domingo, 13 de junho de 2021

LOCALIDADES RURAIS DE CONSELHEIRO LAFAIETE - PARTE 2

  Continuando a falar sobre as localidades rurais de Conselheiro Lafaiete,hoje sera sobre a região de São Gonçalo do Brandão que localiza na região oeste do nosso município. 

  SÃO GONÇALO DO BRANDÃO

  O Povoado que teve suas origens,no Século XVIII,por volta de 1720,quando os portugueses Manoel Pereira Brandão e Bernardo Martins Pereira,se fixaram nessas terras,onde fundaram suas fazendas. 

   A Capela primitiva de São Gonçalo ainda existente dentro do Cemitério,foi construída no Século XVIII,e em 1726 Manoel Pereira Brandão conseguiu provisão para a construção dessa capela,e ele mandou construir. O padroeiro sendo São Gonçalo,depois o local passou a chamar São Gonçalo do Camapuã e depois foi modificado para o nome do qual hoje conhecemos.

 No final do Século XIX,por volta de 1896 São Gonçalo passou a ficar nas miras de diversas mineradoras que queriam explorar a região em busca do minério manganês,e sendo anos depois vieram as companhias Belgas,a A.Thum e até a Santa Mathilde para explorar o local,sendo que a partir dos anos de 1930 começou a entrar em decadência a mineração nessa região. E na região tinha linhas férreas também,e anos depois desativadas,por volta da década de 1950.

 O Jornal Correio da Semana edição 1303 de 2 de março de 1944 falou sobre São Gonçalo,e perguntava quando foi colocada a pedra fundamental da capela ? ;E que lá havia um missal de 1724 em latim,e havia uma pedra em sua sacristia com a data de 1807. O Cemitério era de cercado de arame farpado,e na casa do coveiro tinha as anotações dos enterros num saco que ficava pendurado. E também o local que teve a prosperidade da mineração e estava passando por uma decadência. E a capela estava passando por reformas a época.

  Talvez nessa época de 1944,em que o padre Antônio José Ferreira,teve a ideia de fazer a nova igreja de São Gonçalo. E assim ele o fez sem demolir a antiga,sendo uma moradora do local a nova igreja ficou pronta em 1953. Outra informação que tenho é que na frente da capela era parte da igreja também e que foi demolida e só restou a capela que conhecemos,e no local tem um cruzeiro.

  Hoje na entrada do povoado para quem vem da Barreira,tem uma bela fonte com oratório de Nossa Senhora Aparecida,e com uma placa de boas vindas a São Gonçalo do Brandão. 

 Existe uma proposta para o local ser distrito oficial,e caso fosse criado seria o segundo distrito de Lafaiete. 

foto:Antiga Capela de São Gonçalo dentro do Cemitério,27/8/2017 Arquivo pessoal

                  

foto:Igreja nova de São Gonçalo,10/6/2018  Arquivo Pessoal

 







fotos: Entrada do povoado,fonte do povoado (e autor da postagem),casas do povoado,Oratório ao lado da fonte e placa de indicação. 10/6/2018 Arquivo pessoal

 
 

  PAIVA

 É também uma antiga localidade na região de são Gonçalo. Não sei o porque do nome do local,isso deduz que seus primeiros moradores sejam da família Paiva. Localiza após sair do Bairro Santa Cruz e entrar a direita antes da Sub estação da Cemig,no Água Boa. E de lá tem a opção de ir a diversas fazendas ou ir para São Gonçalo.

 Por volta de 1896 o local também sondado para exploração de Minérios. Segundo documentos antigos sobre a Cidade de Queluz (atual Lafaiete) uma das áreas que foram mineradas pertenciam a família dos Valerianos e Paivas. 

 

foto:Região do Paiva,10/6/2018 Arquivo Pessoal 

                            

foto:Lagoa do Paiva,09/05/2021 Arquivo Pessoal

SABINO

 Embora creio que não falam mais esse nome,que deveria ser por causa dos primeiros moradores serem dessa família. Hoje uma região praticamente desabitada.

 O local é citado no mapa antigo de Queluz de 1927,e lá tinha exploração de minérios. segundo informações que tenho esse local ou a região dele é onde hoje é o Sitio Beira Rio (caminho para Caeté,após a igreja),e a linha férrea passava lá perto.  

foto:Região de São Gonçalo,7/9/2018 Arquivo Pessoal


ÁGUA BOA

  Localizado após o bairro Santa Cruz. Na região fica a Sub Estação da Cemig.


