terça-feira, 19 de setembro de 2023

LAFAIETE 233 ANOS (19 DE SETEMBRO OU 2 DE JANEIRO ? )

 Parabéns Conselheiro Lafaiete hoje faz 233 anos de emancipação Política. 

 Viva o 19 de setembro de 1790.

 Em Setembro esse blog "Histórias de Lafaiete " faz 7 anos ,embora foi criado em 23 de setembro de 2016,eu pensei em criar esse blog justamente a 7 anos atrás nesse mesmo 19 de setembro. Agradeço a todos pelas visualizações que já estão próximo a 160 mil e obrigado aqueles que divulgam o meu blog. Embora não seja um feriado municipal desde 2004,é uma data que não pode passar em branco.

 

Parte Central de Conselheiro Lafaiete em 1927    foto:Ferber (original e agora do APM )


 19 de setembro de 1790  ou 2 de janeiro de 1866 qual é a data correta de emancipação política de Lafaiete ?

 Em 2 de janeiro de 1866,pela lei provincial número 1276 de 1866,a Villa Real de Queluz foi elevada a categoria de Município passando a chamar Queluz,lei assinada pelo então governador da província de Minas Gerais,Joaquim Saldanha Marinho (presidente entre 1865 e 1867,o qual possui uma rua com seu nome no Bairro Fonte Grande). Que somente em 1934 Queluz passou a chamar Conselheiro Lafaiete.
  Alguns anos atrás essa data 2 de janeiro,era comemorado a emancipação política de Conselheiro Lafaiete,mas graças aos trabalhos dos saudosos historiadores Alberto Libânio Rodrigues e Antônio Luiz Perdigão,que comprovaram que a verdadeira data da emancipação era o 19 de setembro de 1790,quando foi elevada a categoria de Vila,que na época considerava ser cidade.Sendo que Alberto Libânio em postagens antigas do Jornal Panorama de 1981 já defendia que a verdadeira data de emancipação Política de Lafaiete era o 19 de setembro,e no Jornal de Lafaiete no ano de 1985  o Saudoso Antônio Perdigão também defendia o 19 de setembro. Ou seja os dois historiadores lafaietenses estavam certos.
  Mas o 2 de janeiro foi feriado em Lafaiete,por muitos anos,foi assim até por volta de 1990,quando passou a vigorar a data de 19 de setembro,e que em 1990 a cidade comemorou o Bi centenário de emancipação política. Em 1966 foi comemorado o "centenário" da cidade. E poucos sabem mas a Avenida Prefeito Telésforo Cândido de Rezende,a principal da cidade,que seu primeiro nome foi avenida 2 de janeiro. Com a correção de datas o 2 de janeiro acabou no esquecimento.Sendo que essa data costumava ter muitas inaugurações como foi o caso do Museu Antônio Perdigão em 1976,do atual Prédio da Câmara em 1980,e entre outras.
   No Brasil Colônia ,uma vila passava a cidade,o título,embora pouco acrescentasse em relação a organização política e administrativa,era honorífico. Sendo que uma sede de uma arquidiocese era chamada de "Cidade" e já as outras cidades independentes como era o caso de Lafaiete era Chamadas de "Vila" por isso havia essa confusão. 

  Não há dados populacionais da época,de quantos habitantes havia Conselheiro Lafaiete em 1790. Num livro de 1822 cita que a Villa Real de Queluz havia cerca de 9.300 pessoas (conta abrangia os distritos também). Mas certamente era mais ou menos isso a população em 1790, mas claro que na sede a população menor . Mas na época Carijós, não foi fácil ocorrer essa emancipação politica ,foi muita luta, a Vila distanciava de outras vilas cerca de 5,10 ou 15 léguas,e Carijós pertencia São José Del Rei (atual Tiradentes) ,e tinha condições de ser uma Vila (época considerava Cidade),mas somente no dia 19 de setembro de 1790 finalmente se emancipou. Somente em 1990 a Câmara Municipal e a Prefeitura Municipal de Conselheiro Lafaiete reconheceu que a verdadeira data de Emancipação Política da Cidade é o 19 de setembro de 1790. 

 Vamos resumir sabemos que o Brasil foi descoberto em 1500 e sua independência foi em 1822 deixando de ser colônia de Portugal. Agora Lafaiete teve sua descoberta em data desconhecida por volta de 1683 mas sua independência ocorreu em 1790 deixando de Pertencer a atual cidade de Tiradentes.

 

Conselheiro Lafaiete vista parcial,foto sem data         foto:imagens da internet

Para Saber mais sobre nossa Conselheiro Lafaiete.

Veja as diversas postagens do blog

Já postagens de Aniversário da Cidade veja (setembro de 2017 tem 4 partes;E tem postagens todos os meses de  setembro dos seguintes anos : 2018,2019,2020 (explica como era a cidade em 1790) ,2021,2022 e 2023. 

2 de janeiro (postagem de janeiro de 2020)

Distritos de Queluz (postagem de janeiro de 2018)

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

PRAÇA TIRADENTES - PARTE 2 (CONCLUSÃO)

 Hoje vamos lembrar alguns fatos ocorridos na Praça Tiradentes,de Conselheiro Lafaiete.

