domingo, 16 de julho de 2023

CURIOSIDADES DA CAPELA DO CARMO

 Hoje dia 16 de julho dia de Nossa Senhora do Carmo. Na década de 1950 foi demolida a Capela de Nossa Senhora do Carmo de Conselheiro Lafaiete,hoje no local é uma praça com o nome da santa próximo à subida para o Cemitério. Já passaram mais de 70 anos de sua demolição e existe apenas um oratório da santa na região da antiga capela.

 Para saber mais veja as postagens nesse mesmo blog nas edições de: maio e julho de 2017 e julho de 2019 que fala sobre a referida capela.

Reportagem do Jornal Correio da Cidade,ano de 2007 escrito por Alex Milagre.

foto:reprodução do arquivo do autor dessa postagem
 

 O saudoso historiador Alex Milagre escreveu um artigo para o jornal Correio da Cidade na edição de 14/7 a 20/7/2007 com o título "A Igreja do Carmo da Vila de Queluz ". Vamos recordar um pouco sobre esse trecho em que ele escreveu:

   Alex começa o texto assim: 

 " Há pouco mais de 50 anos ,desaparecia do cenário urbano de Conselheiro Lafaiete uma das mais belas edificações coloniais que ainda restavam na cidade,a igreja de Nossa Senhora do Carmo...

  O autor fala da sua provisão (fundação) seria 1767 e também fala de como era sua edificação e as imagens que pertencia a ela. E Alex Milagre continua no texto assim:

  (...) Formada por homens abastados,logo foi requerida provisão para a construção de sua igreja,concedida pelo governo do Bispado de Mariana,em 1767 . Cerca de vinte anos depois a igreja já estava concluída e em pleno funcionamento (...)

 (...) A edificação,de arquitetura simples possuía duas sacristias,capela-mor com altar em estilo rococó e,na nave,dois altares laterais,um dedicado a Santo Antônio e outro a São Francisco de Assis. A imagem de Nossa Senhora do Carmo é de roca e,atualmente se encontra na Biblioteca "Antônio Perdigão" - Museu e Arquivo da Cidade (...)

 Alex Milagre fala sobre os reparos da Igreja e também da colocação dos dois profetas no alto da Igreja e que depois o padre Barreto os jogou ao chão. Vamos ao texto do saudoso historiador: 

 (...) Entre os raros e esparsos registros encontrados até o momento referentes à aquela igreja,em 1856,o procurador da Câmara,João Albino de Almeida,pagou a Jacintho Pereira a importância de Rs 194$420 (cento e noventa e quatro mil e quatrocentos e vinte réis ) pela feitura de uma cinta de pedra em torno da capela. Novamente em 1864 ,a Câmara pagou Rs 60$000 (sessenta mil réis) para melhoramento de proteção aos alicerces da Capela. Em 1881 ,Bárbara Maria de Rezende legou em testamento Rs4:000$000 (quatro contos de réis) para as obras que se faziam na Capela do Carmo. O artista J. Esteves realizou um espetáculo na cidade,em 1897,em benefícios a dita obra. 

    Pelo teor desses documentos,observa-se que a estrutura daquela edificação não seria muito segura,o que gerava lendas,como o da existência de um lago subterrâneo de prata (sic) naquele local. No final do Século XIX,durante uma tempestade ,um raio atingiu um frontispício da igreja,que foi reconstruído por Francisco Antônio Alves,autor de vários projetos arquitetônicos na cidade por essa época,conhecido pela alcunha de Chico Alagoas. Ele reconstruiu a fachada da Igreja com alguns ornamentos decorativos ,além de dois profetas que foram colocados no alto da igreja. 

  Não era a primeira vez que aquela construção era atingido por um raio ,o que alimentava a crendice de que realmente existia um lago no subsolo. Também não foi o último acidente. Na década de 1930,após uma forte chuva e mais uma faísca sobre a igreja,o então vigário de Nossa Senhora da Conceição,Padre José de Oliveira Barreto,subiu no alto da capela e empurrou os dois profetas,suspeitando que fossem eles que atraíam os raios.  (...)

 O texto é longo como vimos na capa da postagem,eu apenas resumi ele em pequenos trechos. Mas Alex Milagre conclui o texto assim: 

(...) O estado de abandono em que se encontrava e a localização dela,no meio da rua principal de acesso a cidade atentaram a administração municipal pública pela sua desapropriação para que a avenida Benedicto Valadares fosse remodelada. Pela lei n° 95,publicada em 1° de julho de 1951,o então prefeito Telésphoro Cândido de Rezende foi autorizado à expropriação do terreno da igreja do Carmo,que já estaria em processo de demolição ,pelo preço de CR$ 100.000,00,pagos à Mitra de Mariana. Da Igreja do Carmo só restou a lembrança dos mais antigos e o nome da praça onde se situava que hoje se Chama Nossa Senhora do Carmo. " 

 Vimos acima o texto bem escrito pelo Alex Milagre,que consta três fotos: da Capela,a da avenida e ao fundo a capela e uma foto do altar da capela.  Só posso acrescentar que após a demolição da Capela do Carmo nos anos de 1950,o Monsenhor Moreira construiu uma capela da santa anexa ao Cemitério que foi inaugurada em novembro de 1968 e o oratório da santa foi construído em 1988. 