 

foto:Sub Estação da Cemig na Água Boa, 09/05/2021 Arquivo Pessoal

 Fazendas

 Na Região de São Gonçalo existe diversas fazendas,entre as mais conhecidas estão a Roça grande (após a Igreja),a dos Coqueiros (antes de chegar ao povoado) e Pedra do Urubu (no caminho para Maracujá ou Caeté) e Boa Vista (também nessa região). 

 foto:Placa de indicação ,10/6/2018 Arquivo Pessoal


 Mapa antigo de Queluz de 1927

 O mapa citado mostra as antigas linhas,e eram explorados minérios em São Gonçalo,Paiva,Sabino e região do Pequery.

CONTINUA...

sábado, 12 de junho de 2021

LOCALIDADES RURAIS DE CONSELHEIRO LAFAIETE - PARTE 1

  Nesses dias vou falar sobre a Zona rural de Conselheiro Lafaiete,e será dividida em 8 partes. Hoje vou focalizar sobre a região da Localidade de Mato Dentro e algumas ao redor,localizadas na região oeste e Noroeste do Município.

 A zona rural de Lafaiete tem muito a nos mostra e histórias praticamente desconhecidas ou até esquecidas.


    MATO DENTRO

   Está localizada entre a Br 383 e São Gonçalo do Brandão. Sobre o nome do local existe duas versões,uma é que os escravos fugiram de fazendas da região e foram para o "mato a dentro". Já a segunda diz que os primeiros moradores foram portugueses que  vieram da cidade mineira de Conceição do Mato Dentro,isso no Século XVIII.

 O local já existia no Século XVIII,e em 1836 a Fazenda Mato Dentro pertencia a João Martins de Azevedo,segundo Manuscritos do Historiador Quincas de Almeida. E lá era pertencente a aplicação de Redondo (atual Alto Maranhão).

 Em Mato Dentro tem a Escola Municipal Esperedião Pereira,tem um antigo Cruzeiro e a Igreja de Nossa Senhora de Fátima que foi construída por volta de 1950.  

foto:Igreja Nossa Senhora de Fátima em 25/2/2020 Arquivo Pessoal 

 

foto:Cruzeiro do Mato Dentro 25/2/2020  Arquivo Pessoal


foto:Mato Dentro 27/8/2017 Arquivo Pessoal
 

  Fazenda Paraopeba

 Localizada a cerca de 3 km de Mato Dentro,é do Século XVIII. E está quase na divisa com o município de São Brás do Suaçuí.

 Segundo alguns historiadores (claro alguns discordam) essa fazenda é a mesma de nome covão,que foi propriedade do inconfidente Alvarenga Peixoto que a teria comprado em 1779.

 Outra anotação importante que tenho é que no livro "Romeu Guimarães de Albuquerque,de Queluz de Minas a Conselheiro Lafaiete" de Fúlvio Guimarães,na página 198 diz: " Fazenda Paraopeba do Redondo,Freguesia de Congonhas do Campo ,data 20 - 7 - 1759  código sc 125 página 70 V "  . E isso mostra que ela já existia em 1759.

 Em 2017 ela foi restaurada,e inaugurada em 28 de julho de 2017,hoje pertence a Prefeitura de Conselheiro Lafaiete. E segundo a placa que tem na fazenda diz que ela foi construída em 2 etapas a primeira no Século XVIII e a segunda no Século XIX a parte de cima. 

foto:Arquivo pessoal 27/8/2017


 Vila Domingos

 Localizada também no Mato Dentro,foi reconhecida como uma comunidade Quilombola em 31 de outubro de 2018  (fica entre Mato Dentro e Caeté). 

foto:Arquivo Pessoal 27/8/2017

  CAETÉ

  Localizada entre Mato Dentro e São Gonçalo,é um pequeno povoado com algumas casas e fazendas.

  Seu nome pode ser ligado a nome indígena que vem do tupi Ka á (Mata) e eté (verdadeiro),significa "mata verdadeira " ou "mata virgem". Ou também pode ser que os primeiros moradores vieram da cidade mineira de Caeté para esse local. 