Praça Tiradentes em 6 de abril de 2021

foto:Autor da Postagem
 

  Na postagem anterior falei sobre a parte 1 da Praça Tiradentes,lembrando sobre um texto escrito por Antônio Perdigão em 1979,e de lá para cá muita coisa mudou e então vamos dar a sequência,para não alongar muito vou resumir e falar sobre o período entre 1979 até 2023.

Antigo Abrigo de ônibus na década de 1940

foto:Arquivo Biblioteca Pública de Lafaiete
 

  A demolição do Abrigo de ônibus ocorreu por volta de 1978 (não tenho a data exata),mas é importante lembrar isso porque com isso a praça perdeu um patrimônio importante e no seu lugar veio um relógio moderno.

Antigo Abrigo de ônibus sendo demolido em 1978   foto:Arquivo Biblioteca Pública de Lafaiete
 

 Na década de 1980 várias mudanças ocorreram na Praça Tiradentes,como a mudança da cadeia para o Bairro Angélica e também no seu lugar foi instalado o Museu e Arquivo Antônio Perdigão em 30/8/1987. 

 Já a praça foi reformada e reinaugurada em 21 de agosto de  1988 na administração Municipal do Prefeito Vicente Faria,e foi colocado um novo Coreto ,um monumento a Índia Carijós  e também um monumento ao Alferes Tiradentes . 

Monumento ao Tiradentes

 Foi inaugurado em 21 de agosto de 1988,tem o formato em triângulo e o rosto do Alferes Tiradentes.  

Monumento a Tiradentes    foto:Arquivo pessoal

 
 

Coreto da Praça

Vista do Coreto e o Monumento um pouco a frente

foto:Arquivo Jornal Correio de Minas

 O primeiro Coreto era de 1935,foi retirado em 1949. E o novo coreto foi inaugurado em 1988,e já passou por diversas reformas.

Monumento da Índia Carijós

 

Monumento a índia Carijós         foto:autor dessa postagem,ano 2017

  Esse monumento em Homenagem aos primeiros habitantes de nossa terra foi inaugurado em 21 de agosto de 1988,passou por reformas em 2005 e 2014. Ela foi feita desenhada pelo cirurgião plástico Mauro Ribeiro Baeta da Costa ,e modelo do escultor Libório Bretas de Cachoeiro do Campo. 

 Relógio Queluz

  Foi instalado pelo Rotary Club na década de 1970 (por volta de 1978) no lugar do antigo abrigo de ônibus.


foto:imagens da internet,por volta de 2020. 


foto:imagens da internet. por volta de 2007

  Fonte Luminosa

 A Fonte Luminosa é de 1940 e reformada em 2022. (ver mais postagem de maio de 2022)

  

A praça Tiradentes teve uma reforma também em 2014,quando optou em tirar pedaços da praça para alargar a rua em volta.

 

 fontes: Site Oficial da Prefeitura de Conselheiro Lafaiete

http://bibliotecalafaiete.blogspot.com/p/nosso-slogan-e-mascote.html

Dossiê sobre a reforma da Praça Tiradentes,escrito por Rita Cancela em 2017.

Manuscritos inédito do autor desse blog: "Memórias Acima da Lendária Serpente" (Do Morro do Cemitério ao Morro de Santo Antônio)

VEJA TAMBÉM OUTRAS POSTAGENS NOS ARQUIVOS DO BLOG QUE TEM HAVER COM A PRAÇA TIRADENTES. 

 Índio Carijós de Lafaiete (abril de 2017 - aqui você terá mais informações sobre o monumento da índia Carijós)Velho prédio da Cadeia (novembro de 2017- informação sobre antiga cadeia e também sobre o museu), Bar Campestre (maio de 2018- era no número 37),Viajantes Europeus em Queluz parte 1 e 2 (julho de 2018),Dez anos sem Antônio Perdigão (agosto de 2020) ,Fonte Luminosa (maio de 2022), Praça Tiradentes -parte 1(setembro de 2023)

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

PRAÇA TIRADENTES - PARTE 1

  Hoje vou lembrar um texto antigo sobre a Praça Tiradentes de Conselheiro Lafaiete. 

  Nessa primeira parte vamos lembrar como era a antiga praça.

 

Praça Tiradentes,sem data (antes da reforma de 1935)

foto: Cópia de Mauro Dutra de Faria (original autor não localizado)

  Em 1979 o historiador Antônio Perdigão falou assim sobre essa praça localizada atrás da Matriz:

 " A aldeia do Campo Alegre de Nossa Senhora da Conceição dos Carijós, até por volta de 1740, se formava apenas pelo antigo Largo da Matriz e pequenos inícios de ruas como a dos Barrancos, a de saída para Congonhas do Campo, a da Chapada (que fazia parte da estrada da corte – Vila Rica) e o antigo caminho das bananeiras (que dava para a velha estrada que se dirigia à corte do império – Rio de Janeiro).

Neste local, o que mais depressa se povoou foi o grande quadrilátero que ficava atrás da igreja Matriz, com as residências dos fazendeiros e negociantes. Atrás da igreja passou a ser o espaço de construções, formando com o passar do tempo, uma espécie de prolongamento do Largo.