Capela do Carmo,sem data. mas aparentemente na época da sua demolição 

 foto:Museu e Arquivo Antônio Perdigão

Oratório de Nossa Senhora do Carmo inaugurado em 16/7/1988 . 

foto: de novembro de 2019,autor da postagem


Nota: a Avenida Benedicto Valadares é a atual Avenida Prefeito Mário Rodrigues Pereira,e onde era a Capela é a Praça Nossa Senhora do Carmo. 

 No manuscrito inédito de Padre José Duarte consta que a provisão da Capela do Carmo seria de 1764,já nesse artigo apresentado por Alex Milagre consta que é de 1767. Vou tentar descobrir o documento oficial para acabar essa dúvida.

Fonte:Escrito do Historiador Alex Milagre(1971-2009) para o jornal Correio da Cidade na edição de 14/7 a 20/7/2007 com o título "A Igreja do Carmo da Vila de Queluz " página 29. 

 

segunda-feira, 10 de julho de 2023

CÔNEGO SANTA APOLÔNIA

 Hoje faz 192 anos do falecimento do Cônego Santa Apolônia que foi um dos maiores sacerdotes e políticos dos tempos antigos.Foi um dos primeiros nascidos em nossa terra a ter destaque no estado ,tanto no clero como na política.

  Quem foi CÔNEGO SANTA APOLÔNIA ?

  Seu Nome Francisco Pereira de Santa Apolônia ,nascido em Carijós  (atual Conselheiro Lafaiete MG) em 8 de abril de 1743. ¹  (não se sabe o local exato,provavelmente nasceu na parte central da cidade)

 Filho de Apolinário Pereira de Araújo e Luíza Maria Santa Apolônia (fonte:manuscrito inédito de Padre José Duarte ,pagina denominada 17) ,(Mas segundo Avelina Noronha o nome seria "Luíza Maria Rosa").

  Sendo que o Cônego era irmão do Padre Farjado (José Maria Farjado de Assis,ordenado em 1768 foi vigário em Pouso Alto,falecido em 1839) .

 Sobre seu sobrenome ser "Santa Apolônia " ,não refere-se  ao dia que ele nasceu,já que o dia da santa é 9 de fevereiro. Pode ser que alguém da família era devoto da referida santa.

Santa Apolônia                                     foto:imagens da internet


 Foi ordenado Sacerdote em 1763    ²

  O Cônego Santa Apolônia tentou levar para Queluz (Lafaiete) para ser a sede do Bispado de Mariana ²  e seria instalado no antigo Solar do Barão de Queluz (de frente a Matriz) ³

  Faleceu em Mariana,aos 10 de julho de 1831 aos 88 anos. ¹

Onde Morava o Cônego ? 

 Sabe se que o Cônego morava num casarão de fronte à Matriz. Segundo o historiador Alex Milagre,existe a dúvida se o cônego morava no casarão do Barão de Queluz (na praça da Matriz) ou se era no Solar do Barão do Suassuí . Mas é certo que no Barão de Suassuí morava o seu irmão Padre Farjado. 

 Para a Historiadora Avelina Noronha,o Cônego morava no Solar do Barão de Queluz,porque o morador antigo desse casarão o Juiz Francisco de Paula Ferreira Rezende (morou entre 1857 a 1861 no local) fala que nesse casarão havia uma biblioteca do Santa Apolônia que cobria as paredes e também havia livros valiosos. (na minha opinião mesmo a biblioteca tendo sido livros dele,não prova que ele morou aí)

 Mas não há uma confirmação oficial de qual casa ele morou,mas um dia espero que possamos confirmar esse fato. 

Cônego Um defensor ambiental

  Avelina Noronha escreve no jornal on line Correio de Minas em dezembro de 2018 sobre o Cônego com essa palavras.

   “Do rio Doce pode se dizer que todo ele se pode chamar uma nova Índia Oriental em pedrarias e metais”. (Padre Simão de Vasconcelos (1597-1771). Notícias curiosas e necessárias das coisas do Brasil. Lisboa, 1668. Ribeirão tão rico que o ouro sai em granitos em qualquer parte, que se prova”.ESTA É  A RAZÃO DA LUTA DO CÔNEGO FRANCISCO PEREIRA DE SANTA APOLÔNIA, em 1825, contra a concessão de privilégios dados a uma companhia anglo-brasileira de navegação do rio Doce. Ele foi contra os direitos de exclusividade para a exploração das supostas minas de ouro e lavras de diamantes na bacia do rio Doce. Ele escreveu: " E quem ousará negar,que no espaço de 20 ou 30 anos possam os ingleses extrair todos os nossos tesouros encerrados naquele abençoado terreno ? "   