 Em Caeté tem um cruzeiro antigo a beira da estrada.

foto:Arquivo Pessoal 27/8/2017

 TRÊS BARRAS

  O Nome é por causa da Fazenda Três Barras que existe na região. O nome deve ser porque a Fazenda se localiza entre três estradas (uma vem de Três Barras (da br 040) ,a do lado esquerdo vem do Caramonha e ao lado direito vem da Barreira). No Século XIX a mesma fazenda pertencia a Francisco José Pereira Zebral. 

  

foto:fazenda Três Barras,3/6/2018  Arquivo Pessoal

 No inicio do Século XX existia uma linha férrea (inaugurada em 22/3/1899) que ia até a mina do Pequery (de cima) que saia do Gagé ,passava pelo local,no mapa antigo de 1927 de Queluz mostra tudo isso. Foi desativada anos depois,por volta da década de 1950 ou antes. 

 A Igreja de São José foi inaugurada em  1° de maio de 2012. 

foto:Igreja São José  3/6/2018  Arquivo Pessoal
 

 PEQUERI DE CIMA

  Localizada após Três Barras,e entre Mato Dentro. Seu nome é por causa do Rio Pequeri que passa na região,o nome quer dizer: Rio dos Peixes. O local já existia no Século XIX e em 1896 era visada por mineradores a procura do Manganês. E depois a linha férrea ia até o local,como falei acima já desativada.

 O Geólogo americano Orvile Derby (1851-1915) esteve em 1901 e 1908 na região do Pequery,sendo na última vez relata que descobriu um minério de cor preta e granulação fina que é comercializável.

 Na região vemos a beleza do Rio Pequeri e também da mina desativada que hoje é um enorme lago com seus barrancos.  

 Muitos confundem a localidade Pequeri de Cima (pertence Lafaiete) com o Pequeri (Congonhas,aquele ao lado da Br 383). 


fotos:Rio Pequeri  16/6/2018  Arquivo Pessoal

foto:Antiga Mina do Pequeri 16/6/2018  Arquivo Pessoal
 

foto:Lagoa do Pequeri,antiga Mina,em 2020  Arquivo Pessoal

 ALTO DO CARAMONHA

   Localizada entre a região da Barreira e Três Barras. Num mapa antigo de 1927,cita o nome do local. Dizem os antigos que um dos donos da fazenda no passado era o senhor João Caramonha.

foto:região do Caramonha,3/6/2018 Arquivo Pessoal

 

CONTINUA...

terça-feira, 1 de junho de 2021

PEDREIRA DE PADRE MACHADO

  Hoje vou falar sobre uma pedreira de formação natural localizada na localidade de Capela de Padre Machado,zona rural de Conselheiro Lafaiete. Cerca de 7 km de Rancho Novo e cerca de 13 km do Centro de Lafaiete.

   Eu não tenho muitas informações sobre essa pedreira,mas ela é extensa na parte horizontal,e ao seu redor é possível ver blocos grandes de pedras que foram cortados por ferramentas,e na estrada perto da pedreira também nota se alguns blocos grandes e pesados. Desse local também vê ao fundo Conselheiro Lafaiete e do  outro lado a serra de Ouro Branco,e seguindo em frente sentido Itaverava entra numa mata fechada e tem opções de ir a Monsenhor Isidoro e Vargem Alegre,ambas localidades de Itaverava. Sobre o local acredito ser de propriedade particular.

 O autor desse blog,só ficou sabendo da sua existência numa caminhada que fiz em 30/5/2021,na região da Capela de Padre Machado. 

 Fotos 


            Pedras naturais e algumas cortadas

            foto:Autor do blog em 30/5/2021


             


    Autor do blog e as pedreiras ao fundo

   foto:autor do blog 30/5/2021

  


  Conselheiro Lafaiete ao fundo e blocos de pedra ao lado

  Foto:Arquivo Pessoal (foto do autor do blog ,de 27/10/2019).

quinta-feira, 20 de maio de 2021

QUELUZ E A GUERRA DO PARAGUAI

  Hoje vou lembrar sobre os 25 voluntários de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete) que foram para a Guerra do Paraguai,isso em maio de 1865 (Há 156 anos). Infelizmente não tenho os nomes dos Queluzianos  que foram para a batalha no Paraguai.