Há um registro que cita a Praça nova em 1790 no “Alto do Levantamento do Pelourinho na Real Vila de Queluz”, cujo texto relata que o Excelentíssimo Senhor Visconde General mandou levantar o Pilourinho da referida Villa, com solenidade para inaugurar a nova praça, que ficava no meio da Vila e era destinado para a Câmara e a igreja Matriz. As pedras que formavam as bases do Pelourinho são as mesmas que se encontram ainda hoje formando os degraus do chafariz da praça Barão de Queluz.

Na sessão da Câmara Municipal do dia 09/05/1906, foi feita a nomenclatura das ruas da cidade e este local ficou denominado Rua do Tira-Dentes, vindo do Largo da Matriz até a Capela do Carmo, e as dimensões da praça naquele ano eram bem diferentes das de hoje.

Do livro “De vila Real de Queluz à Conselheiro Lafaiete”, escrito por Antônio Perdigão em 1958, foi extraído o seguinte trecho: “Outro setor de estrita ligação com a vida queluziana é a praça Tiradentes, ali é um ponto culminante da vida da cidade, sendo palco de festas religiosas, carnaval, comícios políticos, retretas de bandas de música e até funerais. Está ligada à praça Barão de Queluz e é continuidade desta. Nasceu como pequeno caminho de ligação entre o povoado e as rotas das tropas que vinham de Itaverava. Os habitantes da vila procuravam fazer com que a praça fosse continuação do Largo, tendo a igreja Matriz ao centro. ”

Em tempos idos foi o local preferido para as personalidades residirem, uma das primeiras construções foi uma casa de pedra, localizada na entrada da rua Brasil, que pertenceu à família Alvarenga. No pátio desta casa, segundo relatam, foi guardado o material destinado à construção da igreja Matriz.

A rua Tiradentes era o ponto preferido do povo e da cidade. Na primeira esquina, atrás da Matriz, havia uma grande casa, de puro estilo colonial, onde residia João Chysóstomo de Queiroz, apelidado de “Seu Lalão”. Era chefe político, coletor, fazendeiro na região do Morro da Mina e grande incentivador das novidades e benfeitorias para a vila e a cidade.

No local onde havia a Drogaria Pereira, no coração da praça, existia uma casa enorme, ali residia um dos homens mais famosos de Queluz: José Albino de Almeida Cyrino, chamado de “Zeca Albino”. Ele foi presidente da câmara por diversas vezes e construiu o prédio onde funciona o Meridional Hotel. A velha casa do Zeca Albino foi transformada em botica, depois, em pensão, em sapataria, em casa de bicicletas, em armarinho até ser demolida, passando tempos depois a Drogaria Pereira.

Por volta de 1830 a Praça Tiradentes recebeu um melhoramento necessário, a construção da cadeia local. A construção foi demorada e foi necessário que a Câmara Municipal intervisse para que se cumprisse o acordo feito. Neste ano foi pedido pela Câmara ao governo provincial um empréstimo para tal construção e em 1866 foi feito novo empréstimo pela municipalidade. Em 1867 a câmara pede à província um engenheiro para a obra, que seria de dois pavimentos, sendo o térreo para a cadeia e o andar superior para casa da Câmara. Terminada a cadeia, o fiscal do estado embargou a construção da Câmara, houve protestos, mas nada adiantou e a Câmara ficou sem a sua sede própria.

Ao entorno da cadeia foram instaladas o armazém do Zeca Albino, pequenas oficinas de sapateiros, barbearias e farmácias. O primeiro negociante que ali se estabeleceu foi o português André Rodrigues, que construiu grande prédio comercial na esquina com a rua Afonso Pena, onde hoje está instalado o restaurante “ Novo Horizonte”. A casa do André foi uma das mais populares da época, ele era comprador de aves e ovos e exportava-os para o Rio de Janeiro. Carroças carregadas de engradados desciam à rua Afonso Pena com destino à estação ferroviária, e a esquina da praça com a rua Afonso Pena foi batizada pelo povo de “ Esquina do André”.

 Ali também funcionou o “Café Central” do Juvenil Meireles, o bilhar do Álvaro zebral, a pensão São Geraldo, a sapataria do Romeu Menezes e a Agência dos Correios na esquina da rua Comendador Lalão. Neste lugar nobre também residiam o jornalista Dr. Castilho Lisboa, o presidente da Câmara e chefe do executivo José Corrêa de Figueiredo, o médico Dr. Moretzson Barbosa, o promotor em Queluz Dr. Bulhões de Carvalho, o advogado Fábio Maldonado, além de outras personalidades. O tempo ia passando e a praça tornando-se palco de grande diversidade de eventos, sendo que em 1917 foi colocada a luz elétrica.

Na década de 20 já havia na praça um jardim arborizado com agradável sombra nos dias ensolarados, onde aos domingos as bandas Santa Cecília e Centro Operário faziam retretas que sempre animava e enchia a praça. No antigo solar do Campolina ficava a redação do seminário “Jornal de Queluz” e o Tiro de Guerra 405. Foi trazido também nesta década o Cinema Central e junto ao cinema havia o Bar Brasil, de propriedade do carnavalesco Braz Melilo Brandão. Era reduto do carnaval de rua da parte alta da cidade, era reduto também do futebol, pois ali era o ponto de encontro dos dirigentes e jogadores dos times da época, como o Vera Cruz, o Brasil, o Flamengo, entre outros.

