesse e se desenvolvesse com sucesso,seu proprietário construiu no local diversas casas para os operários da cerâmica.
 Projetou diversas pequenas ruas,começando assim o desenvolvimento do Bairro Santa Cruz.
 A prefeitura,na época,já em 1952,projetou para o local,uma escola municipal;seria a "Escola Rural Municipal Alfredo Leles". A direção da cerâmica doou todo o material necessário e ainda a mão de obra para a construção da escola.
 Católico,o Dr.João Bernardes,anexou o nome do bairro à sua fé;mandou que se fizesse um grande cruzeiro de madeira,que seria colocado em uma pequena colina que havia próximo à cerâmica.
 A benção do cruzeiro se deu em 4 de fevereiro de 1950. Houve missa no local,celebrada pelo Padre Antônio José Ferreira,vigário da Paróquia de São Sebastião. Após a missa,foi servido,como de costume na época,um farto lanchea todos os presentes,os quais em grande número foram prestigiar a benção do cruzeiro do Bairro Santa Cruz."




 foto:Arquivo do Museu Antônio Perdigão,antiga fábrica da Cerâmica Brasil.

NOTAS

A Cerâmica Brasil era na atual Rua Congonhas,e esse cruzeiro referido,não existe mais.
O Bairro também possui uma capela da Sociedade São Vicente de Paulo,construída na década de 1960,localizada na Rua Alfa. 
 
foto:Acervo particular,capela da Sociedade São Vicente de Paulo do Bairro Santa Cruz.

DIA DA SANTA CRUZ

DIA DA SANTA CRUZ


 foto:site folclore das vertentes,mostra um Cruzeiro enfeitado em São João Del Rey.

 Hoje 3 de maio,dia que comemora o dia da Santa Cruz,que também é celebrada em 14 de setembro.
Segundo o site oinconfidente.com.br diz que,no Brasil, o costume português de colocar uma cruz onde iniciava uma povoação, foi difundido pelos jesuítas. No século XVIII, nas cidades históricas, era comum colocar cruzes em pontes e a cruz com os símbolos do martírio de Jesus, sempre erguidos no ponto mais alto da cidade. Este costume partiu de uma solicitação das senhoras da época, ao Bispo de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz, já que tinham fé e acreditavam que as cruzes espantavam os maus espíritos e assombrações, que provocavam brigas e intrigas nas áreas de garimpo.
 
 Até aos nossos dias vários municípios e arraiais ainda mantêm a tradição de homenagear a Santa Cruz, enfeitando-a com papel crepom colorido, com flores por ocasião do dia 3 de maio. Estas cruzes ficam nas portas das casas, nas porteiras, currais, galinheiros, na beira das estradas, nas pontes e pontos mais altos da cidade, como é o caso dos cruzeiros.

EM CONSELHEIRO LAFAIETE

 Em nossa cidade em tempos passados também tinha a tradição do dia 3 de maio,de festejar o dia da Santa Cruz.
 Por exemplo no Bairro São João,em frente a antiga capela nos anos de 1900,festejavam a Santa Cruz. E um jornal correio da semana N°8 de 27 de abril de 1913 traz os detalhes da festa:
"Na capela da Santa Cruz,ereta na Rua Dos Pinheiros,desta cidade,estão fazendo os devotos do símbolo da redenção,todas as noites,rezas com cânticos em preparação. A festa dia 4 próximo,quando haverá procissão".

  No Bairro Cabo Verde,hoje Bairro Sagrado Coração de Jesus,antes de construir a capela de Nossa Senhora da Paz (essa também já demolida),tinha um cruzeiro no local,e festejavam a Santa Cruz também.
 No Livro "Cruzeiros de Lafaiete" de 1990,de Antônio Luiz Perdigão,diz que em Rancho Novo no dia 3 de maio os moradores festejavam a santa cruz,e enfeitavam todo o cruzeiro com papel de seda colorido,e zelando também por sua conservação.