 

                         foto:Imagens da internet

   No livro "O Município de Conselheiro Lafaiete" (História e Evolução Política) do Professor José Martins Sobrinho,ano de 1985,da página 15 e 16 assim diz:

  "  Queluz e a Maior Guerra Latino- Americana

 Waldemar de Almeida Barbosa,em o "Dicionário Histórico e Geográfico" ,conta o seguinte: " Na Campanha contra o ditador Lopes,25 voluntários da Vila de Queluz integraram a 1° Brigada Mineira,que partiram de Ouro Preto,em maio de 1865,com destino a Uberaba,descansaram em Queluz por cinco dias. Pois Bem,uma comissão da Vila tratou de alimentar fartamente os heróis voluntários,durante cinco dias,o terminantemente se recusou a receber qualquer pagamento pelas despesas.  "

  Guerra do Paraguai 1864 -1870

 A Guerra do Paraguai  durou quase 6 anos entre 27 de dezembro de 1864 a 8 de abril de 1870 ,foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América Latina. Que teve cerca de 440 mil vítimas.

  Fonte:Wikpédia

sexta-feira, 14 de maio de 2021

MUNICÍPIO DE QUELUZ EM 1870

  Hoje vou falar sobre o Município de Queluz,atual Conselheiro Lafaiete,de como era sua estrutura política em 1870,que na época ainda tinha muitos distritos e que hoje a maioria deles se tornaram cidades.

 

Matriz Nossa Senhora da Conceição por volta de 1900                                        foto:site QueluzdeMinas (reprodução)

  O Almanaque da Província de Minas Gerais - de Assis Martins de 1870 diz:

  Município de Queluz

" Compõe se de 8 freguezias que compreendem 13 distritos. Sua maior indústria é agrícola,que divide-se no cultivo de gêneros alimentícios,no de cana de açúcar e na criação de gado vacum,cavalar,muar,lanigero e suíno,que prospera na freguezia de Brumado de Suassuí e Santo Amaro. Também se cultiva algodão para consumo do município. Fabrica-se aguardente e tecidos de algodão e lã para colchas,cobertores de papa,lenços que imitam os alcobaças;meias,casimiras e violas. A cultura de café e de abelhas produz o preciso para o consumo. A casa da Câmara na atualidade serve exclusivamente para prisão e está em péssimo estado,tanto que aquela corporação celebra suas sessões em um pequeno prédio particular.

 A matriz porém,está conservada e paramentada,graças aos ilustres,comendador Joaquim Lourenço Baêta Neves e Daniel Lourenço Baêta Neves,que não pouparam sacrifícios nem economizaram suas bolsas para bem fazer a este município. " 

Fonte: Livro "Romeu Guimarães de Albuquerque e Queluz de Minas,de Fúlvio de Almeida Guimarães,edição de 2010,página 222.  

quinta-feira, 13 de maio de 2021

MUNICÍPIO DE QUELUZ EM 1865

  Hoje vou falar sobre o Município de Queluz,atual Conselheiro Lafaiete,de como era sua estrutura política em 1865,que na época ainda tinha muitos distritos e que hoje a maioria deles se tornaram cidades.

Matriz Nossa Senhora da Conceição em 1881                                              foto:Museu e Arquivo Antônio Perdigão


 

  Segundo o Almanaque da Província de Minas Gerais - Assis Martins - 1865 diz:

   Município de Queluz

 "Este Município tem 320 fazendas de cultura,91 de criar,4 lavras de ouro,muitos engenhos de cana e casas de negócio. Tece-se e exporta-se grande quantidade de colchas de lã,algodão,panos riscados e cobertos de papa (tão bons como os que nos manda o estrangeiro) além disso,prosperam as fábricas de cera. A sua cultura,entretanto não tem tido melhoramento algum. Cerca de 60 pontes dão trânsito aos passageiros;destas algumas necessitam de concerto.

 Compõe-se o município de 8 freguesias e 13 distritos de paz.

  Freguesia e Distrito de Queluz - Tem 201 casas,algumas de 2 andares,pela maior parte de madeira de boa qualidade,e muitas de sofrível perspectiva. Em seu território existem 30 fazendas de cultura e 5 de criar;produzem as primeiras:milho,feijão,arroz,mandioca,batatas,carás e cana em maior quantidade,e as segundas: gado vacum e suíno (só para o consumo),o murar e o cavalar dos quais há alguma exportação;destes as raças tem sido melhoradas. 

 Além dessa povoação existem: o distrito de Santana dos Morro do Chapéu,criado por decreto de 14 de julho de 1832 e os pequenos arraiais de Passagem e Alto da Varginha.

 Necessita a Matriz de muitos consertos,orçados em 2.912$000.