A partir da década de 30 a praça começou a sofrer modificações, o governo progressista de Dr. Mário Rodrigues Pereira sentiu entusiasmo e capacidade para construir novas praças, calçamentos e reformas. Houve modificações também na área residencial e comercial, o senhor Benedito Alves instalou a Agência Chevrolet, de vendas de carros, ao lado da agência foi instalado um café, um bilhar com o nome “Bilhar do Mister”. A rua Brasil foi aberta em 1934 dando uma feição diferente ao logradouro. Na casa do velho Castelões, funcionário do fórum, o “Santinho” tirava fotografias de fatos e paisagens da terra. Também nesta casa residia o José Nicolau, alfaiate e caçador, proprietário da “Alfaiataria Leader”.

Em 1935 a praça foi modificada, foi construído um belo e alto coreto, obedecendo o estilo oriental. A inauguração foi noticiada pelo jornal “Queluz de Minas”, nº 72, de 03 de janeiro de 1935: “A Sociedade Musical Santa Cecília assumiu o encargo de promover a solenidade, a benção foi feita pelo vigário da igreja Matriz, padre José de Oliveira Barreto e o prefeito Dr. Mário Rodrigues Pereira fez belo discurso, inaugurando o coreto. (...)”

A praça continuou a ser o ponto dos acontecimentos, ali se realizavam as procissões de Encontro durante a Semana Santa, também era o ponto principal dos carnavais e de todos os tipos de comícios. Havia pontos de táxis com os alegres motoristas Chico Bóia, Rupiado, Mimi, Venâncio e outros; havia a carrocinha de sorvetes do Zé Pedro e o Cine Central com seus filmes e seriados.

Na década de 40 a praça embelezou-se com modificações na urbanização e arquitetura das casas. Em 31 de março de 1940 foi inaugurada a Fonte Luminosa pelo prefeito Dr. Mário Rodrigues Pereira. O belo ornamento foi encomendado ao técnico Antônio Corrêa Beraldo, de Pouso Alegre. A benção foi dada pelo Monsenhor Mário Silveira. A fonte constituía um lago de 8 metros de diâmetro, por 30 centímetros de fundo, tendo ao centro um pedestal artístico, e possuía 7 grupos de projetores primários, formando 14 desenhos de água, todos diferentes uns dos outros. A duração de cada desenho era de 20 segundos, um total de 280 segundos até completar o ciclo, a altura era variável, sendo o máximo de 7 a 8 metros. A projeção da luz de cor era feita por 12 projetores, sendo 4 vermelhos, 4 verdes e 4 amarelos, todos distribuídos e imersos no pequeno lago superior da fonte. Para o funcionamento havia na praça um maquinário: um grupo eletrobomba centrífuga com vazão de 18 mil litros de água por hora, motor de 3 H. P.

Na mesma época a praça ganhou um abrigo para ônibus, era espaçoso e com boa estrutura, sendo que se tornou ponto de encontro e por ele passavam os ônibus que subiam e desciam as ruas da cidade. À medida que a cidade crescia foram surgindo coisas novas na praça como os pontos de táxis. Perto da praça, na esquina com a rua Afonso Pena, foi inaugurado o majestoso prédio da prefeitura municipal. A casa que pertenceu aos Campolina foi demolida, e em seu lugar ficou um muro e botecos sem gosto, dando uma impressão ruim à praça. Passaram-se os anos e com a nova urbanização desapareceram os canteiros bem tratados, foram retirados os postes baixos com os globos brancos que causavam grandes efeitos, a fonte quase parada e a demolição do ponto de ônibus. É o progresso, inevitavelmente destruindo as memórias e a história."

Fonte: Jornal Panorama, Ano II, Setembro e Outubro de 1979

http://bibliotecalafaiete.blogspot.com/p/ruas-pracas-e-avenidas-da-cidade.html

NOTAS APÓS ESCRITA EM 1979

 O livro de Villa Real de Queluz a Conselheiro Lafaiete (pelas ruas da cidade) começou a ser escrito em 1958,mas foi lançado de forma oficial em 2007 pelo Grupo Lesma.  

Drogaria Pereira (hoje no local é o número 55 da praça) 

Esquina do André ,depois Bar Novo Horizonte (atual número 3 da praça)

CONTINUO A FALAR DA PRAÇA TIRADENTES NOS PRÓXIMOS ARTIGOS... 

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

FOTOS DE FERBER EM LAFAIETE

  Há 125 anos nascia o Fotografo Feber que andou pelas Minas Gerais,e tirou diversas fotos pelas cidades. Você sabia que João de Almeida Ferber esteve na antiga Queluz de Minas (atual Conselheiro Lafaiete) entre as décadas de 1920 e de 1930 ? 

 Abaixo estão algumas fotos tiradas por Ferber na nossa cidade de Conselheiro Lafaiete,e depois foram entregues ao Acervo do Arquivo Público Mineiro (APM) pela família. Não sabemos quantas vezes Ferber esteve na cidade,mas certamente em 1927 ele veio aqui. Veja abaixo as fotos dele.

