quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

VERSÕES SOBRE OS CARIJÓS

VERSÕES SOBRE OS CARIJÓS

 Hoje vou lembrar sobre o topônimo Carijós. Nome da atual Conselheiro Lafaiete,e vou falar a versão de alguns historiadores e pesquisadores



Monumento a Índia Carijó em Conselheiro Lafaiete
          foto:Imagens da internet (foto anterior a 2013)

 Topônimo (versões sobre o nome)

 Carijós vem do Tupy-guarani "Caraí-yoc",cara pálida,pele clara,nome dado a alguns descendentes ocasionais de acasalamento de índias com europeus. E era visto como o melhor gentio da costa porque foram receptivos à catequese do Catolicismo. ¹

Hoje em dia a palavra "Carijós" é definida para referir a galinhas malhadas nas cores preto e branco.. E também a palavra Carioca teria originado do Carijó,que é a junção da palavra tupi Kariîo (carijó) com a palavra tupi oka (casa),significa "Casa dos Carijós" que moravam em oca. ¹

  fonte: ¹ Folheto da Escola Municipal "Dr.Rui Pena" CAIC - 2012.

 Carijós de acordo com José Damasceno Pinto

 Segundo José Damasceno Pinto,no seu livro "Subsídios para a História da Ex-Queluz de Minas" ele diz na página 19,que o topônimo Carijós pode ter origem diferente. Decorra,talvez,de um espécime vegetal conhecido por Araribá-Amarela ,que alguns léxicos também chamam de "Centrolobum Robustum" e pertencente à família das leguminosas papilionáceas e encontrada nas matas do litoral do País como nas Minas Gerais. E Damasceno conclui que é possível que a madeira "carijós" fosse comum nas paragens queluzianas o que explica a permanência do nome.  E na opinião de Damasceno a madeira carijó foi usada no altar da Matriz da cidade.
 O escritor não acreditava na presença dos Carijós na cidade e até chamava de lenda tudo isso.Mas ele estava certo ao dizer que a atual Matriz de Nossa Senhora da Conceição não teria sido construída pelos índios,e isso é fato,porque começou após 1732.


 Carijós de acordo com Avelina Noronha

 No livro "Garimpando no Arquivo Jair Noronha" escrito por Avelina Maria Noronha de Almeida,dedicou alguns textos sobre os Carijós,entre as páginas 47 e 64.  E na página 50 do livro mostra um Dicionário Português de 1721 que cita o gentio Carijós,e diz assim:

" Carijôs Gentio do Brasil,ao longo do mar,pelo espaço de algumas quarenta legoas,do porto de Dom Rodrigo até Berbetibla,em terras baixas,e campinas de area. Não tem principal,cabeça que os governe..."

De acordo com Pe. Simão de Vasconcelos,os Carijós andavam carregados de muitas contas,pendentes muito compridos nas orelhas;nas pontas dellas humas meyas luas de pratas,ou de latão,do tamanho de huma pacata;as mesmas trazem nas testas.

Segundo Avelina Noronha,diz que Pe. Simão em 1668,informou que os Carijós acreditavam na imortalidade da alma e na outra vida e que,após a morte aqueles que o merecessem se "ajuntam a ter seu paraíso em certos vales,que eles chamam Campo Alegre (quais outros Elísios ) e que ali fazem grandes banquetes,cantos e danças. " Campos Elísio seria o paraíso pré-helênico,lugar envolvido por uma perpétua luz rosa,cheio de árvores e ventos suaves,onde os bons,após a morte,viviam em paz e perfeita felicidade.

 Campo Alegre dos Carijós

 Esse foi o primeiro nome da atual Conselheiro Lafaiete,e o arraial com esse nome já existia por volta de 1683,não sabemos desde quando tinha esse nome. Mas de acordo com o que falou Avelina faz sentido o nome Campo Alegre ter vindo da crenças dos Carijós,que quando chegou a nossa cidade se encantou pela beleza de matas,do Rio Bananeiras,entre outros.
  Uma notícia de 1683 falava num arraial de garimpeiros e índios os,que referia a nossa cidade.
 E segundo escritos inéditos de Pe. José Duarte,diziam que Carijós era o maior reduto de índios em Minas Gerais (isso por volta de 1674).

