sábado, 6 de abril de 2019

MAIOR VITRAL DE COROA DE ESPINHOS DO MUNDO

MAIOR VITRAL DE COROA DE ESPINHOS DO MUNDO

 


No último dia 4 de abril,o Facebook oficial da Basílica do Sagrado Coração de Jesus de Conselheiro Lafaiete,divulgou uma informação a qual eu desconhecia. Foi divulgado que o maior vitral de coroa de espinho do mundo é o da Basílica do Sagrado Coração de Jesus de Lafaiete.
  Está obra foi planejada e desenhada pelo ex-pároco Monsenhor Hermenegildo Adami de Carvalho(1920-1994). veja abaixo:




  O Vitral completo é composto por 16 quadros,e cada um medindo 2 metros de altura e 5 metros de largura,que,juntos,totalizam incríveis 80 metros,formando assim,o maior vitral de coroas de espinhos completo do mundo.
 Como foi dito a obra foi pensada por Mons. Hermenegildo,que de forma ao entrar na igreja,você se sente "coroado de espinhos" assim como foi coroado Jesus Cristo.
 O Vitral contorna a Basílica. 

 Nessas fotos vemos os desenhos da coroa de espinhos.



Fotos: Facebook da Basílica Sagrado Coração de Jesus

quarta-feira, 6 de março de 2019

ALMANAQUE LAEMMERT E QUELUZ PARTE 2 / FINAL

ALMANAQUE LAEMMERT E QUELUZ PARTE 2 / FINAL

  Concluindo o assunto que fala do Almanaque Laemmert referindo a Queluz,atual Conselheiro Lafaiete. Na edição de 1921 diz também:

 " culturas;  Cana de assucar,cereaes e fumo
    indústria: extração de manganez
    mineraes:  manganez,ferro e ouro
    viação: E.F.C.B com as estações de Cristiano Otoni,Buarque de Macedo,
Lafayette,Gagé e Dr.Joaquim Murtinho e E.F do Morro da Mina,Queluz de Minas e de Gonçalves Ramos.
  população: 39.000 habitantes
  QUELUZ - cidade,sede da comarca e do município,situada junto ao rio Bananeiras,a 20° 42' de lat. S. e 1° 9' de long. W. do Rio de Janeiro e a 954 m. de altitude. No principio do século passado,um certo numero de aventureiros,que mineravam na Serra de Ouro Branco,juntaram se com os índios da aldeia  Carijós e erigiram uma igreja a N.S. da Conceição,a qual foi creada parochia em 1709;edificaram-se depois,mais duas sob invocação de Santo Antonio,no alto do morro de mesmo nome,de N.S. Carmo. Freguesia por ordem régia de 1752. Em 19 de setembro de 1790 o governador Luiz Antonio Furtado de Mendonça,Visconde de Barbacena,elevou-a à categoria de vila,sob a denominação de "Real Villa de Queluz" em homenagem ao palácio Real de Queluz,ficando assim desmembrado ao termo da de São José a que pertencia o referido arraial,sendo elevada à actual categoria pela lei n ° 1277,de 2 de janeiro de 1866. A Igreja Matriz onde se achavam homisiadas as forças legalistas durante a revolução de 1842,foi alvo das balas inimigas por servir de forte ao mesmos. A cidade apresenta agradavél aspecto,e tem excellente clima. É servida pela estação Lafayette,da E.F.C. do B,inaugurada em 15 de dezembro de 1883. Dista 142 k. de Belo Horizonte e 463 K. do Rio de Janeiro. 15.000 habitantes.  "

 NOTAS: A estação foi inaugurada dia 12 de dezembro,e não dia 15 como foi dito no anuário. E como na época não existia a Br 040 era maior a kilometragem de Lafaiete a BH ou Rio de Janeiro.