 


Conselheiro Lafaiete ,ao fundo vemos a Matriz Nossa Senhora da Conceição,foto identificada como MM121 (02) sem data (provavelmente de 1927)

foto:João Antônio Ferber (original) ,acervo do APM

 

Avenida Prefeito Mário Rodrigues Pereira,provavelmente da década de 1930,foto sem data. Nessa Ferber optou em colorir essa foto,vemos seu nome no canto esquerdo da foto. foto identificada por MM 122.

foto: Ferber (original) Acervo do APM 

Ao fundo no canto esquerdo Capela do Carmo,ao centro vemos as duas torres da Matriz e no canto esquerdo o antigo Necrotério do Hospital Queluz .foto de 1927,identificada pelas letras MM 121-01 .

foto:Ferber (original),acervo do APM 


 

essa foto identificada por MM 120 é da Praça Barão de Queluz (vê o antigo Fórum e ao fundo a Igreja Santo Antônio,provavelmente de 1927. 

foto:Ferber (original) ,acervo do APM.

  Pode ser que existem outras fotos de Ferber,mas foram essas quatro fotos que consegui. Curiosamente essas fotos só foram reveladas a gente após 2006,após a família doar elas ao APM.

Quem Foi Ferber ?

 João de Almeida Ferber,nasceu em São João Del Rey MG em 30 de agosto de 1898. Filho de João Américo Ferber e Josina Almeida Ferber. 

 Foi desenhista,pintor,arquiteto e professor da Escola de Belas Artes em Belo Horizonte. Em 1938 foi para Corumbá MS (época pertencia ao Mato Grosso) para trabalhar na construção da Estrada de Ferro Brasil Bolívia. 

 Nos anos de 1930 fotografou e coloriu,com rara sensibilidade,as cidades antigas de Minas Gerais,quando começavam a despertar interesse como representantes do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ,e tirou várias fotos em Ouro Preto,Mariana,Belo Horizonte,Conselheiro Lafaiete e entre outras. Várias fotos estão no acervo do Arquivo Público Mineiro (APM) Os documentos fotográficos foram acumulados pelo titular e doados ao Arquivo Público Mineiro pela Sra Lacy Ferber Teixiera Torga (irmã de João de Almeida Ferber),em 27 de julho de 2006.    O histórico do titular foi elaborado a partir de entrevista concedida pela Sra Amarílis (filha de João de Almeida Ferber) a funcionária Milene Rabelo em 12 de maio de 2009..

O fotografo João Almeida Ferber faleceu em 1 de janeiro de 1971. 

fonte:Arquivo Público Mineiro (APM) / coleção e Danilo Zioni Ferreti

Fontes: 

http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/acervo/fundos_colecoes/JAF/INVENTARIO_DA_COLECAO_JOAO_DE_ALMEIDA_FERBER.pdf

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

ANTIGA RUA DOS PINHEIROS

 Hoje vou falar sobre uma antiga rua da cidade de Conselheiro Lafaiete,que no início era uma rua só e depois foi desmembrada em duas:

 Pela lei municipal número 350 de 12/5/1926 a Rua dos Pinheiros,foi divida em duas ruas,a Benjamin Constant e Artur Bernardes. E seu término era na antiga Capela dos Pinheiros. Mas houve tempos que a atual Rua Adolfo Siqueira (que segue sentido São Vicente) fazia parte da rua dos Pinheiros.

No Jornal Panorama de 1979,o historiador Antônio Perdigão,escreveu assim sobre a antiga Rua dos Pinheiros (atuais Rua Benjamin Constant e Rua Artur Bernardes) : 

 " Ruas que faziam parte da Estrada da Corte. Inicialmente foram construídas as primeiras casas e mais tarde estas ruas eram utilizadas como caminho para chegar à Fazenda dos Amarais, que ficava no atual Bairro Santa Matilde, de modo que o povo chamava este de Caminho das Bananeiras.

Há dúvidas sobre o primeiro nome, devido à pronúncia, alguns diziam Rua dos Pinheiros, e outros dos Espinheiros. De forma que até nos livros de lançamentos da Câmara Municipal de Vila de Queluz é encontrada as duas denominações acima descritas. Contudo tudo nos leva a crer que o certo seria Rua dos Pinheiros, isto devido ao maior número de registros com esta citação.

 Nos Pinheiros surgiram os primeiros fabricantes das Violas de Queluz, famosas em todo o país. Caetano Meireles e Augusto Alves Campos possuíam ali suas fábricas de violas e violões. A rua iniciava ao lado da Capela do Carmo, que já foi demolida, e possuía um acesso difícil, pois seu lado direito era formado pela encosta de um morro. O trajeto era feito por um boqueirão e na época das chuvas, os moradores passavam em um trilho, num local mais alto, a fim de evitarem a lama. Da Capela do Carmo até a igreja do Bairro São João, a rua era composta por pastos e chácaras. À direita havia os terrenos do Zeca Albino, à esquerda o pasto que pertencia ao Sr. José Corrêa de Figueiredo, que foi presidente da Câmara. O campo do Flamengo Futebol Clube fica no terreno onde estavam os pastos. Havia também o pasto do Dr. Lustosa, engenheiro da Cia Morro da Mina, que executou obras para a colocação de água potável na cidade. Entre os moradores destacou-se José Silvestre de Freitas, pelas suas ideias progressistas e trabalho em prol da comunidade. Entre as obras que dirigiu estão as construções da antiga Santa Casa de Misericórdia - Hospital Queluz, Colégio Nossa Senhora de Nazaré e a residência do vigário, Pe. Américo Tait-Son. Também foi um dos idealizadores da primitiva Capela de São João, no local onde hoje se encontra a igreja do Bom Pastor (atual Igreja São João). Outro que também se destacou foi Alfredo Zebral, presidente da Conferência de São Vicente, e deu grande contribuição para o lado social e católico da rua. Uma das primeiras casas de negócios pertencia ao Braz, era um armazém formando um pequeno empório, com variado sortimento. Entre as figuras de grande popularidade havia o Pedro Siqueira e sua esposa Dona Firmina, que moravam perto da capela; Izabelinha e seu Bonifácio, pais do antigo sapateiro Romeu Menezes.