 De onde Vieram os Carijós ?

 Versões mais antigas diziam que os índios Carijós vieram do litoral da baixada Fluminense (estado do Rio de Janeiro) e subiram a Serra da mantiqueira,isso no Século XVII.
 Segundo Lúcio Costa,os Carijós pertencentes ao grupo Linguístico Tupi-Guarani,fugindo às hostilidades das tribos e do homem branco,transpôs as serras do mar,e subiram a Mantiqueira. Eram originários do norte do País,da Amazônia.
 Mas os Carijós na época do descobrimento do Brasil (antes de 1500) já habitavam o litoral Sul do Brasil,Vivam na região da Lagoa dos Patos no estado do Rio Grande do Sul em direção ao estado de Santa Catarina,e até em algumas cidades do estado de  São Paulo (como Cotia) e entre outras.
  Em Minas Gerais,Conselheiro Lafaiete foi a que teve mais habitantes dessa tribo,e estimam se que existiam cerca de 18.000 deles espalhados pela cidade em direção a Congonhas,segundo Lúcio.

 Definição dos Índios Carijós

 Segundo o historiador Lúcio Costa diz: "Os Carijós eram dóceis,inteligentes e amigos dos Cristãos".  E também dizia que as mulheres eram as mais belas da gentilidade.
 Segundo o Antropólogo Pe. José Vicente César (1927-1995) Esses Aborígenes já devem ter vindo catequizados,chegando ao fato de "Os Carijós" desde o início aceitaram o contato com os Europeus,assimilando o Cristianismo com muito entusiasmo e bons resultados de mútua integridade cultural.
 
Minha Opinião

 Eu acredito que os índios Carijós viveram em nosso território,mas acredito que eram espalhados,e sem duvida foram os primeiros habitantes. E pode até ser que os índios Carijós teria ajudado a construir a primeira capela de pau à pique (de acordo com Quincas de Almeida,que dizia que ela era por volta de 1690).
 Na praça Tiradentes em Lafaiete ao centro dela tem um monumento em homenagem aos Índios Carijós,que chegou a nossa terra fugindo da opressão do homem,que queria escravizar os indígenas.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

MATRIZ DE CARIJÓS SEGUNDO CON. TRINDADE

MATRIZ DE CARIJÓS SEGUNDO CON. TRINDADE


 No livro Instituições de Igrejas do Bispado de Mariana,escrito pelo Cônego Raimundo Trindade (1883-1962),lançado em 1945 (Ministério de Educação e Saúde - Rio de Janeiro).
 Cita algumas passagens com nome Carijós,atual cidade de Conselheiro Lafaiete.

                         
                         Matriz em 1881
                         foto:Museu e Arquivo Antônio Perdigão

 Página 81 diz:

 "99- Carijós "Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós. Num antigo relatório paroquial se diz que está paróquia foi instituída canonicamente em 1709. O alvará de 16 de janeiro de 1752 elevou-a à categoria de Colativa. 
Vigários Colados:Simão Caetano de Morais Barreto,que desistiu do canonicato na Sé de Mariana e foi apresentado por C.R de 3 de fevereiro de 1752,colando se no mesmo ano a 28 de agosto ; Antônio José de Abreu,por C.R de 11 de dezembro de 1781,colado a 2 de agosto de 1782; Fortunato Gomes Carneiro,apresentado por C.R de ? de setembro de 1788,colado a 30 de novembro de 1789 ; Cândido Tadeu Pereira Brandão,apresentado por C.I de 21 de junho de 1824,colado no mesmo ano de 17 de agosto; Domiciano Teixeira Campos,apresentado ṕor C.I de 18 de janeiro de 1853,colado a 2 de março do mesmo ano; José Vieira de Souza Barros,apresentado por C.I de 28 de novembro de 1866,colado a 19 de março de 1867,transferido para Carangola em 1871."