 O Almanaque de 1921 citou Queluz também referindo se ao nome de alguns fazendeiros,políticos,agricultores e lavradores e entre outros. E citou que imprensa da época era Jornais Correio da Semana e Flamulla;Hospital Santa Casa de São José (atual Hospital Queluz);Cemitério do Cruzeiro (na verdade é o Nossa Senhora da Conceição,nunca chamou Cruzeiro).
 Já na parte religiosa citada a época Vigários: Padre Américo Adolpho Taitson (só que o anuaŕio escreveu Antonio,foi um erro do anuário),Padre José Pedro Gurgel,Padre Izidoro Horta,Padre José Antônio Henrique e Padre Theodoro Carolino.
 E Igrejas e Capelas da época eram: Matriz de Queluz,S. Sebastião,N.S. Candeias,N.S. do Carmo,Santo Antônio e Piedade. (Carmo e Piedade já foram demolidas)
 O anuário citou outros detalhes também,e deu 4 folhas ao todo sobre Queluz.

terça-feira, 5 de março de 2019

ALMANAQUE LAEMMERT E QUELUZ PARTE 1

ALMANAQUE LAEMMERT E QUELUZ   PARTE 1

  Vou falar sobre o Almanaque Laemmert em duas partes.
  Esse anuário foi o primeiro ou um dos primeiros almanaques do Brasil,e foi editado no Rio de Janeiro em 1844 pelos irmãos Eduard e Heinrich Laemmert,e esse livro trazia diversas coisas do Brasil,e trazia o que havia nas cidades do país,seja na área administrativa,industrial,comercial,fazendas,religiosa e entre outras. E esse anuário circulou entre 1844 até 1940.
  E Conselheiro Lafaiete foi citada em algumas edições quando a cidade chamava Queluz. Como por exemplo na edição de 1911 fala até nos distritos da cidade e o nome de algumas pessoas que habitavam as localidades,eram nome de fazendeiros,políticos,juizes de paz,etc. Mas tem edições como por exemplo de 1938 e 1940 que Queluz (Lafaiete) nem é citada,e a de 1930 tem apenas uma parte e o que tá escrito foi o que veio editado lá de 1921.
  Para pesquisar isso basta ir no google e digitar Almanaque Laemmert que tem algumas edições no site da Biblioteca Nacional (Memória BN).

  Edição de 1921  (Ed 77 e 78) nas páginas 4309 a 4313 cita Queluz,e veja abaixo um trecho do que diz o almanaque:

 " QUELUZ  comarca de 2° entrância,de um só termo,creada pela lei n° 1807 de 15 de julho de 1872. 
   Município situado na região Centro-Leste,limita-se com os de Ouro Preto,Entre Rios,Barbacena,Alto do Rio Doce e Piranga.

 distritos: N.S. da Conceição de Queluz,Redondo,Sant'Ana do Morro do Chapéu,das Dores,Capela Nova,Itaverava,S.João do Carrapicho,Catas Altas de Noruega,S.Caetano do Paraopeba,Lamim,Santo Amaro,N.S. da Glória e Cristiano Otoni.

povoados: Passagem,Gagé,Buarque,Pequery,Casa Grande,Matozinhos,Ponte Alta,Cemitério,Rancho Novo,Barra, Alto da Varginha,Almeidas,Sacco,Lafayette, Moinhos,S.Gonçalo,Tiririca,Jequitibá,Moreiras,Pau Grande,Barbosas,Maias, Palmital,Veados,Itaquy,Providência,Sobrado,Quebra,Bernardo Correia,Campinho,Monjolos,Figueredo,Ribeirão e pegafogo. "

 NOTAS:
   Curiosamente os municípios limitrófes em 1921,hoje nenhum deles faz limite com Lafaiete,porque a cidade perdeu distritos.
  Quase todos os distritos viraram Município ou alguns hoje pertencem outro município.
  Muitos povoados citados pertencem a outros municípios,e se desmembraram de Queluz (Lafaiete).
  Na Parte 2 vou completar o que diz o Almanaque Laemmert sobre Queluz em 1921.

 Continua...

sábado, 2 de março de 2019

DADOS DEMOGRÁFICOS DA QUELUZ ANTIGA

DADOS DEMOGRÁFICOS DA QUELUZ ANTIGA

 Hoje vou lembrar alguns dados demográficos da antiga Queluz,atual Conselheiro Lafaiete,e são dados entre 1920 e 1939. Lembrando que Lafaiete perdeu alguns distritos que tornaram municípios anos depois,e por isso a uma diferença se comparar com dias atuais.