CRUZEIRO NOS LUGARES ALTOS

 O Morro da igreja de Santo Antônio,chamava morro das Cruzes,por que esse é um dos pontos mais altos da cidade onde tinha uma cruz e hoje é a referida igreja.
 Existia um cruzeiro também no morro do Cemitério,em frente a antiga Capela de São João,no morro do Cabo Verde,no Bairro Guarani,Paulo VI,entre outros.
 Ainda tem cruzeiro nas partes altas da cidade,como no bairro Progresso,e próximo a Capela de São Sebastião no Amaro Ribeiro.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

COROAÇÕES DE MAIO EM LAFAIETE

COROAÇÕES DE MAIO EM LAFAIETE

  As coroações das crianças a Nossa Senhora,é uma tradição muito antiga em Conselheiro Lafaiete. É uma tradição popular vinda da Itália,por volta dos séculos XIII e XV.
 Nos tempos de Queluz de Minas,principalmente na Matriz Nossa Senhora da Conceição,eram lindas. Nos tempo em que Padre José de Oliveira,o "padre Barreto" que ficou na matriz entre 1927 a 1940,segundo Antônio Perdigão,no seu livro "De Villa Real de Queluz a Conselheiro Lafaiete" na página 41,ele diz:

 "...Devoto ardente da virgem Maria,as festas do mês de maio,com as coroações,eram,durante o seu tempo,enriquecidas de brilho e beleza até hoje não repetidas..."

 Na Matriz até hoje continua as coroações,em algumas igrejas ainda tem coroações como São Sebastião (bairro de mesmo nome),Bom Pastor,Sagrado Coração de Jesus,Santa Terezinha,Nossa Senhora de Lourdes,Nossa Senhora da Luz,São Judas Tadeu e Sagrada Família no Rochedo,e algumas capelas também.
 Das grandes igrejas apenas a Paróquia São João Batista,não tem coroações,já faz perto de 20 anos que não mais se faz. Mas no Passado eram brilhantes as coroações na antiga capela como na atual.

FOTOS

 foto:Facebook da comunidade Sagrada Família do Bairro Rochedo,foto de 2017,onde devem ocorrer as coroações esse mês.







 foto:Acervo Mauro Dutra de Faria,coroação na Matriz Nossa Senhora da Conceição,por volta da década de 1920.








 foto:Facebook Realmente Amigos de Lafaiete,foto da Coroação na Igreja de São Sebastião em 1924.




foto:Acervo Mauro Dutra de Faria,Coroação na antiga Capela de São João Batista.






foto:Arquivo Pessoal,Coroação realizada em maio de 2015 na Capelinha de Nossa Senhora Rosa Mística,no Bairro São João.

PARÓQUIA DO BOM PASTOR DE LAFAIETE

PARÓQUIA DO BOM PASTOR DE LAFAIETE


 foto:Arquivo Pessoal,festa em 2016.

  Localizada no Bairro Santa Matilde,em Conselheiro Lafaiete,igreja construída pelos Operários da extinta Companhia Santa Matilde,está fazendo hoje 48 anos da criação da paróquia.
 Antes celebravam missa na capela dos vicentinos que foi construída por volta dos anos de 1963,e depois demoliram,e construíram outra capela vicentina na década de 1990.

  TERRENO DA IGREJA

 Em 22 de junho de 1966 foi entregue ao Rvmo. Padre Hermenegildo Adami de Carvalho um oficio para que concedesse uma licença para construir uma capela no bairro Santa Matilde. O oficio tinha mais de 3000 assinaturas e seus portadores foram: Sebastião da Silva,Benevides dos Santos e Adalberto Florinda.
 Depois disso a família Amaral,doou o terreno para que pudesse construir a igreja ou um galpão.
 Numa reunião em 22/4/1969,véspera da festa do Bom Pastor,com o Arcebispo de Mariana senhor Dom Oscar de Oliveira,foi definida,que o padroeiro seria o Bom Pastor;e ficou marcada a instalação da nova paróquia para o dia do trabalhor. Sendo que dia 28 de abril visitaram o terreno da nova matriz os senhores bispos Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena e Dom Daniel Tavares Baeta Neves.

 CRIAÇÃO DA PARÓQUIA

 No dia 1° de maio de 1969,portanto ,as 9 horas na capela de São João Batista foi concelebrada a Santa Missa,cantada pelo coral São João Batista e abrilhantada pela Banda Musical Santa Matilde e presidida pelo Revmo. Cônego Galdino Rodrigues Malta. A Paróquia começou com 8500 almas e tomou posse nesse dia,o primeiro pároco Padre Cornélio Moerel.