Página 82 diz:

  "Carijós foi elevada a Vila com o nome de Vila Real de Queluz a 19 de setembro de 1790. Hoje,Conselheiro Lafaiete.
 Do provimento de visita de Dom Frei José em 1824,população - 6190 almas;capelas curadas - Dores - Glória ,cujo templo he famoso com três altares de talha dourada ; Santana ,Santo Amaro e São Caetano,que está interditada.
 Clero - O vigário Cândido Tadeu e o Padre Manuel de Souza Lima,Capelão de Santana ( do Morro do Chapéu). "

Página 100  diz :    138 - Conselheiro Lafaiete   vide Carijós
Página 244  diz :    410 - Queluz                         vide  Carijós

página  350  diz :

7 - Ouro Branco - Capela da Passagem   1500 habitantes  "

 (atualmente é a Passagem de Gagé,com título de Nossa Senhora da Conceição do Século XVIII,hoje pertence a Lafaiete,na época era Ouro Branco)

página 355 diz:

" 2 - N.S. da Conceição de Queluz  ereta em 1709;filiais: Carmo,Santo Antônio,Sant' ana ,Senhora da Glória e Santo Amaro.  "

(Carmo (dentro da cidade e não existe mais),Santo Antônio (dentro da cidade),e as outras hoje são matrizes de outras cidades)

página 128 diz:

266  Lafaiete - Capela filial,urbana,de Queluz,elevada a curato por provisão de 27 de outubro de 1921 e a freguesia (paróquia)  por decreto episcopal de 15 de abril de 1941.  (referente a Igreja de São Sebastião do bairro de mesmo nome em Conselheiro Lafaiete,que na época chamava bairro Lafayette).


NOTAS.

Colativa- Que pode possuir bens e investiduras e vigários (párocos) fixos.
C.R  Carta Régia
C.I  Carta Imperial
Curato ( capela Curada)  Quase Paróquia ou tinha grande números de fiéis.

Muitas das informações que o Cônego Trindade falou foram retirados do Antigo Relatório Paroquial escrito pelo Vigário antigo da Matriz Padre Cândido Tadeu Pereira Brandão num relatório assinado por Cândido em 26 de setembro de 1829.
 E repito o que disse em artigos anteriores,a provisão que criou a Paróquia em 1709 é um documento que ainda não foi encontrado por nenhum historiador,e não sei se existe esperança de encontra-ló. Já a provisão da atual matriz,é de 17 de outubro de 1731 e o documento foi encontrado pelo saudoso historiador Alex Milagre (1971-2009) na Cúria do Rio de Janeiro.

domingo, 18 de novembro de 2018

JOAQUIM MURTINHO PARTE DE LAFAIETE

JOAQUIM MURTINHO PARTE DE LAFAIETE

 Hoje vou falar do povoado de Joaquim Murtinho,que embora a maior parte está no município de Congonhas,mas tem uma parte que pertence ao município de Conselheiro Lafaiete e localiza na parte norte desse município.
 Vou focalizar mais a parte correspondente a Lafaiete.

Localização

 Localizado as margens da Br 040,e na parte de Congonhas que é onde tem a maior parte de moradores,a br 040,a igreja de Santo Antônio,mas do lado de Lafaiete tem a Estação Ferroviária,escola e poucas casas,e a principal rua é a Licínio Dutra. O limite entre as cidades é o Rio Maranhão.
 A população total das duas partes é em torno de 2500,e na parte de Lafaiete não deve ter mais que 150 pessoas.

Quem foi Murtinho ?

  Joaquim Duarte Murtinho que foi político,senador entre 1890/1896 e 1903/1911 e Ministro da Fazenda no Governo Campos Sales.
 Nasceu em Cuiabá- MT em 7/12/1848 e faleceu em 18/11/1911 no Rio de Janeiro-RJ.