Por essa referência pode-se avaliar o valor intelectual e patriota de nosso conterrâneo e dizer que ele honrou a terra em que nasceu. É Essencial que a comunidade conheça o mais amplamente seus vultos ilustres do passado.Santa Apolônia é citado em um site de história mineira como UM DOS NOTÁVEIS POLÍTICOS DO SÉCULO XIX. Sua trajetória pública se iniciou quando fez parte da Segunda Junta eleita em 23 de maio de 1822 para governar a Província de Minas Gerais. Em seguida participou do Governo Provincial, ficando, em certo período, como Presidente da Junta. Assumiu a presidência da Província de Minas Gerais por quatro vezes, tendo sido vice-presidente cinco vezes. Foi deputado à Assembleia Constituinte do Brasil em 1823.Santa Apolônia nasceu em Carijós, no dia 8 de abril de 1743. Seus pais eram Apolinário Pereira e Luísa Maria Rosa. Estudou no Seminário de Mariana, no Rio de Janeiro e em Coimbra, onde se licenciou em Direito Canônico e se ordenou presbítero.

  Foi bispo por alguns dias, chantre e vigário geral de Mariana, onde faleceu a 10 de julho de 1831. Outro destaque é o seu brilhantismo como orador, considerado um dos maiores oradores de Mariana na época em que viveu, o que pode ser comprovado com os relatos da missa solene em ação de graças, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que a Câmara de Ouro Preto mandou celebrar, em 1819, pelo nascimento em Portugal da Princesa da Beira, pretendente ao trono de Portugal. Nessa tão importante solenidade, o orador foi o “Reverendo Francisco Pereira de Santa Apollonia” como é relatado numa carta enviada a Portugal."

 

VIDA POLÍTICA DO CÔNEGO

. Chegou a Ser Governador Interino de Minas entre 1822 a 1826,durante a ausência do titular.


2° JUNTA – ELEITA A 23 DE MAIO DE 1822 (1;

(Posse a 24 Maio do dito anno)

  1. Manoel de Portugal e Castro — presidente

Luiz Maria da Silva Pinto .. secretario

Capitão-mór Custodio José Dias

Coronel Romualdo José Monteiro de Barros

Cônego dr. Francisco Pereira de Santa Apolônia

Luiz Pereira dos Santos

Capitão-mór Manoel Teixeira da Silva

Nota: — Pouco depois de proclamada a Independência e da aclamaçâo de Pedro I como Imperador, d. Manoel de Portugal e Castro deixou a administração, retirando-se de Minas (13 de outubro de 1882) e do Brasil.

Substituiu-o na presidência da Junta o cônego dr. Santa-Apolônia.

 GOVERNO PROVINCIAL

(período imperial)

PRESIDENTES E;VICE-PRESIDENTES

1 — Dr. José Teixeira da Fonseca Vasconcellos (depois Barão e Visconde de Caeté) — presidente

— Dr. Theotonio Alves de Oliveira Maciel — vice-presidente

— Cônego dr. Francisco Pereira de Santa-Apolônia — vice-presidente

1 — Dr. José Teixeira da Fonseca Vasconcellos. (presidente) reassume o governo

 Governadores em Minas Gerais

Luiz Antonio Silva e Souza (cônego) …

Francisco de Santa Apolônia (Padre)(1822)

 Vice-Presidências em Minas Gerais

Francisco Pereira de Santa Apolônia (Padre Dr.)

Cônego dr. Francisco Pereira de Santa Apolônia — vice- presidente 

HOMENAGEM

 No Bairro Fonte Grande,em Conselheiro Lafaiete. Existe uma rua em sua homenagem,a rua Santa Apolônia. 


fontes: ¹ Texto escrito por Avelina Maria Noronha,para jornal Correio da Cidade edição 24/1 a 30/1/2015 . 

 ² Manuscritos inéditos de Padre José Duarte de Souza Albuquerque ,1978 

³ Segundo o historiador Romeu Guimarães 

 Escritos de Jornal de Avelina Maria Noronha.  Edição do Jornal Correio da Cidade edições: 10/1 a 16/1/2015 ; 24/1 a 30/1/2015 ; 4/3 a 10/3/2017.  jornal Correio de Minas edição on line de 18/12/2018

sábado, 24 de junho de 2023

DEVOÇÃO A SÃO JOÃO EM CONSELHEIRO LAFAIETE

 ORIGEM DA FESTA

 



  Segundo o programa da festa de São João,em 2009,no texto conta a história da paróquia diz assim: "Tudo começou numa pequena aldeia onde viviam poucos moradores no local chamado "Alto dos Pinheiros"...
 Entre os moradores havia um português que trouxe de sua terra suas tradições e celebrava a "festa de São João Batista". Seu nome era Gilberto Costa,que com sua religiosidade ergueu, no local,uma cruz,onde reunia com poucas famílias,tudo isso por volta de 1890. Para maior comodidade das famílias,ao lado do cruzeiro,ergueu-se uma capela de Sapé e chão batido..."

  ETAPAS DAS IGREJAS 

  Sabemos  que no final do Século XIX já  existia essa capela de sapé (sendo a primeira etapa,numa "Capela de Sapé") que após 1901 foi substituído por uma capela de alvenaria.Mas não foi encontrado nenhum documento oficial sobre essa antiga capela de Sapé que existiu entre 1890 a 1901.