PEDRA FUNDAMENTAL







 foto:Acervo do site da paróquia do Bom Pastor,foto do dia da colocação da pedra fundamental





  No dia 17 de agosto de 1969,as 14 horas,foi feita a benção da pedra fundamental,na Matriz Nossa Senhora da Conceição proclamando a paróquia do Bom Pastor como a 5° paróquia de Lafaiete. A procissão seguiu-se até o local das obras,onde o arcebispo Dom Oscar concelebrou a santa Missa com o Padre Cornélio e Padre Joseph Arnould ambos da Congregação dos padres do trabalho.

OBRAS DA IGREJA

Em outubro de 1969 foi colocada as primeiras pedras alicerces na fundação da igreja.
 Em setembro de 1971 os missionários capuchinos vindo do Rio Grande do Sul doaram uma quantia para continuar as obras.
 As  telhas foram colocadas entre 1972 e finalizada em 1974,e a torre construída em 1975,e o acabamento da igreja em 1978. A igreja ficou algum tempo sem obra.

IMAGEM DO BOM PASTOR DA IGREJA




 foto:Arquivo Pessoal,foto do padroeiro festa em 2016.





   Foi doado pelo senhor Anestor Augusto,e ficou na Igreja São Sebastião em Buarque de Macedo,até terminar as obras.
 Em 22 de abril de 1978,a imagem chegou a Matriz do Bom Pastor em procissão motorizada.
 A primeira missa teria acontecido em 22 de julho de 1978.

IMAGENS INTERNAS





 foto:Arquivo Pessoal,foto de 28/4/2017.




   Dentro da igreja tem as imagens de Jesus Crucificado,colocada por volta do ano 2000,e as imagens de Santa Maria mãe de Jesus e do São João Evangelista,essas colocadas em fevereiro de 2017,feita por um santeiro de Belo Horizonte.

OUTROS FATOS

Em 1989,foi realizada a primeira Semana Santa do lado externo da igreja. Em 1991 deu início aos prédios da catequese.
 Em 27/3/1997 foi inaugurada a capela do Santíssimo atrás da igreja.
 A casa paroquial aos fundos da igreja foi construída pela COOMEFER em 2002.
 Em 1/5/2007 a igreja foi elevada ao título de patrimônio Regional.
 E em 2009,teve grande festa na comemoração de 40 anos da paróquia.

PADRES

 O primeiro pároco foi o Padre Cornélio Moerel,ficou desde a criação da paróquia até 17 de setembro de 1987.
 E depois assumiu padre Maurício Peeters,ficou entre 17 de setembro de 1987 (ele já era vigário cooperador) até 26 de Fevereiro de 1990.
 Desde 26 de fevereiro de 1990,o atual pároco é o senhor Padre Roberto de Carvalho Bruno,que vem fazendo grande trabalho tanto na igreja como no Bairro Santa Matilde.

Fonte:Site da paróquia Bom Pastor,Jornal do Bairro Santa Matilde de agosto de 2016 e pesquisa do autor dessa postagem.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

REVOLUÇÃO DE 1930 EM QUELUZ

REVOLUÇÃO DE 1930 EM QUELUZ

 








 foto:imagens da internet,cartaz dessa época.







   A Revolução de 1930 foi o movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais,Paraíba e Rio Grande do Sul, que culminou com o golpe de estado, o golpe de 1930, que depôs o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha.
 E na antiga Queluz hoje Conselheiro Lafaiete,em 1930,houve repercussão na cidade.
 No livro de Antônio Luiz Perdigão,"De Villa Real de Queluz a Conselheiro Lafaiete" nas páginas de 94 a 97,ele fala sobre esse movimento:

"Durante a revolução de 1930,a Rua da Chapada foi a única na cidade que ouviu tiros. Não se poderia falar sobre a história da rua sem citar o que lá houve naquela época. Em 1930,a campanha política atingiu o auge na cidade. Nunca se viram tantos comícios,sermões.conferências entre os políticos  locais e caravanas que vinham de fora. Pelas Paredes e muros só se viam cartazes da Aliança Liberal,com retratos de Getúlio Vargas e João Pessoa,ou dos governistas,com a figura de Júlio Prestes toda colorida. Aquela eleição,sim,seria para valer. Havia discussões nos bares,residências e esquinas. "

 PRISÕES

Perdigão continua contando...