Estação Joaquim Murtinho

 Segundo o site estacoesferroviarias.com.br diz que a linha localiza no KM 477,165 e tem a altitude de 881,742 metros.
 E foi inaugurada em 14/11/1914 (o primeiro prédio)
 Hoje é usado pela MRS.

                         
                         foto:Arquivo Pessoal,18/11/2018



                         foto:Arquivo Pessoal,18/11/2018

  A estação tem nome do ex-ministro Murtinho,e a estação foi construída especialmente para dar saída à linha do Paraopeba,e substituiu uma estação de nome Jubileu,que ficava um pouco à frente  (Em 1902,km 479,491).

 O Prédio novo (atual) da Estação foi inaugurado em 17/8/1925,como diz o Jornal Correio da Semana,de 30/8/1925,numero 540 diz:

 " A inauguração do novo prédio da Estação da E.F. Central de Dr. Joaquim Murtinho 
  Felizmente estamos constatando o carinho e o zelo da atual administração da Central para com o trecho dessa importante via férrea no nosso município. Ainda não são passados muitos meses que foi inaugurado o novo prédio da estação de Gagé e Já a Central inaugura a de Dr. Joaquim Murtinho...
 A inauguração da  nova estação foi realizada no dia 17 do corrente,pelo exmo. Sr. Oscar Lacerda,engenheiro da 6° Residência,com sede em Barbacena,indo assistila da nossa cidade,os Cel. José Correa de Figueredo,presidente da Câmara Municipal,Dr. Francisco Rodrigues Pereira JR , Pe. Francisco Martins e muitas outras pessoas... 
        ... benção da estação,acto celebrado pelo revmo. Pe. Francisco Martins...
... As 13 horas regressou a Lafayette o especial conduzindo,as pessoas que,da nossa cidade,foram assistir a inauguração... 

 
Toda essa festa de brilhantismo indizivel,teve a dirigida o espirito progressista do SR. Herculano do Valle,forte comerciante e chefe político de Murtinho.
  Para que a festa inaugural da estação de Murtinho tivesse o brilho que teve também muito contribuiu o seu actual agente: SR. Antônio Barbosa que com sua Exma família empregou todos os esforços para que ela nada faltasse que empalidecesse a sua elegância. "

 Velha Estação

 Esse prédio abandonado que era uma estação,é localizado na região de Murtinho sentido indo para Gagé. Está no lado de Lafaiete.

                      
                         foto:Arquivo Pessoal,18/11/2018,estação abandonada

  Estou na dúvida se era essa a primeira estação de Murtinho,ou foi ela a o do Jubileu (mas era no KM 479 creio que não seria Jubileu .E também a atual de Murtinho é 477 km,e como tá indo sentido Gagé é anterior a 477,a não ser que falaram Km errado de Jubileu,vou pesquisar.)

 O Jornal Estado de São Paulo em 30/8/1938 noticiou que próximo a Murtinho que o trem cargueiro e trem de passageiros se chocaram.

Escola Municipal Herculano do Vale

      
                     foto:Arquivo Pessoal,18/11/2018



Casas antigas de Murtinho

 
                         
                         foto:Arquivo Pessoal,18/11/2018

  Uma delas pertenceu ao Político Herculano do Vale (Nasceu em 15/12/1891 e faleceu em data desconhecida por mim).


        Casas antigas foto da década de 1970 ou 1980.

       
                                                                            foto: Tarcisio Souza

Limites de Congonhas / Lafaiete


                         foto:Arquivo Pessoal,18/11/2018

Parte de Congonhas

 Igrejinha de Santo Antônio


                         foto:Arquivo Pessoal,18/11/2018


 BR 040


                   
                        foto:Arquivo Pessoal,18/11/2018

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CENTENÁRIO DE ANTÔNIO PERDIGÃO

