terça-feira, 15 de maio de 2018

BAR CAMPESTRE

BAR CAMPESTRE

   O Estabelecimento Comercial da Praça Tiradentes,número 37,no centro de Conselheiro Lafaiete,conhecido como antigo Bar Campestre,lamentavelmente foi demolido no início do mês de maio de 2018. O Estabelecimento certamente foi construído na primeira metade do século XX.
  Ao lado desse espaço funciona o Museu e Arquivo Antônio Perdigão.


Número 37 é aquele galpão de porta amarela,foto de agosto de 2016
foto:Mauro Dutra de Faria

 O que já foi nesse espaço ?

 Segundo o Historiador Vicente de Andrade Racioppi,durante a Revolução de 1842,o local foi Casa da Câmara,onde era a Macol. Mas isso era em um antigo prédio no mesmo espaço.

 Eu não tenho informação sobre a construção desse estabelecimento comercial recém demolido. Mas Segundo o Historiador Antônio Luiz Perdigão no seu livro "De Villa Real de Queluz a Conselheiro Lafaiete" Pelas Ruas da Cidade,na página 63 ele diz assim:

" O Senhor Benedito Alves instalou a Agência de vendas de Carros Chevrolet,pois o número de automóveis,tanto particular como de aluguel havia crescido."
  E ao lado da Agência foi instalado um café com bilhar (sinuca) que pertencia a um inglês negro,que o povo chamou de "mister",isso também segundo Perdigão.
Esse local era onde foi a garagem do número 37.

  Bar Campestre (antigo)

      
                Praça década de 1940,e o Bar Campeste com porta meia aberta
             foto:Tarcísio Souza

Segundo Perdigão o Bar pertencia o senhor Chico Hudson,e depois passou a ser de Augusto Lúcio. Segundo Zélia Araújo de Almeida,em comentários pelo Facebook,conta que até 1951 o Bar Campestre pertenceu ao senhor Augusto Lúcio de Almeida,sogro de Zélia.
  Pelo que contam o bar tinha muitas variedades,como sinucas,vendia sorvete,cerveja,etc. E Perdigão falava que o pessoal reunia também para discussão literária.
  Segundo uma nota do Atlas Escolar de 2008,página 84,diz que a conhecida escritora Raquel de Queiroz (1910-2003) esteve no Bar Campestre,e ao observar rapazes jogando sinuca,inspirou para escrever um conto.
 
  Macol


 Festa de congado em 1983,e vemos a placa da Macol
foto:Mauro Dutra de Faria


No número 37 da praça,também funcionou a Loja de Materiais de Construção MACOL,que já existia na década de 1970,e seu proprietário era Vicente Damasceno. A loja fechou no final da década de 1990,por volta de 1997. E meu avô José Moreira trabalhou muitos anos nesse lugar.

  Outros

 Por anos o espaço ficou vago. E na década de 2000,foi aberto um bar também de nome Campestre,que ficou até em meados de 2008. E no bar tinha fotos antigas do que teve no local antes,e lembro de ver foto da Agência de Carros e do Antigo Bar Campestre.


 década de 2000,nessa foto o espaço estava vago.
foto:Mauro Dutra de Faria

 Entre 2009 a 2011 foi uma igreja Protestante,de nome Mundial do Poder de Deus,que funcionou nesse espaço.


foto de 2011 e a de baixo foto mais antiga da época do Bar Campestre
foto:Aloísio Antunes

 Entre fevereiro de 2012 a janeiro de 2015,funcionou provisoriamente a Superintendência Regional de Ensino,o prédio da sede estava em reforma.

 No ano passado eu observei que estavam reformando por dentro,e lamentavelmente demoliram recentemente a frente desse espaço.


ESSE ESPAÇO SERÁ LEMBRADO COMO O ETERNO BAR CAMPESTRE

sexta-feira, 4 de maio de 2018

BAIRRO SANTA MATILDE - PARTE 3 /FINAL

BAIRRO SANTA MATILDE - PARTE 3 /FINAL

  Continuando a falar sobre o Bairro Santa Matilde,da zona sul de Conselheiro Lafaiete. Hoje vou finalizar esse artigo falando da década de 1960 até os dias de hoje.