Em épocas passadas havia as famosas festas de São João realizadas na Capela, com fogueira, leilão, rezas juninas, e missa festiva no dia 24, tendo à frente o vigário Pe. Américo Tait-Son, auxiliado pelos festeiros. Havia famílias tradicionais na rua como Dona Sudária; o Valtério das bicicletas; o Cicinho, um dos primeiros motoristas de táxi da cidade e o Seu Galimedes. Com o passar do tempo a rua se desenvolveu e o município a dividiu em duas partes: do início ao meio passou a se chamar Rua Benjamim Constant e, o seguimento de Rua Artur Bernardes. Nesta última foi fundada uma pequena associação, que hoje se transformou num dos clubes mais animados da cidade: o “Bando da Lua”, e nesta rua também está o esportivo do Flamengo Esporte Clube.

Asfaltada e com grande comércio, cresceu tanto a região que se desdobrou no Bairro São João. No lugar da pequena capela, surgiu a majestosa igreja de Bom Pastor (atual Igreja São João). No trajeto surgiram oficinas, escritórios, armazéns e prédios modernos, restando pouca coisa da antiga Rua dos Pinheiros.

ORIGEM DOS NOMES: Benjamim Constant- um dos fundadores da República do Brasil, professor e jornalista. Artur Bernardes- presidente do estado de Minas Gerais e da República."

Fonte: Jornal Panorama, Ano III, nº 62, Agosto de 1979.

 http://bibliotecalafaiete.blogspot.com/p/ruas-pracas-e-avenidas-da-cidade.html

NOTAS DO ARTIGO DE 1979: Na verdade a antiga Capela do São João,é a atual Igreja de São João (mas na época essa igreja ainda pertencia a Paróquia do Bom Pastor do bairro Santa Matilde,só tornou paróquia em 1990)

Para saber mais:  Veja postagem Bairro São João ,Igreja de São João Batista parte 1,2 e 3 (arquivos de junho de 2017), Bairro São João Parte 1 e 2 (junho de 2021) e devoção a São João em Conselheiro Lafaiete (junho de 2023).

Livro "Se essa rua fosse Minha" de Lucy de Assis Silva,escrito em 2000,que fala sobre a história dos moradores da antiga Rua dos Pinheiros. 

RUA DOS PINHEIROS ,APÓS 1979

Final da Rua Benjamin Constant e à esquerda entrada da rua Artur Bernardes. por volta dos anos de 2000.

foto:Cópia de Mauro Dutra de Faria (foto original não identificada)
 

 A Rua Benjamin Constant que sua numeração é iniciada próximo ao número 13 (onde tem um oratório de Nossa Senhora do Carmo) e vai até o 582 e termina na confluência da Artur Bernardes e Alfredo Elias Mafuz(rua que vai para o Bairro Santa Matilde). Atualmente uma rua com diversos tipos de comércios como: Supermercado,materiais de construção e lojas de diversos tipos.

 A Rua Artur Bernardes (inicia próximo ao número 597 onde era a sede do Clube do Bando da Lua e extende até o número 1150,e termina na praça da Igreja São João) também é uma rua com diversos tipos de comércios. 

 Ambas as ruas nos últimos anos,tiveram a perda de casas antigas e nos seus lugares viraram lojas diversas. existem poucas casas antigas nessas ruas citadas.

Rua Benjamin Constant (seu início) por volta de 2019

foto:imagens da internet



terça-feira, 15 de agosto de 2023

60 ANOS DA COROAÇÃO PONTIFÍCIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

  Hoje comemora se os 60 anos da Coroação pontifícia da Imaculada Conceição,ocorrido na parte de trás da matriz Nossa Senhora da Conceição de Conselheiro Lafaiete.  Tudo isso aconteceu numa quinta feira 15 de agosto de 1963,com presença de milhares de pessoas,além de várias autoridades e diversos padres.

foto:reprodução


ANTERIOR À COROAÇÃO

 No ano Mariano de 1954 teve o Congresso Mariano ocorrido em Lafaiete,entre dias 11 e 15 de agosto ,e nessa ocasião o Arcebispo de Mariana Dom Helvécio Gomes de Oliveira,ao final da celebração entregou ao pároco da Matriz Monsenhor Moreira um telegrama do Santo Padre,sob várias palmas,e na mente do pároco tudo se disponha para preparar bem a coroação pontifícia.  ¹