CENTENÁRIO ANTÔNIO PERDIGÃO
15/11/1918 100 ANOS 15/11/2018


 
                        Antônio Perdigão em frente ao museu
                        foto:reprodução


  Se fosse vivo Antônio Luiz Perdigão Batista,um dos maiores historiadores de nossa antiga Queluz (atual Conselheiro Lafaiete),hoje dia 15,completaria 100 anos de nascimento,e não poderia esquecer dessa data,e eu tive a honra de ter conhecido ele.
Antônio Luiz Perdigão Batista,nasceu em 15 de novembro de 1918,no alto do Bairro Santo Antônio,em Queluz (atual Cons. Lafaiete),filho de Igídio José Batista e Alzira Perdigão.
Segundo Wagner Vieira,Perdigão era uma pessoa a frente do seu tempo. Desde menino,tinha mania de colecionar "coisas velhas",no entender das pessoas comuns. Na década de 1950,Perdigão mudou-se para o Rio de Janeiro,onde depois formou se museólogo no Museu Imperial de Petrópolis. E lá no Rio começou a formar seu acervo que tornaria o futuro museu.


Museu e Arquivo Antônio Perdigão


O Museu e Arquivo Antônio Perdigão,fundado oficialmente em Conselheiro Lafaiete,em 2 de janeiro de 1976,,e sua primeira sede funcionou na Rua Barão de Coromandel,230,no bairro Rosário.






                              foto:Mauro Dutra de Faria


Por volta de 1979 foi transferido para Rua Afonso Pena,89 no centro,numa casa que nem existe mais.






                 foto:Mauro Dutra de Faria
 



E em 30 de agosto de 1987,foi transferido para a atual sede,praça Tiradentes,19 no centro,na antiga cadeia da cidade.

O museu foi municipalizado em 2009,e nessa data passou por uma reforma,que foi entregue em 15 de setembro de 2010 (E Perdigão havia falecido dias antes).

                       
                        Sede Atual
                        foto:Imagens da Internet

Grandes Obras

  Perdigão escreveu diversos artigos em vários jornais de Conselheiro Lafaiete,e que citava inúmeros fatos de nossa cidade.
  Em 1990 publicou um livro "Cruzeiros de Lafaiete",e já em 2007,o Lesma editores publicou o livro "De Villa Real de Queluz a Conselheiro Lafaiete (Pelas Ruas da Cidade). "
Talvez a maior acerto de Antônio Perdigão foi ter corrigido a data de emancipação Política de Conselheiro Lafaiete,que o correto é 19 de setembro de 1790,e não o 2 de janeiro,e ao lado do saudoso Alberto Libânio corrigiram um erro antigo.

Morte de Perdigão

Antônio Perdigão,faleceu em 31 de agosto de 2010,em Conselheiro Lafaiete,e sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Conceição de Conselheiro Lafaiete no dia seguinte.
Perdigão sempre dizia que queria chegar aos 100 anos,não chegou em vida,mas suas obras nunca vão morrer.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

RUA FRANCISCO LOBO

RUA FRANCISCO LOBO

foto:Arquivo Pessoal,5/11/2018,rua mais ou menos entre os números 500 ao 1100.

 Hoje vou falar de uma das maiores ruas de Conselheiro Lafaiete.
 A rua Francisco Lobo,que começa no centro,passa pelos bairros Santo Antônio,Jardim América,Progresso,Rochedo,Moinhos,São José,até tornar uma estrada vicinal e vai sentido Violeiros, Fazenda Água Limpa (ambas em Lafaiete),e depois estradas vicinais que vão para Itaverava e Santana dos Montes.

 Homenagem

 Francisco Lobo Leite Pereira,que era engenheiro,que segundo a genealogia do geni.com,ele nasceu em Campanha (MG) em 4 de dezembro de 1843 e faleceu no Rio de Janeiro em 8 de fevereiro de 1920.
 Segundo a Historiadora Avelina Noronha,em um artigo escrito pelo jornal Correio da Cidade em junho de 2012,diz que o Dr. Francisco Lobo também residiu em Conselheiro Lafaiete,onde nasceu seu filho Álvaro Lobo Leite Pereira,cientista consagrado.
 Segundo o conhecedor de história Dr. Francisco Rodrigues Pereira Júnior,diz que Francisco Lobo juntamente com o engenheiro Dr. Crockatt de Sá,ajudou nos trabalhos de prolongamento da linha férrea da E.F. Dom Pedro II,de Queluz em direção a antiga capital Ouro Preto.