 O Censo Agropecuário de 1920,diz que havia no município 508 motores hidraúlicos,e que foram recenseados 610 estabelecimentos rurais,e em 3 beneficiavam arroz e fabricavam açucar em 195 e em 7 fabricavam manteiga.
  Já o Jornal de Queluz edição 98 de 28/1/1928 diz que a população total seria de 60.570 pessoas,e distribuídas nos seguintes distritos Queluz (sede) 19.802,Congonhas 4.274,Alto Maranhão 3.974,Santo Amaro (Queluzito) 3.110,Casa Grande 2.887,Morro do Chapéu (Santana dos Montes) 7.399,Catas Altas 5.553,Itaverava 6.300,Lamim 3.847 e Cristiano Otoni 3.430.
 O Jornal Correio da Semana de 19 de março de 1939,publicou esses dados abaixo. Dados relativos a Fevereiro de 1939.
     
    Distrito                        casamentos       nascimentos    obitos

   Cidade                             8                        53                  49
   Morro do Chapéu           4                        11                  6
   Itaverava                        4                        10                  7
   Catas Altas                     4                         7                   5
   Cristiano Otoni              2                          2                   3
   Santo Amaro                 5                          8                   2
   Alto Maranhão              3                          4                   2

   TOTAL                         30                        95                  74

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

NOTAS ANTIGAS DA MINERAÇÃO EM QUELUZ

NOTAS ANTIGAS DA MINERAÇÃO EM QUELUZ

  Eu lamento o ocorrido no último dia 25,na Barragem do Córrego de Feijão,no município de Brumadinho,quando a mesma se rompeu matando mais de 300 pessoas. Um fato curioso que quando foi criado a Villa Real de Queluz (atual Conselheiro Lafaiete) em 1790,o atual município de Brumadinho era parte do mesmo,e no século XIX ainda já foi desmembrado de Queluz.
 Hoje vou lembrar algumas notas antigas sobre a mineração na antiga Queluz de Minas (atual Conselheiro Lafaiete).

 No Livro "Subsídios para a História da Ex-Queluz de Minas" de José Damasceno Pinto,na página 69,diz:

  " ... O Minucioso "Anuário Histórico Geográfico de Minas Gerais ",de princípio do Século XX,diz que além do gado bovino,cavalar,cereais,aguardente e lacticínios,já inclui o Manganês,cuja produção em breve,aumentaria,constituindo uma das mais importantes. O barão de Eschwege que percorreu as regiões Queluzianas entre 1811 /1821 em suas observações e estudos,assinalou promissoras formações manganíferas em espessas camadas,mas,cuja exploração seria ainda procrastinada. Havia deficiência de transportes e só nos primórdios de presente século é que surgiu excepcional interesse por aquelas jazidas. Em 1899 uma empresa de capitais belgas adquiriu alguns terrenos para exploração do Manganês,em São Gonçalo,distrito Queluziano e em breve novos consórcios internacionais iniciariam a exploração das jazidas do Morro da Mina,uma das mais importantes do mundo,na época. "
 O Jornal Sentinella N° 2 de edição de 8/3/1908 faz um balanço da mineração do ano de 1907,que saia da Estação Lafayette. E veja o gráfico abaixo.

 Companhia                     Carros (Vagões)      Toneladas 

 Anonyme de Manganese ¹            6213                     62.130
 Morro da Mina                             4470                     44.470
 A. Thum                                        3961                     39.610
 G. Ramos                                      1879                     18.790
 Mineração do Brazil                    668                        6.680
 Queluz de Minas                          276                        2.760

 total                                           17467                     174.670


notas: ¹ era a Companhia Belga,em São Gonçalo do Brandão.

 E a Belga chegou a produzir mais minérios que o Morro da Mina.