  Em 1901,José Silvestre de Freitas e José Emídio Ferreira,junto com os moradores do local,em mutirão construíram a Capela de Alvenaria. Essa sendo a segunda Etapa

  Será que era uma capela dedicada a São João Batista ?


 Curiosamente no jornal Correio da Semana n°8 de 27/4/1913 trás a seguinte notícia: "Na capela da Santa Cruz,ereta na rua dos pinheiros,desta cidade,estão fazendo os devotos do símbolo da redenção,todas as noites,rezas com cânticos em preparação. A festa dia 4 próximo,quando haverá procissão."

 O Jornal Correio da Semana fala primeiro (edição de abril de 1913) ser Capela da Santa Cruz na Rua dos Pinheiros,e na edição de maio de 1913 fala na Capela dos Pinheiros teve a festa da Santa Cruz. fato que deixou essa dúvida,embora acredito que o padroeiro era São João,mas a comunidade local também fazia a festa a São João Batista. 

 A primeira Festa de São João que conseguiu descobrir por anúncio antigo de jornal,foi essa de 1915. E olha só fora de época,festa em 3 de outubro. E por tradição a festa é o 24 de junho. Veja no anúncio diz "Capella dos Pinheiros" (não menciona o padroeiro,apenas acima diz Festa de S. João) . 

   

foto:Acervo Memória BN (reprodução do Jornal Correio da Semana edição  98 de 17/10/1915

 

Já no jornal correio da semana de 17/10/1915,diz a nota:
"Capela dos Pinheiros"
"Realizou-se no dia 3 de outubro,os festejos de São João na capela dos Pinheiros,as 10 horas do dia houve missa. As 4 horas da tarde procissão e a entrada sermão pelo REVMO padre Américo e terminando com a benção do sino,rezas e levantação do mastro. Abrilhantou os festejos a excellente banda de musica Santa Cecilia,que muito concorreu para o seu brilhantismo. A commissão agradece a todas as pessoas,que concorreram para estes festejos.."

Essas notas de 1913 e 1915,são as notícias mais antigas que foram registradas em jornal que consegui.

 No Jornal de Queluz de 1928 edição de 11/8/1928 ,encontro o primeiro registro oficial do padroeiro dessa capela,que encontrei numa lei da época sobre as ruas e bairros,é citada a Capela de São João dos Pinheiros. A lei número 371 de 3 de agosto de 1928 fixa o perímetro urbano da cidade... " ... cortando o Rio Bananeiras,do Triângulo,certo em rumo a Capella de São João ,nos Pinheiros... "

 A Terceira e última etapa foi a Construção da Igreja atual de São João durante a década de 1970 e tornou paróquia em 1990,sendo a única na cidade a ter como padroeiro.   

LEI MUNICIPAL 698 de 20/8/1964

 Autoriza a Doação de Terreno à capela de São João Batista.

 Terreno de 739 metros para a Construção de uma igreja de mesmo nome

(fonte:site Oficial da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete)

 NADA  ENCONTRADO ?

 
 Num almanaque Laemmert de 1921,que registrava o que havias nas cidades diversas do Brasil,na época nossa cidade chamava Queluz. Nas igrejas e capelas da época não consta a de São João,e isso deve ser porque era considerada capela particular. E nem o pesquisador Padre José Duarte de Souza,nos seus escritos inéditos,nada foi falando sobre a capela de São João,e ele pesquisou também em Mariana.

 Tem que ser pesquisado no livro de Tombo da Matriz,para verificar se existe alguma referência da antiga Capela dos Pinheiros ?  (até o momento nenhuma resposta)

IMAGENS DO PADROEIRO SÃO JOÃO

IMAGEM ORIGINAL

Imagem do padroeiro São João       24/6/2023   foto:autor da postagem
 

  Sobre a Imagem original a que atualmente está no altar era a mesma da antiga Capela dos Pinheiros,e na década de 1990 voltou a ficar no altar. Não sabemos o autor dessa imagem,sabe que ela é antiga provavelmente do Século XIX e ela é de madeira. Foi restaurada em São João Del Rey no ano de 2017.

 

IMAGEM QUE CHEGOU A NOVA IGREJA
  

 imagem grande de São João                     foto:autor da postagem 24/6/2023

  No jornal o Processo,2° quinzena de junho de 1977,ano V, n° 82 ,lembra a chegada da Nova Imagem (grande).

 "...diz que a comunidade paroquial,esteve bastante movimentada.
 Novena foi de 17 a 24 de junho.
 No adro da igreja,todas as noites,teve barraquinhas,etc.
 Dia 24,missa festiva ás 14 horas.
 Dia 26,caravana de fiéis,partindo do seminário dos padres do Trabalho,em direção a igreja,e conduzindo a nova imagem do padroeiro..."