A Rua

 O historiador Antônio Luiz Perdigão (1918-2010) que se fosse vivo completaria 100 anos no próximo dia 15,escreveu um artigo sobre a rua,no Jornal Panorama edição 64 ano de 1979,e vou resumir o que ele informou.

 "A vila de Queluz era quase que só formado pelo Largo da Matriz... 
Haviam becos,e entre eles,um que saía da rua Direita em direção ao Lava-pés,por onde se atingia as localidades de Moinhos,Violeiros,etc. Este beco se situava na encosta do Morro de Santo Antônio,acompanhando sempre o declive do morro,até atingir o pequeno córrego,já pertencente ao Lava-pés. Com o crescimento da cidade,ele foi alargado,passando então a rua Francisco Lobo. Embora situada em um dos pontos mais movimentados e populosos,sempre foi uma rua essencialmente residencial,sempre com pequenas casas comerciais. Quando se colocaram os chafarizes,nos pontos escolhidos pela municipalidade,um deles foi posto,na rua,quase esquina com a antiga rua Direita,e dele se serviam todos os moradores da redondeza em busca de água..."

 Segundo o Jornal de Queluz de 8 de maio de 1926,número 11,denominou a Rua Francisco Lobo que se dirige ao bairro Lava-pés (atual Progresso) iniciada entre as propriedades do Major Joaquim Alves Baeta e Mário Zebral.
 Já no Minas Jornal edição 95 de 23 de novembro de 1939,falou que a Rua tinha início na Comendador Baeta Neves e terminava na confluência com a Miguel Garcia. (mas certamente virava estrada vicinal)

 Perdigão no mesmo jornal lembrou dos antigos moradores da rua,como João Bitencourt,Antônio Segundo,Geraldo Bitencourt,Jornalista Tenente Bradimarte de Souza Valle,Juca Marcelha,José Barbosa (Jucão) e entre outros.

Fotos Antes e Depois



           Rua Francisco Lobo por volta de 1962
           foto:Mauro Dutra de Faria

foto:Arquivo Pessoal,5/11/2018,a Rua Francisco Lobo subida para o centro.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

REGIÃO DOS MOINHOS

REGIÃO DOS MOINHOS

 Hoje vou falar da região do bairro Moinhos,localizado na região sudeste,de Conselheiro Lafaiete. É uma região antiga que pelo menos no nome já era citado no final do Século XVIII.

                          
                        foto:Arquivo Pessoal,19/10/2018

 Nome

 O bairro tem esse nome porque no córrego que leva o nome do bairro,havia moinhos. E esse córrego Moinhos,deságua no Rio Ventura Luiz.
 Já ouvi dizer que era um moinho de fubá que existia. 


 Córrego dos Moinhos
foto:Arquivo Pessoal,19/10/2018

Região

 Como falei a região é antiga,e o caminho atual Rua Francisco Lobo vai para região dos Violeiros,Fazenda Água Limpa (Lafaiete) e saída até para Santana dos Montes e Itaverava,evidentemente é mais longe.
 E desde a década de 1990 e a década atual,muitos loteamentos foram abertos nessa região e são atuais bairros Jardim das Flores,Jardim do Sol,União,Vila Rica,Santa Clara,Parque Cidade,Condomínios: Vivendos da Natureza e o Monte Verde. E próximo ao Bairro São José existe uma estrada vicinal que sai nos Vargas,e aquela região é considerada Moinhos também

 Notas antigas do bairro

  Meu avô José Moreira,me contou que mais ou menos na década de 1950 ou 1960,só havia duas casas no Moinhos,e havia quatro bicas d'água próximo ao córrego.
  O Jornal Panorama edição de 17 a 23/8/1978 diz que no bairro havia 62 casas,e cerca de 300 moradores,era o único sem energia elétrica.