 A. Thum explorava na atual Água Preta,hoje a CSN administra parte de alguns terrenos desse local,que não há mais atividade de mineração.

G. Ramos   Gonçalves Ramos que por volta de 1916 a Companhia Santa Matilde comprou e explorava minérios na região rural de Lafaiete e parte de Queluzito.

Não consegui descobrir onde a Queluz de Minas fazia seus serviços de mineração,mas suspeito que poderia ter sido ou em Pequeri de Cima ou no extinto local Sabino (região de São Gonçalo).

O Jornal Correio da Semana edição 106 de 25 de junho de 1916 diz:

 "O senhor Dr. Júlio V. Brandão,diretor gerente da Companhia Santa Matilde,que vem explorar as jazidas de Manganês do Paiva,Sabino,Colattino e Michaela,que foram propriedades da antiga Companhia Gonçalves Ramos. "

notas: Paiva e Sabino(região de S.Gonçalo - Lafaiete) e Colatino e Michaela hoje é área rural de Queluzito.)

Já numa notícia do Jornal Gazeta de Queluz de 2 de setembro de 1908 dizia que foram exportados desse município 78.300 toneladas no Morro da Mina; 62.530 da Belga (S.Gonçalo) e 41.740 A.Thum. 


E o anúncio do Jornal "O Processo" de 1° de outubro de 1972 N° 05 diz assim:
"Morro da Mina - Segunda Safra ? " .

Quem tiver interesse pode ler no arquivo do meu blog de Julho de 2018 Mineração em Queluz partes de 1 ao 3.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

VERSÕES SOBRE OS CARIJÓS

VERSÕES SOBRE OS CARIJÓS

 Hoje vou lembrar sobre o topônimo Carijós. Nome da atual Conselheiro Lafaiete,e vou falar a versão de alguns historiadores e pesquisadores



Monumento a Índia Carijó em Conselheiro Lafaiete
          foto:Imagens da internet (foto anterior a 2013)

 Topônimo (versões sobre o nome)

 Carijós vem do Tupy-guarani "Caraí-yoc",cara pálida,pele clara,nome dado a alguns descendentes ocasionais de acasalamento de índias com europeus. E era visto como o melhor gentio da costa porque foram receptivos à catequese do Catolicismo. ¹

Hoje em dia a palavra "Carijós" é definida para referir a galinhas malhadas nas cores preto e branco.. E também a palavra Carioca teria originado do Carijó,que é a junção da palavra tupi Kariîo (carijó) com a palavra tupi oka (casa),significa "Casa dos Carijós" que moravam em oca. ¹

  fonte: ¹ Folheto da Escola Municipal "Dr.Rui Pena" CAIC - 2012.

 Carijós de acordo com José Damasceno Pinto

 Segundo José Damasceno Pinto,no seu livro "Subsídios para a História da Ex-Queluz de Minas" ele diz na página 19,que o topônimo Carijós pode ter origem diferente. Decorra,talvez,de um espécime vegetal conhecido por Araribá-Amarela ,que alguns léxicos também chamam de "Centrolobum Robustum" e pertencente à família das leguminosas papilionáceas e encontrada nas matas do litoral do País como nas Minas Gerais. E Damasceno conclui que é possível que a madeira "carijós" fosse comum nas paragens queluzianas o que explica a permanência do nome.  E na opinião de Damasceno a madeira carijó foi usada no altar da Matriz da cidade.
 O escritor não acreditava na presença dos Carijós na cidade e até chamava de lenda tudo isso.Mas ele estava certo ao dizer que a atual Matriz de Nossa Senhora da Conceição não teria sido construída pelos índios,e isso é fato,porque começou após 1732.


 Carijós de acordo com Avelina Noronha

 No livro "Garimpando no Arquivo Jair Noronha" escrito por Avelina Maria Noronha de Almeida,dedicou alguns textos sobre os Carijós,entre as páginas 47 e 64.  E na página 50 do livro mostra um Dicionário Português de 1721 que cita o gentio Carijós,e diz assim:

" Carijôs Gentio do Brasil,ao longo do mar,pelo espaço de algumas quarenta legoas,do porto de Dom Rodrigo até Berbetibla,em terras baixas,e campinas de area. Não tem principal,cabeça que os governe..."