 

 Essa imagem Grande ficou no altar principal da Igreja entre 1977 até por volta de 1996,sendo substituída pela original que encontra se no altar. A imagem maior foi restaurada recentemente em 2022 encontra se no salão paroquial.Não sei também quem foi o autor dessa bela imagem,ela também foi feita de madeira.

PARA SABER MAIS

 Vejam as postagens anterior do meu blog sobre Igreja ou Bairro de São João veja nos arquivos de Junho de 2017 (Igreja de São João Batista em 3 partes) e bairro São João (junho de 2017) e também em junho de 2021 (bairro parte 1 e 2)

 

quinta-feira, 15 de junho de 2023

LOCALIDADES RURAIS DE CONSELHEIRO LAFAIETE- PARTE 10

   Hoje vou lembrar as localidades e locais interessantes da zona rural de Conselheiro Lafaiete. Em 2021 em junho daquele ano eu falei sobre as localidades rurais da cidade e dividi em 8 partes,mas algumas eu só conheci depois. E na ultima postagem falei sobre parte 9 veja o ultimo arquivo do blog.

 Quem não viu,veja nos arquivos de junho de 2021. Mas hoje vamos ver a parte 10 

 

REGIÃO DE SÃO GONÇALO DO BRANDÃO 

 Se engana quem pensa que São Gonçalo é apenas aquele povoado onde tem a igreja e o cemitério e poucas casas,sendo que nessa região tem muita mata preservada,várias trilhas e também córregos e rios que poucos conhecem e sítios espalhados por vários cantos e além de várias estradas diferentes.  Vamos ver nessa postagem algumas regiões em volta de São Gonçalo.

 (Saber mais sobre a história de São Gonçalo,veja nas postagens março de 2017 e também em julho de 2018 mineração em Queluz,e também parte 2 de 13/6/2021) 

  Na região tem o Rio Pequeri.  E vários córregos também, tem Córrego do Boa Vista,Córrego do Badaró (localiza na estrada Alto São Gonçalo a região de Maracujá),e entre outros. 

Entrada de São Gonçalo tem essa placa:

Placa de entrada do povoado. 10/6/2018  foto:autor da postagem
 


 Placas de indicação 23/4/2023   foto:autor da postagem

 

 Essas fotos são da parte alta de São Gonçalo 

No fundo da foto vê a localidade de São Gonçalo. 12/3/2023 foto:autor da postagem


Estrada vicinal que sai próximo à Maracujá,vinda do Alto de São Gonçalo. Onde tem barrancos é próximo ao Boa Vista. 22/7/2022            foto:autor da postagem


Trilha do alto de São Gonçalo,18/12/2022    foto:autor da postagem


Coqueiros

 Para quem vem da barreira,para chegar em Coqueiros é uma entrada à direita antes de chegar a São Gonçalo. O nome do local sugere que tinha vários Coqueiros nesse local.

 

Placas de indicação 13/4/2022         foto:autor da postagem.
 

 

Região dos Coqueiros,13/4/2022       foto:autor da postagem

Pinguela da trilha dos coqueiros,13/4/2022   foto:autor da postagem
 

Boa Vista

 Após a igreja,e passar pela ponte sobre Rio Pequeri é a primeira entrada à esquerda. No alto desse local realmente é uma Boa Vista.

 

Sítio Boa Vista.22/7/2022                 foto:autor da postagem

 

 Roça Grande

 Após a Igreja sentido à direita,chegamos na Fazenda roça Grande


 Rio Pequeri região da Roça Grande,20/5/2023  foto:autor da postagem

Rio Pequeri região da Fazenda Roça Grande,16/6/2018  foto:autor da postagem
Placa de indicação 16/6/2018     foto:autor da postagem


Pedra do Urubu

Após a Igreja antes de chegar ao entrocamento para Maracujá. 

 

Pedra do Urubu,18/12/2022      foto:autor da postagem
 

 

Fazenda na região da pedra do Urubu,7/9/2018  foto:autor da postagem

Paiva

 Para quem vem do Bairro São Dimas,tem a opção de ir nessa região antes de chegar a São Gonçalo. 

Região do Paiva ,vemos alguns sítios  12/3/2023  foto:autor da postagem


(Para Saber sobre Caeté e Mato Dentro,Três Barras e Caramonha,veja postagens do blog de parte 1 de 12/6/2021) 

MARACUJÁ (QUELUZITO)

 A localidade de  Maracujá,pertence ao Município de Queluzito. É um ponto turístico dos bicicleteiros que fazem suas rotas saindo de Amaro Ribeiro ou mesmo de São Gonçalo para Maracujá.  No passado pertencia Lafaiete.

 Nessa localidade também é conhecida por causa das festas de reis e no passado era caminho da linha férrea da Santa Matilde em direção a Mina da Jurema (Buraco do Bicho)

Igrejinha de São Sebastião da localidade de Maracujá,7/9/2018  foto:autor da postagem.