 A imagem precisava de uma coroa bonita,e foi feito concurso e o desenho escolhido foi aquele feito pela estudante do Colégio Nazaré a aluna Beatriz Lopes Vieira. Mas já sobre o processo da coroa foi confeccionada em ouro pelo Joalheiro de Belo Horizonte Raimundo Viana e sendo projetado pelo artista e professor Celestino Roig,sendo que antes teve uma campanha na cidade e região para recolher materiais banhado a ouro ,como colares,anéis e entre outros materiais para ajudar na confecção da coroa.  ²

  No livro "Fatos e Vultos " de Monsenhor Moreira,diz assim:  " Com antecedência,o Papa João XXIII ,pelo breve pontifício "Instante" de 2 de junho de 1961,havia concedido o privilégio da Coroação Pontifícia da Imagem da Imaculada,Celeste e principal patrona da Cidade de Conselheiro Lafaiete. Igualmente,pelo breve Apostólico "Quidquid ad Pietatem " ,de 17 de agosto de 1961 ,assim se expressou o Pontífice: " Concedemos ao Venerável irmão Dom Oscar de Oliveira,arcebispo de Mariana que seja imposta uma coroa de ouro na Imagem da Santíssima Virgem,sob o título de Imaculada Conceição  e conservada na igreja paroquial da cidade de Conselheiro Lafaiete. " 

1963

 Anterior a Coroação teve missões redentoristas,em março e abril,e também e um tríduo festivo entre dias 12 e 14 de agosto. 


DIA 15 DE AGOSTO DE 1963  MOMENTO DA COROAÇÃO 


Foto do dia 15/8/1963 vemos as autoridades presente e o povo ao fundo ,e acima vemos o mapa de Conselheiro Lafaiete com a imagem da santa ao centro.

foto:Reprodução facebook Realmente Amigos de Lafaiete


Na foto Governador Magalhães Pinto,ao centro o Arcebispo de Mariana Dom Oscar (coroando a Imaculada Conceição) e ao lado Monsenhor Moreira,pároco da Matriz.

 Assim Monsenhor Moreira no seu livro conclui : "Surgiu o dia esperado,quinze de agosto,em que celebrou ,na praça do congresso,o bispo Lafaietense Dom Daniel ,com assistência pontifical do senhor Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota. A oração gratulatória coube ao delegado pontifício ,Dom Oscar de Oliveira. Entre os altos dignitários do cenário político nacional,via-se o governador de Minas Gerais,Dr. José Magalhães Pinto,cercado de várias autoridades .Chegou o momento da grande expectativa. Cônego Moreira ,acompanhado de briosa guarda de honra ,entregou a rica coroa,alvo das atenções ,ao governador,tendo à direita o Prefeito Orlando Baêta Costa;dirigiram-se para o trono da Virgem,onde o delegado pontifício ,Dom Oscar de Oliveira,entre emoções,cânticos,músicas,fogos,palmas e sorrisos,serenamente,coroou a imagem da Imaculada Conceição... "

 Ao final monsenhor Moreira falou " Haverá,pergunto eu,coroa mais bela e mais preciosa em nosso Estado ?  

 

Nota: Praça do Congresso - é a praça atrás da Matriz (pertence a Praça Barão de Queluz,nunca teve o nome "praça do Congresso". ) 

ESTÁ PRESENTE ATÉ NO HINO DE CONSELHEIRO LAFAIETE

 No último parágrafo do Hino diz assim:

 Uma estrela resvala do céu,
É Maria, a Patrona celeste,
Quanta glória te foi concedida,
Quanta fé, nos destinos, nos deste.

FESTAS APÓS 1963

 Em 14 de agosto de 1983(domingo) foi comemorada os 20 anos da coroação ,e teve presença do governador de Minas,Tancredo Neves(1910-1985)

Em 15 de agosto de 2013(quinta feira) foi comemorado os 50 anos da coroação,com celebrações na matriz.

No ano de 2023 está previsto a comemoração dos 60 anos,e no próximo dia 20 vai ser celebrada uma missa as 15 horas no Ginásio Agostinho Campos Neto,para lembrar a comemoração

PATRIMÔNIO MUNICIPAL

 Pelos decreto de 120 de 22/6/2021 decretou o tombamento da coroa pontifícia.

 E o decreto 121 de 22/6/2021 decretou o tombamento da histórica Imagem de Nossa Senhora da Conceição.

fonte: ¹ Livro " Fatos e Vultos" de Monsenhor José Sebastião Moreira,páginas 56 a 59 ,edição de 1982. Ed. Esdeva Gráfica Ltda . 

² Reportagem do Site Lafaiete Agora,edição de 15 de agosto de 2022 

PARA SABER MAIS SOBRE MATRIZ DE LAFAIETE

 Veja postagens anteriores :dezembro 2016,dezembro 2017 (patrimônio da Matriz,Párocos da Matriz,Monsenhor Moreira)

terça-feira, 8 de agosto de 2023

BAIRRO SANTO ANTÔNIO

  Hoje vamos falar sobre o bairro Santo Antônio em Conselheiro Lafaiete.

 Antes de começar quero agradecer aqueles que acompanha o blog essa semana chegou a 150 mil visualizações. Para saber mais sobre o bairro veja postagem de junho de 2017 (Morro das Cruzes e também sobre a Igreja Santo Antônio de Queluz; em janeiro de 2018 sobre a casa onde nasceu Antônio Perdigão e em novembro de 2018 sobre Rua Francisco Lobo e Capela da Piedade de abril de 2017,Colégio Nazaré em julho de 2017).