Fazendas antigas

 Em pesquisa,que fiz nas Sínteses de Cartas e Sesmaria,escrito pelo Historiador Joaquim Rodrigues de Almeida (Quincas) fala sobre o "moinhos".

 " 1793. José Antônio de Azevedo e sua mulher Maria Madalena de Jesus venderam a Miguel Francisco Vieira,o moço e terra,nos MOINHOS subúrbios desta vila... "

 Num documento de 19 de maio de 1794 também cita os Moinhos.
Em documentos que vi no site Queluzdeminas pesquisado no Arquivo Público Mineiro,fala que entre século XIX e XX,tinha fazenda nessa região os senhores Francisco Fulgêncio Paula,Manoel Antônio Ferreira e Pedro José dos Santos.

 Ruas Principais

  Francisco Lobo e Cruzeiro



 Rua Francisco Lobo
 fotos: Arquivo Pessoal,19/10/2018


Cruzeiro dos Moinhos

 

foto:Arquivo Pessoal,19/10/2018

 Segundo o Livro "Cruzeiros de Lafaiete" de Antônio Luiz Perdigão,ano 1990,diz que esse atual cruzeiro de concreto foi construído em maio de 1990,pelos senhores José Serapião de Castro e Jair Cirilo. Ele tinha um galo em cima mas não tem mais.       (mais informações leia nesse mesmo blog,março de 2017).
 Por volta de 2011 começou a fazer o Condomínio Vivendos da Natureza,atrás desse cruzeiro,pronto alguns anos depois.

Igreja Católica


                       foto:Arquivo Pessoal,19/10/2018

 A Igreja de São José Operário,foi concluída na década de 1980,pelos moradores a pedido do Padre Cornélio Moerell (1915-1995).
 Segundo a moradora do bairro a senhora  Zélia,a igreja começou a ser construída por volta de 1973,e até mesmo nessa época colocaram a pedra fundamental. E a mesma já estava pronta em 1985.
 A igreja é filial da Paróquia São João Batista.

Curiosidades

 Dizem que os primeiros moradores dessa região seriam escravos que fugiram de fazendas da região.

 A ponte sobre a rua do Cruzeiro foi concluída em agosto de 2010.

A Escola Municipal  Jair Noronha,segundo o site portal123.com/lafaiete diz que a escola foi inaugurada em 1990.

No bairro tem também o Projeto "Roda Moinho",que faz parte do CEPROI Centro de Promoção Integral Nossa Senhora Menina,fundado pela irmã Anna Maria Maltese,em 1994 missionária Italiana,e o mesmo atende muitas crianças.
E a quadra do Bairro foi inaugurada em 2008,tem nome da irmã Maltese.

 Ponte dos Moinhos,na Rua Francisco Lobo saída para Violeiros,Bairro São José. (foto)

foto: Arquivo Pessoal,21/7/2018


 


terça-feira, 9 de outubro de 2018

BAIRRO ROSÁRIO DE LAFAIETE

BAIRRO ROSÁRIO DE LAFAIETE

  Hoje vou falar sobre o Bairro Rosário,na região central de Conselheiro Lafaiete.
  É um bairro antigo,que já existia no século XIX.

           Pracinha entrocamento da Barão de Coromandel e Amaro Ribeiro.
           foto:Arquivo Pessoal,9/10/2018

 Motivo do Nome

 Com a junção das ruas Barão de Coromandel,Assis Andrade,Pimentel Salgado,Amaro Ribeiro,Aprígio Andrade,João Pessoa e a Travessa Souza Salgado formam um Rosário (conhecido como o  terço para os Católicos). E no mapa percebe que o Bairro forma um Rosário visto do alto . E onde é a Pracinha é aquele triangulo do terço,onde pretendem construir uma capelinha ou oratório.
  No bairro não tem igreja ou capela de Nossa Senhora do Rosário,mas no passado Padre Américo queria construir uma capela e não foi feito.
  Existe até um projeto em construir uma capelinha,nessa pracinha do bairro,já tem até imagem da padroeira,mas falta virar realidade o projeto.