NOTA DO AUTOR DA POSTAGEM (Luiz Fernando Azevedo)

  Pode ser que faço parte 11 em diante. Continue a prestigiar o blog "HISTÓRIAS DE LAFAIETE" que é um blog que está na internet há quase 7 anos,não temos patrocinador e nem ajuda de governo nenhum,ele é imparcial e tem como objetivo divulgar a história de Conselheiro Lafaiete.  Mas precisamos manter o blog,por isso peço uma contribuição para ajudar a manter o blog pelo pix: lufeand@gmail.com  (qual quantia) . Será bem vindo comentários e sugestões de postagens.


terça-feira, 13 de junho de 2023

LOCALIDADES RURAIS DE CONSELHEIRO LAFAIETE - PARTE 9

  Hoje vou lembrar as localidades e locais interessantes da zona rural de Conselheiro Lafaiete. Em 2021 em junho daquele ano eu falei sobre as localidades rurais da cidade e dividi em 8 partes,mas algumas eu só conheci depois e outras esqueci de falar,e nessa parte 9 vou falar sobre aquelas não faladas á época.

 Quem não viu,veja nos arquivos de junho de 2021. Mas vamos para parte 9.


  REGIÃO DE ALMEIDAS 

 

  Laranjeiras 

 Essa região fica entre a Fazenda das Palmeiras e Pedra Branca,acesso numa estrada vicinal após a fazenda das Palmeiras sentido à direita. Nessa região rural tem vários sítios e também o condomínio Recanto dos Canários (Condomínio Laranjeiras). 

Região das Laranjeiras (Almeidas) 4/9/2022    foto:arquivo Maria Rufino
 

Região das Laranjeiras (Almeidas) 4/9/2022    foto:arquivo Maria Rufino
 


Fazenda Unha da Gata

Fazenda unha da Gata,Almeidas 11/6/2023   foto:autor da postagem

 Não descobri porque a Fazenda tem esse nome. A Unha da Gata provavelmente é uma fazenda antiga. Eu apenas encontrei uma informação que entre 1989 a 1992 o prefeito Arnaldo Penna fez um boeiro na estrada que liga essa fazenda vindo da br 482 passando pela fazenda Gavetão até a Unha da Gata.

 Após a fazenda não há ligação por carro para Açude,existe apenas um trilho e uma estrada desativada.

REGIÃO DO AMARO RIBEIRO

 Região da Tapera

  Localiza para quem está na Estrada Vicinal Amaro Ribeiro a São Gonçalo,primeiro vemos a região de Morro Vermelho,em seguida Sítio do Delegado depois o entrocamento São Gonçalo e Tapera:

Sítio Morro Vermelho,Amaro Ribeiro. 6/5/2023  foto:autor da postagem


Sítio do Delegado,Amaro Ribeiro 6/5/2023    foto:autor da Postagem


Entrocamento São Gonçalo (esquerda) e Tapera (direita) ,6/5/2023   foto:autor da postagem

A Região da Tapera atualmente não tem ligação com o bairro Topázio,mas em poucos dias à uma previsão da estrada ligando Amaro Ribeiro ao Topázio,vamos aguardar. 

Mata fechada ao fundo,região da Tapera 6/5/2023   foto:autor da postagem



REGIÃO ENTRE SÃO VICENTE E BUARQUE

Fazenda do Saco

Fazenda do Saco, 3/2/2018                         foto:Mauro Dutra de Faria
 

 Essa antiga fazenda localiza na estrada principal de Lafaiete a São Vicente,um pouco depois da Biquinha,um pouco antes da entrada do povoado de São Vicente. Ela ainda existe,sendo de propriedade particular. 

No final do Século XIX era proprietária da Chácara do Saco a senhora Zeferina Maria do Amor Divino .  (fonte: Antônio Perdigão,livro família Batista Perdigão).
 Segundo o historiador Quincas de Almeidas em uma das sínteses de cartas assim escreve:
" Antônio Duarte Côrrea vendeu a José Vargas Branco,no lugar denominado Saco,da Freguesia de Queluz,uma sesmaria de terras que havia sido do defunto Miguel Côrrea de Faria.
No Livro de Registro da Câmara de Queluz diz assim:
" 1803. Antônio José Barbosa. Inv. Ana Camila , viúva. Filhos: Joaquim, 7 anos ; Feliciano ; Januário ; Antônio e José . Fazenda do Saco, da Aplicação de Queluz. terras herdadas do pai falecido. " 
    Sobre o nome eu não sei o motivo.Mas tenho duas teorias, Em Geografia um  acidente geográfico é chamado de Saco quando tem água protegidas por barreiras ou baías, e naquela região existe lagos próximo a rios ,e talvez por isso.

 Para quem vem de Lafaiete,primeiro vemos a fazenda Santa Edwiges (antiga fazenda "atrás do Saco" ) hoje propriedade da Família Reis Carvalho,depois vem o restaurante da Biquinha e por fim a antiga Fazenda do Saco. 

Sítio Santa Edwiges,27/11/2022      foto:autor da postagem


Sítio Bambuzinho

Localizado antes da Biquinha,numa entrada de estrada vicinal para direita (antes de entrar a esquerda na estrada para os Violeiros). No Sítio Bambuzinho existe algumas casas, cerca de dez. 