"O Fórum foi transformado em prisão,na qual se entrava sem julgamento. Bastava ter sido favorável ou simpatizante do governo,bastava uma denúncia e lá se ia para casa forense escoltado pela polícia. Lá foram encerrados,como criminosos,homens de prestígio e respeito da cidade. Entre eles, o velho simpático Chico Barão,com sua cabeleira branca e seu sorriso sempre acolhedor. O Chiquito Furtado,O José de Souza Salgado, O Alagoas, Antônio Vasconcelos e inúmeros outros. "

LADO HUMORÍSTICO

O Perdigão conta também que...

"... embora houvesse tristeza e apreensões,havia também o outro lado,o humorístico,com uma série de episódios que beiravam à comicidade,e o rídiculo.
 A farda (DO SOLDADO) era caqui,um casquete da mesma cor na cabeça e um lenço vermelho ao pescoço..."

INVASÃO A QUELUZ

Continuando com Perdigão ele diz...

" Nessa época estava sediado em Ouro Preto,o 10° Batalhão de Caçadores,um dos batalhões de maior prestígio e fama de todo o Estado de Minas. Cremos que o seu comandante,na época,era um tal Cel. Bragança,famoso militar...
 O Cel. Bragança,à frente de seu batalhão,saiu de Ouro Preto,passando por Ouro Branco,numa marcha forçada,a pé. Chovia copiosamente havia dias. Depois de cansativa e demorada caminhada,o 10° atingiu o subúrbio de Água Preta. A notícia chegou a cidade brevemente."
  " ... o 10° Batalhão já havia atingindo o Morro da Mina. A antiga rua da Chapada,hoje Duque de Caxias,era uma ladeira extensa e reta. Os patriotas atingiram o alto da rua e ali se colocaram em posição de combate à espera que o inimigo atingisse o início da rua,em sua parte baixa. Havia uma chuva que não acabava mais. Até a própria natureza dramatizava o episódio.
 De repente,lá em baixo,a rua,pouco a pouco,foi se tornando cinzenta. A massa cinza meio encoberta pela chuva foi aumentando e tornando forma. Era o 10° que estava chegando. Os corações dos patriotas pulsavam de ansiedade pelo grande momento - dar combate ao 10° Batalhão de caçadores. A força federal se aproximava encurtando a distância cada vez mais. Viam-se os homens e suas mulas carregadas de metralhadoras e munições. O homem que comandava o Batalhão patriota deu sua ordem de comando "fogo !" Os heróis não pestanejaram. Dispararam os fuzis,espingardas e garruchas. O comandante do 10° Batalhão de Caçadores ouviu o espocar dos tiros. Imediatamente manobra os seus comandados,todos os soldados da ativa e bem treinados.
 A uma voz de comando,o 10° Batalhão de Caçadores deitou se ao solo lamacento. Armam-se algumas metralhadoras,três rajadas curtas,nada mais. Foi um "Deus nos Acuda" nas hostes patriotas; todo mundo correu. Fuzis e espingardas foram esquecidos no local,na presa de sair dali. Que entrasse o 10° na cidade,o caminho estava livre. O susto foi tamanho que alguns soldadinhos voltaram para a casa com as calças cheias. Esse acontecimento ficou gravado na história da Rua da Chapada. Por ironia,a rua tem hoje o nome do patrono do Exército Duque de Caxias. "

JOÃO PESSOA

 Foi um líder Paraibano morto durante a Revolução de 1930,e a atual Avenida Prefeito Mário Rodrigues Pereira,chegou a Chamar João Pessoa.mas depois mudou o nome. Hoje no Bairro Rosário tem a Avenida João Pessoa.

PRIMEIRO PREFEITO DE CONSELHEIRO LAFAIETE

 Após a Revolução de 1930,foi nomeado o prefeito de Queluz,o Senhor José Correia de Figueredo. O primeiro  a exercer este cargo,que até então era exercido pelo Presidente da Câmara de Vereadores.