Capela não Construída

 No livro "De Villa Real de Queluz a Conselheiro Lafaiete" de Antônio Luiz Perdigão,página 109 e 110,fala sobre essa capelinha não feita.

 " A colina que começava na atual rua Afonso Pena,até sua descida para o bairro Fonte Grande,era que quase toda tomada por um pasto. Os pretos livres e escravos,não fugindo à regra que havia em outras vilas,fundaram na Vila de Queluz a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. Para a construção da capela foi escolhido o "Alto da Colina",local em que,por sua posição estratégica,a vista atingia longa distância,além de estar próximo da Matriz de Nossa Senhora da Conceição e da Capela do Carmo. O vereador João Antônio Nogueira Coelho,que era possuidor de um enorme terreno que servia de pasto,foi quem doou a área à irmandade para que nela fosse construída a capela.
 Com missa campal,foi elevado um grande cruzeiro de madeira,junto do qual deveria ser erguida a Capela de Nossa Senhora do Rosário. O local onde foi erguido o cruzeiro e em que,posteriormente,iria ser construída a capela,ficava onde hoje começa a Rua Nogueira Coelho,no cruzamento com a João Pessoa.
  O velho Vigário Padre Américo Taitson sempre ia ao Rosário visitar o Capenga,ver o cruzeiro e o local onde deveria ser construída a Capela. A irmandade do Rosário era,muito pobre e nunca conseguiu capital necessário para a construção da pequena capela. "

 Capenga

 Segundo Antônio Perdigão no livro "De Villa Real de Queluz a Conselheiro Lafaiete" de Antônio Luiz Perdigão,na página 109 e 110,diz que atrás do cruzeiro havia algumas casas mais antigas,e numa delas morou o Capenga.

 "... Seu nome era Antônio Emílio;sofria ele de um mal que lhe produzira uma grande ferida no pé,obrigando-o a usar sempre um bastão quando caminhava. Dai o povo o chamava de "Capenga".
  A velha casa onde ele morava era baixa,tendo duas portas e diversas janelas à frente;ocupava toda a largura da atual Rua João Pessoa,que ali terminava. "
  
 Perdigão também fala que quando o cruzeiro começou a rachar ainda havia moedas que as pessoas doavam para a construção da Capela,e tinha alguns meninos que pegavam as moedas e Capenga achava ruim com a meninada.


Casas AAB

 Segundo Perdigão,o maquinista Antônio Albuquerque Brandão,comprou várias casas no Bairro,e algumas delas tinha as iniciais do seu nome  A. A. B  (não sei dizer se ainda existe alguma ainda).
 E a rua da escadinha tem o nome de Antônio Albuquerque Brandão.




Rua Amaro Ribeiro década de 1940,e a primeira casa tinha as letras AAB
foto:Etelvino Leite,álbum de fotos antigas 2006


Principais Ruas

 Assis Andrade,Barão de Coromandel,Amaro Ribeiro,Avenida João Pessoa,Nogueira Coelho e Aprígio Andrade.

 Rua Assis Andrade,9/10/2018
 foto:Arquivo Pessoal

Curiosidades

 No bairro nasceu a Compositora Helena dos Santos Oliveira (1922-2005),que trabalhou junto com o Cantor Roberto Carlos.

 No bairro existia fabricação das Violas de Queluz,da Família Salgado que moravam na rua do rosário (atual Assis Andrade).

Nesse Bairro foi a primeira sede do Museu e Arquivo Antônio  Perdigão,que em 2 de janeiro de 1976,foi inaugurado numa casa que funcionava na Rua Barão de Coromandel,230. Hoje funciona na Praça Tiradentes.

É sede da Banda Musical Nossa Senhora das Graças.