Pequeno povoado de Sítio Bambuzinho,14/10/2022    foto:autor da postagem


 

estrada na entrada do sítio Bambuzinho,14/10/2022     foto:autor da postagem

Sítio  do Contrato 

Região do Contrato,14/10/2022                          foto:autor da postagem
 

 Localizado numa estrada vicinal que liga a estrada São João -Linhazinha (A terceira à esquerda após o Pau de Óleo ,e vai sentido a região de Buarque).  Essa região não tem acesso a região de Buarque porque termina na porteira do senhor Maurício da Empresa Líder. Essa região é bonita e calma.

   A referência mais antiga que encontrei fala que em 1915 teve um translado de escritura do espólio de Vicente Joaquim de Morais e sua mulher;na página 02,verso,aparece o nome de José Luiz Perdigão,onde possuía terras na localidade do Contrato,no povoado de Barrozo.  (fonte: Livro Genealogia Perdigão - Batista ,de Antônio Luiz Perdigão,página 5)

 

(para ver mais sobre a região da Biquinha,São Vicente,veja arquivo de outubro de 2022)

 NOTA DO AUTOR DA POSTAGEM (Luiz Fernando Azevedo)

 Pode ser que falarei da parte 10 em diante caso for preciso. 

Continue a prestigiar o nosso blog "HISTÓRIAS DE LAFAIETE" que é um blog que está na internet há quase 7 anos,não temos patrocinador e nem ajuda de governo nenhum,ele é imparcial e tem como objetivo divulgar a história de Conselheiro Lafaiete. 

 Mas precisamos manter o blog,por isso peço uma contribuição para ajudar a manter o blog pelo pix: lufeand@gmail.com  (qual quantia) . Será bem vindo comentários e sugestões de postagens.

terça-feira, 23 de maio de 2023

LOCALIDADE DE CAETÉ

 Hoje vou falar sobre a localidade de Caeté,no município de Conselheiro Lafaiete.

 Localiza entre as localidades rurais de São Gonçalo do Brandão e Mato Dentro. É uma localidade onde existe vários sítios e muitos deles são distantes um dos outros.

 

 Origem do Nome

  Seu nome pode ser ligado a nome indígena que vem do tupi Ka á (Mata) e eté (verdadeiro),significa "mata verdadeira " ou "mata virgem". Ou também pode ser que os primeiros moradores vieram da cidade mineira de Caeté para esse local. 

 Origem da Localidade

 infelizmente tenho poucas informações do local,mas já existia no Século XIX.

 O documento mais antigo que encontrei foi um que cita a Fazenda Caeté ,região do Redondo (hoje Alto Maranhão) datado de 1865.

 Nos Manuscritos inéditos de Joaquim Rodrigues de Almeida (Quincas de Almeida) na denominada página 199 diz assim:

 " 1865 . José Carlos da Silva Caeté . Testamenteiro Maria Francisca da Conceição, viúva do mesmo. Disse em testamento ser morador da fazenda Caeté ,distrito do Redondo, filho natural de Sebastiana Angélica da Silva. Ele casado com Maria Francisca da Conceição,sem filhos. "

  A lei Municipal de n° 4567 de 23 de dezembro de 2003,denominou algumas ruas de Caeté,sendo que foi disponibilizado um croqui constando no mapa as localidades de Mato Dentro e Caeté e suas respectivas ruas. A principal denominada José Lucindo, e as outras são Geraldo Rezende,Francisco Pinto de Melo,Joaquim José Coelho e João Rodrigues. E na época existia a Escola Municipal Joaquim Lopes da Silva,que hoje está desativada. 

 

Mas pela lei N 5872,de 14 de setembro de 2017 que definiu o nome dos logradouros da cidade,no Artigo 5° sobre as localidades rurais ,diz assim: 

§ 2º 
Caeté, com os seguintes logradouros:
I – Estrada da Pedreira;
II – Estrada Sítio Bula;
III – Estrada Sítio Fundão;
IV – Rua Francisco Pinto de Melo;
V - Rua Geraldo Resende;
VI – Rua João Rodrigues;
VII – Rua Joaquim José Coelho;
VIII –  Rua José Lucindo

 CRUZEIROS

Localiza na entrada da Localidade de Caeté,isso para quem sai de São Gonçalo. 

 

Cruzeiro com madeira recente na entrada de Caeté,20/5/2023

foto:autor da Postagem

Cruzeiro antigo que existia no lugar do atual (foto acima). foto de 27/8/2017

foto:autor da postagem


OUTRAS FOTOS DE CAETÉ

Estrada de Caeté,20/5/2023

foto:autor da Postagem


Bica d'água de Caeté,20/5/2023

foto:autor da postagem



SABER MAIS

 Veja as postagem no Arquivo do Meu blog de 12/6/2021 parte 1 das Localidades Rurais de Conselheiro Lafaiete.

sábado, 6 de maio de 2023

125 ANOS DA EXTINTA ESTAÇÃO GAGÉ


ESTAÇÃO DE GAGÉ

  Segundo o site estações ferroviárias a antiga estação estaria fazendo hoje 125 anos de existência,era localizada em Gagé ,no Município de Conselheiro Lafaiete. E por falta de conservação ela foi demolida por volta dos anos de 1999 e 2000,e segundo um morador da região me falou que lembra do chão da antiga estação que era um piso de cor vermelho.