De acordo com Pe. Simão de Vasconcelos,os Carijós andavam carregados de muitas contas,pendentes muito compridos nas orelhas;nas pontas dellas humas meyas luas de pratas,ou de latão,do tamanho de huma pacata;as mesmas trazem nas testas.

Segundo Avelina Noronha,diz que Pe. Simão em 1668,informou que os Carijós acreditavam na imortalidade da alma e na outra vida e que,após a morte aqueles que o merecessem se "ajuntam a ter seu paraíso em certos vales,que eles chamam Campo Alegre (quais outros Elísios ) e que ali fazem grandes banquetes,cantos e danças. " Campos Elísio seria o paraíso pré-helênico,lugar envolvido por uma perpétua luz rosa,cheio de árvores e ventos suaves,onde os bons,após a morte,viviam em paz e perfeita felicidade.

 Campo Alegre dos Carijós

 Esse foi o primeiro nome da atual Conselheiro Lafaiete,e o arraial com esse nome já existia por volta de 1683,não sabemos desde quando tinha esse nome. Mas de acordo com o que falou Avelina faz sentido o nome Campo Alegre ter vindo da crenças dos Carijós,que quando chegou a nossa cidade se encantou pela beleza de matas,do Rio Bananeiras,entre outros.
  Uma notícia de 1683 falava num arraial de garimpeiros e índios os,que referia a nossa cidade.
 E segundo escritos inéditos de Pe. José Duarte,diziam que Carijós era o maior reduto de índios em Minas Gerais (isso por volta de 1674).

 De onde Vieram os Carijós ?

 Versões mais antigas diziam que os índios Carijós vieram do litoral da baixada Fluminense (estado do Rio de Janeiro) e subiram a Serra da mantiqueira,isso no Século XVII.
 Segundo Lúcio Costa,os Carijós pertencentes ao grupo Linguístico Tupi-Guarani,fugindo às hostilidades das tribos e do homem branco,transpôs as serras do mar,e subiram a Mantiqueira. Eram originários do norte do País,da Amazônia.
 Mas os Carijós na época do descobrimento do Brasil (antes de 1500) já habitavam o litoral Sul do Brasil,Vivam na região da Lagoa dos Patos no estado do Rio Grande do Sul em direção ao estado de Santa Catarina,e até em algumas cidades do estado de  São Paulo (como Cotia) e entre outras.
  Em Minas Gerais,Conselheiro Lafaiete foi a que teve mais habitantes dessa tribo,e estimam se que existiam cerca de 18.000 deles espalhados pela cidade em direção a Congonhas,segundo Lúcio.

 Definição dos Índios Carijós

 Segundo o historiador Lúcio Costa diz: "Os Carijós eram dóceis,inteligentes e amigos dos Cristãos".  E também dizia que as mulheres eram as mais belas da gentilidade.
 Segundo o Antropólogo Pe. José Vicente César (1927-1995) Esses Aborígenes já devem ter vindo catequizados,chegando ao fato de "Os Carijós" desde o início aceitaram o contato com os Europeus,assimilando o Cristianismo com muito entusiasmo e bons resultados de mútua integridade cultural.
 
Minha Opinião

 Eu acredito que os índios Carijós viveram em nosso território,mas acredito que eram espalhados,e sem duvida foram os primeiros habitantes. E pode até ser que os índios Carijós teria ajudado a construir a primeira capela de pau à pique (de acordo com Quincas de Almeida,que dizia que ela era por volta de 1690).
 Na praça Tiradentes em Lafaiete ao centro dela tem um monumento em homenagem aos Índios Carijós,que chegou a nossa terra fugindo da opressão do homem,que queria escravizar os indígenas.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

MATRIZ DE CARIJÓS SEGUNDO CON. TRINDADE

MATRIZ DE CARIJÓS SEGUNDO CON. TRINDADE


 No livro Instituições de Igrejas do Bispado de Mariana,escrito pelo Cônego Raimundo Trindade (1883-1962),lançado em 1945 (Ministério de Educação e Saúde - Rio de Janeiro).
 Cita algumas passagens com nome Carijós,atual cidade de Conselheiro Lafaiete.