 Sua fábrica no ano passado deixou um saldo de 80 mil réis. Não tem,porém,patrimônio algum ou bens rendosos,exceção da alfaias e alguma prata obrada.

 A capela de Santana do Morro do Chapéu necessita de novo capeamento,reparos no teto,etc...

  Câmara Municipal 

 José Joaquim de Oliveira Pena,Dr.José Francisco Neto,Cel. Antônio Rodrigues Pereira,Revm° Francisco Ferreira da Fonseca,Tte. Cel. Francisco Nemésio Nery de Pádua,Tte. Cel. Antônio Rafael Martins de Freitas,José Francisco Teixeira Pena

 Secretário - Jacinto José de Siqueira

 Juiz de Paz - Alfares José Ferreira de Faria

 Jm. Lourenço Baêta Neves Júnior

 Alferes José Antônio Dias Ministério

 Dr. Francisco José Pereira Zebral

 Advogado - Aniceto Pinto de Barros 

  (...)

 Negociantes e fazendeiros:

 Antônio Alves Bebiano,Francisco Coelho de Albuquerque (2° do mesmo nome),José Albino de Almeida Cirino,Dr.Zebral e Vidigal,Antônio Dias Faria JR, Antônio Soares Terra, Francisco Teixeira de Siqueira,João Albino de Almeida,José Ignácio Gomes Carneiro,Antônio Mendes de Souza,Cândido Virgílio Vaz de Lima,Daniel Lourenço Baêta Neves, Eloy Evangelista Vaz de Lima,Francisca Maria de Jesus,Francisco Lopes de Faria,João Nogueira Coelho,Joaquim Lourenço Baêta Neves,José Nogueira Coelho,José Vicente de Almeida e Remígio Antunes de Siqueira.

  Não somente Queluz,mas vários municípios mineiros,não eram providos de juiz de Direito,promotor de justiça e oficial de justiça em 1865. "

Fonte: Livro Romeu Guimarães de Albuquerque e Queluz de Minas,de Fúlvio de Almeida Guimarães (1916-2014),edição de 2010.  Páginas 217 a 221. 

  

quinta-feira, 6 de maio de 2021

JORNAL CARAVELAS

 Hoje vou lembrar sobre o Jornal "Caravelas" que era o Informativo da ACLCL (Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette),aqui de Conselheiro Lafaiete.

  Sua primeira circulação aconteceu há 20 anos,e sua primeira edição zero (0) de maio /junho de 2001. Curiosamente existiu a edição zero,lembrando a expressão marco zero que é as origens. 

 Primeira edição do Jornal Caravelas de maio de 2001         foto:Arquivo Pessoal


   O JORNAL

 Esse Jornal circulou por algum tempo,eu não sei como era a forma de distribuição,se ele era gratuito ou só para quem era Acadêmico. A primeira edição teve 12 páginas,algumas 8 (maioria) e aqueles de duas edições em uma (como foi a 7 e 8) chegaram a ter 20 paginas,e alguns até 16 páginas.

 O Nome é alusivo as Caravelas de Pedro Alvares Cabral que chegou ao Brasil em 1500,e sendo assim foi o descobrimento oficial do Brasil (reconhecido por Portugal). Em 2000 foi até comemorado os 500 anos do descobrimento.

 Só tive conhecimento do jornal,graças a saudosa historiadora Avelina Maria Noronha de Almeida (1934-2021),que me mostrou esses jornais em sua casa e até me presenteou com alguns. Sendo que o primeiro que tenho é a edição 0  de maio/junho de 2001 e o último que tenho (não sei se foi o último geral) é a edição 18 a 19 (Julho a dezembro de 2005). 

 No Geral ele era bimestral,e também trazia informações diversas,textos interessantes escritos por acadêmicos ou diversas pessoas da cidade assuntos históricos e até genealógicos,além de concursos literários,falecimento de algum acadêmico e demais assuntos. Desconheço também por qual motivo o jornal parou de circular.

  Edições que o autor desse texto tem:

0 (zero) -Mai/jun 2001  (Ano I)

1 -  Julho /agosto 2001

 3 -Novembro/dezembro 2001

4 - Janeiro/fevereiro/março 2002

5 - Abril/maio/junho 2002 (Ano II)

6 - Julho/agosto/setembro 2002

7 e 8  - Outubro 2002 a março 2003 (Ano II)

18 e 19 - Julho a dezembro de 2005  (Ano V)