 Assim falou o historiador Antônio Perdigão sobre o bairro Santo Antônio no Jornal Panorama de junho de 1979:

  " Em 1866, no alto da colina, os portugueses festejaram a conclusão da Capela de Santo Antônio. Inicialmente ela não tinha a torre, em seu lugar havia um obelisco de granito, e na década de 40 foi retirado o obelisco para a confecção da torre. Haviam dois sinos do lado esquerdo, nos quais eram jogadas pedras por meninos para ouvirem o som. As novenas, rezas e festas de Santo Antônio são as mais populares da cidade desde o século passado. Desde o tempo da Vila de Queluz, os leilões eram feitos por “Canjica”, com músicas, fogos de artifício, canjica, pau de sebo e outros que preenchiam o nosso folclore.

Em 1870 foi fundada a Irmandade de Santo Antônio de Queluz, uma das Associações mais antigas da cidade que cuidava e zelava pela capela e patrimônio, além de auxiliar aos necessitados com ações de caridade. Joaquim Lourenço Baêta, o Barão de Queluz, foi um dos primeiros provedores da Irmandade.

Em 1885 foi fundada no bairro a primeira agência dos Correios, a qual funcionava em uma antiga casa da atual Rua Cel. João Gomes, de propriedade da família Lôbo da Silveira.

Em 1905 chegaram à cidade as Irmãs da Congregação da Divina Providência, e a elas foi doada uma pequena casa e terreno para construírem um orfanato. Este imóvel foi doado pelo Padre Américo Taitson e dali nasceu a mais antiga casa de ensino, o Colégio  Nossa Senhora de Nazaré, construído em toda a extensão da atual Alameda Oswaldo Cruz.

Também no início da colina, em 1904, foi fundada a Santa Casa de Misericórdia, atual Hospital Queluz. O projeto do imóvel foi feito pelo jornalista Dr. Castilho Lisboa, sendo os primeiros diretores Dr. José Caetano da Silva Campolina, presidente da Câmara; Francisco de Assis Bandeira; João Gomes Ferreira; José Gerspacher e Francisco Diógenes Baêta. Esta teve o apoio dos médicos Assis Andrade, Mário Rodrigues e José Narciso de Queiroz. Defronte à capela foi construída pela Santa Casa, o primeiro necrotério da cidade.  O serviço da entidade era feito pelas irmãs do Nazaré.

Em 24 de março de 1907 o bairro comemorou a colocação da primeira caixa d’água, construída no governo do Dr. Campolina. A inauguração teve festa com palanque de autoridades, bandas de música, fogos e discursos. Já em 1919, o então presidente da Câmara, Cel. João Gomes Ferreira inaugurou outra caixa d’água, localizada atrás da capela e que é utilizada até hoje.

A escola noturna de Inácio, a fonte de Santo Antônio, a casa de armarinho da síria libanesa Cecília e João Gilelete e o açougue do Ozório foram os locais típicos do bairro. Os populares do local eram Egídio Batista, Gervásio, Mário Zebral, Anêlo Deoclassiano, José Ferreira, entre outros. Os Padres Américo Taitson, Padre Lobo e Monsenhor Galdino mantinham residência no bairro.

Atualmente o bairro está diferente, mas mantém o Hospital São Vicente, a Sociedade de Auxílios Mútuos, a sede do Ex-Combatente de Conselheiro Lafaiete e grande comércio."

 Fonte: Jornal Panorama, Ano II, nº 55, junho de 1979.http://bibliotecalafaiete.blogspot.com/p/ruas-pracas-e-avenidas-da-cidade.html

 NOTA APÓS ESCRITO:  Na verdade a Igreja de Santo Antônio foi construída em 1751 e foi reformada ou aumentada por volta de 1864 (na lateral da igreja tem a data 1864).

 O Hospital Queluz foi fundado de forma oficial em 1908 .

 A Associação dos Ex combatentes era na Praça João Ferreira,foi desativada porque os ex pracinha já faleceram.

hospital Queluz em 1934. Sua magnífica arquitetura é de linha suíço germânica ,pois o prédio foi projetado pelo Eng° José Gerspascher (de origem suíça) que pertenceu a 1° diretoria do hospital,na época Santa Casa de Misericórdia.  foto:original Museu Antônio Perdigão

  O BAIRRO APÓS 1979

Igreja de Santo Antônio,à sua esquerda Colégio Nazaré e a Frente os fundos do Hospital Queluz,ano de 2015    foto:Antônio Noronha
 

  O Bairro tem diversas ruas e algumas praças. Em 2016 o Jornal Correio da Cidade fez uma reportagem sobre o Bairro na edição de 7/5 a 13/5/2016 e fala dos pontos de referências do bairro como a Igreja ,Colégio Nazaré e a Praça José Ferreira (que no passado foi sede da Associação dos Expedicionários) . 

 A atual Alameda Oswaldo Cruz mudou de nome em 24/5/1998 para Praça Madre Tereza Grillo Michel (lei n° 4258 de 1998). (ver detalhes postagem sobre o Nazaré em julho de 2017)

PRINCIPAIS RUAS

 Largo de Santo Antônio,Rua Comendador Baeta Neves,Rua Miguel Garcia, Rua Coronel João Gomes e Praça José Ferreira.