A Estação localizava ao lado direito da linha (sentido Lafaiete a Belo Horizonte) e localizava poucos km antes da localização de Vila Marques. 

Infelizmente o autor dessa postagem não chegou a conhecer essa estação. 

 

A estação de Gagé, já abandonada, em 1989. Foto Bo Lennard, cessão Pedro Paulo Rezende


Do lado direito vemos onde ficava a estação de Gagé,hoje no local só matagal e uma parte da plataforma de cimento foto:Michael Silva,abril de 2017




GAGÉ
Município de Conselheiro Lafayette, MG

Linha do Centro - km 473,523 (1928)

 

MG-0410

Altitude: 889 m

 

Inauguração: 06.05.1898

Uso atual: demolida

 

com trilhos

Data de construção do prédio atual: n/d (já demolido)

Ao lado, a placa de Gagé; balançando
ao vento, agosto de 1999. Foto Pedro Paulo Rezende


A ESTAÇÃO

A parada de Gagé foi inaugurada em 1898 para servir à exportação de manganês ali extraído então pela Companhia Santa Matilde: "Foram mais abertas ao trafego as seguintes estações: (...) a 6 de maio (de 1898), a estação Gagé, entre Lafayette e Congonhas, ex-posto telegráfico do mesmo nome (...)" (Memória Histórica da EFCB, 1908, p. 488).

Para esta estação seguia uma ferrovia particular em bitola métrica. Havia mais dois ramais.

Segundo Kelso Medici: "Consta que Gagé ficava nas terras da usina, naquele tempo chamada Usina da Esperança, depois Usina Queirós Jr., hoje VDL-Valadares Siderurgia Ltda., em Itabirito-MG". Segundo Max Vasconcellos, em 1928 "à sua esquerda uma estrada de ferro liliputiana, em desenvolvidas curvas, coleia, como longa e fina serpente, pelo amplo morro (Morro da Mina) onde vai buscar o mineral precioso". Era o ramal do Morro do Cocoruto, em bitola de 60 cm. O leito dela ainda existe, inclusive com pontes e bueiros. A estrada que sai da BR 040 e se dirige a Gagé é, na verdade, o antigo leito daquela ferrovia. Uma ponte bem próxima da plataforma de Gagé indica isto.

Já o ramal do Morro da Mina saía de uma chave dez quilômetros antes da estação e se dirigia para o outro lado da linha principal. O ramal do Morro da Mina pode ser percorrido hoje de carro. As placas de sinalização ainda podem ser vistas ao longo da antiga linha.

A estação já foi demolida.

"Em 1999, a plataforma de Gagé estava coberta de mato e uma das placas balançava ao vento, como se um furação a houvesse destruído" (Pedro Paulo Rezende, 2008). 

 

Selo da Estação de Gagé                                       foto:postagem estações ferroviárias 



ACIMA: "Este carimbo eu considero como raro. É o único que conheço. A agência da Estação de Gagé foi criada em 17/5/1900. Pertencia ao município de Queluz, atual Conselheiro Lafaiete. Permutava malas postais diariamente com a Administração Regional em Ouro Preto. A mala postal seguia pela EF Central do Brasil - Linha do Centro - até a Estação de Miguel Burnier, e em seguida, pelo Ramal de Ouro Preto até a cidade homônima. A mala postal para a Administração Federal seguia pela EFCB - linha do Centro - diretamente para o Rio de Janeiro. Não consegui descobrir a origem do nome Gagé. Aparentemente a estação adotou o nome da região onde se localiza, antiga área de mineração de ouro. Existe uma citação à Estação de Gagé no livro Chão de Ferro do Pedro Nava "... Veio logo a parada de Mariano Procópio... em seguida cresceu a demora e já era noite fechada quando ouvi anunciar - Gagé Gagé Gagé - e logo os freios da máquina funcionando, os guarda-freios ajudando com os de mão de cada vagão e, num sacolejar de ferragens, paramos no deserto. Só depois de procurar muito, divisei umas luzinhas ... no seu trem, frissionei de medo de morrer, de ter de descer em Gagé ou de morar em Gagé. Que diabo seria Gagé? Meu Deus ... Onde estaria? Onde estava eu? Em que Áfricas? Em que Javas? Mas logo o trem partiu e continuou atrasando e apitando até a chegada na madrugada umbrosa e perfumada de Belo Horizonte" (texto e reprodução Márcio Protzner, 02/2009)

 

 
















































































































































FONTES: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_mg_linhacentro/gage.htm










Pedro Paulo Resende; Ke
lso Medici; Bo Lennard; Márcio Protzner; Coleção Digital de Itabirito; Memória Histórica da EFCB, 1908, p. 488; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; IBGE: Revista Brasileira de Geografia, 1945)