                         
                         Matriz em 1881
                         foto:Museu e Arquivo Antônio Perdigão

 Página 81 diz:

 "99- Carijós "Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós. Num antigo relatório paroquial se diz que está paróquia foi instituída canonicamente em 1709. O alvará de 16 de janeiro de 1752 elevou-a à categoria de Colativa. 
Vigários Colados:Simão Caetano de Morais Barreto,que desistiu do canonicato na Sé de Mariana e foi apresentado por C.R de 3 de fevereiro de 1752,colando se no mesmo ano a 28 de agosto ; Antônio José de Abreu,por C.R de 11 de dezembro de 1781,colado a 2 de agosto de 1782; Fortunato Gomes Carneiro,apresentado por C.R de ? de setembro de 1788,colado a 30 de novembro de 1789 ; Cândido Tadeu Pereira Brandão,apresentado por C.I de 21 de junho de 1824,colado no mesmo ano de 17 de agosto; Domiciano Teixeira Campos,apresentado ṕor C.I de 18 de janeiro de 1853,colado a 2 de março do mesmo ano; José Vieira de Souza Barros,apresentado por C.I de 28 de novembro de 1866,colado a 19 de março de 1867,transferido para Carangola em 1871."

Página 82 diz:

  "Carijós foi elevada a Vila com o nome de Vila Real de Queluz a 19 de setembro de 1790. Hoje,Conselheiro Lafaiete.
 Do provimento de visita de Dom Frei José em 1824,população - 6190 almas;capelas curadas - Dores - Glória ,cujo templo he famoso com três altares de talha dourada ; Santana ,Santo Amaro e São Caetano,que está interditada.
 Clero - O vigário Cândido Tadeu e o Padre Manuel de Souza Lima,Capelão de Santana ( do Morro do Chapéu). "

Página 100  diz :    138 - Conselheiro Lafaiete   vide Carijós
Página 244  diz :    410 - Queluz                         vide  Carijós

página  350  diz :

7 - Ouro Branco - Capela da Passagem   1500 habitantes  "

 (atualmente é a Passagem de Gagé,com título de Nossa Senhora da Conceição do Século XVIII,hoje pertence a Lafaiete,na época era Ouro Branco)

página 355 diz:

" 2 - N.S. da Conceição de Queluz  ereta em 1709;filiais: Carmo,Santo Antônio,Sant' ana ,Senhora da Glória e Santo Amaro.  "

(Carmo (dentro da cidade e não existe mais),Santo Antônio (dentro da cidade),e as outras hoje são matrizes de outras cidades)

página 128 diz:

266  Lafaiete - Capela filial,urbana,de Queluz,elevada a curato por provisão de 27 de outubro de 1921 e a freguesia (paróquia)  por decreto episcopal de 15 de abril de 1941.  (referente a Igreja de São Sebastião do bairro de mesmo nome em Conselheiro Lafaiete,que na época chamava bairro Lafayette).


NOTAS.

Colativa- Que pode possuir bens e investiduras e vigários (párocos) fixos.
C.R  Carta Régia
C.I  Carta Imperial
Curato ( capela Curada)  Quase Paróquia ou tinha grande números de fiéis.

Muitas das informações que o Cônego Trindade falou foram retirados do Antigo Relatório Paroquial escrito pelo Vigário antigo da Matriz Padre Cândido Tadeu Pereira Brandão num relatório assinado por Cândido em 26 de setembro de 1829.
 E repito o que disse em artigos anteriores,a provisão que criou a Paróquia em 1709 é um documento que ainda não foi encontrado por nenhum historiador,e não sei se existe esperança de encontra-ló. Já a provisão da atual matriz,é de 17 de outubro de 1731 e o documento foi encontrado pelo saudoso historiador Alex Milagre (1971-2009) na Cúria do Rio de Janeiro.