 Crescimento do Bairro


Vista Parcial do Bairro,onde vê a Matriz do Bom Pastor,e no fundo vemos uma mata bonita e a Casa de Hospede é vista no meio do mato,e a antiga companhia também.
foto:Arquivo Pessoal

   Foi um dos bairros que mais cresceram na cidade. Em 1951,Antônio Aureliano loteou uma parte do bairro,e esse senhor tinha terras na região do São João. E na década de 1960,Dona Isabel Duarte Furtado do Amaral,uma das herdeiras das terras da fazenda Bananeiras,loteou uma boa parte do atual bairro,e para se ter ideia ela era dona até quase a atual Igreja do São João.
  E a partir da década de 1990,o bairro começou a ter prédios.

 Principais Ruas

Avenida Santa Matilde,Alfredo Elias Mafuz,João Evangelista,Maria José e Leibenitz dos Anjos.
 O bairro possui muitas ruas,e o bairro foi planejado.
 Os mais antigos falam que havia um buracão onde passa a Avenida Santa Matilde,próximo a entrada da Rua Cassiano Pereira,e não havia ligação com o bairro São João por essa via,existia um buracão,e o Prefeito Abel Dutra,por volta de 1970,que fez a ligação da via. Mas o local era só trilha de pedestres.

Parte Religiosa

   * Vicentinos

                                       
                                                Antiga Capela
                                        foto:arquivo pessoal


Pessoal vicentino do bairro e ao centro Monsenhor Moreira,em frente a antiga capelinha
foto:Arquivo Lesma



  O Bairro começou a ter as primeiras reuniões da Sociedade São Vicente de Paulo,organizando em conferências ainda no final da década de 1950. E as primeiras reuniões foram feitas na casa do Senhor Benedito Camargos,e a primeira reunião data de 1959.
 A sede da Sociedade só foi construída em 1963,e era uma capela pequena,e tinha a Conferência Santa Matilde. Na década de 1970 foi criado o Conselho Particular do Bom Pastor,porque tinha mais conferências.
  E na década de 1990,foi demolida a velha capela,para construir a atual sede dos Vicentinos,no mesmo local,Avenida João Evangelista,365.

                      
                                  Atual sede
                             foto:Google Maps

*  Matriz do Bom Pastor


                    foto:Arquivo Pessoal,foto de 2016

 Na década de 1960,foi doado o terreno para a construção de uma igreja.
 E numa reunião de 22 de abril de 1969,escolheram como padroeiro da Igreja o Bom Pastor,porque no dia comemorava essa festa litúrgica. E no dia 1° de maio de 1969 foi criada a Paróquia.
 A igreja foi construída por operários da Companhia Santa Matilde.
 Atualmente é pároco Padre Roberto de Carvalho Bruno. E a paróquia já prepara para o seu jubileu de ouro no ano que vem.

Curiosidades

* A corporação Musical "Santa Matilde" foi fundada em 7 de setembro de 1962. Antes funcionava numa sala da companhia. E desde julho de 1980,passou a funcionar onde se encontra atualmente na Praça Alfredo Bento,5 (onde no passado foi a pequena estação Bananeiras)

* O prédio atual da Escola Estadual Luiz de Mello Vianna Sobrinho,foi inaugurado em 17 de setembro de 1967.

* Na praça Humberto Bhering,tem o Monumento aos Ferroviários inaugurado em 1978.

* O Parque de Exposições Presidente Tancredo Neves,foi inaugurado em 4/8/1985.


                         foto:imagens da internet 

* O Tiro de Guerra passou a funcionar no Bairro,em 1999.

* No bairro tinha o museu particular do senhor Marcílio Milagres,que colecionava muitas fotos e diversas peças,mas faleceu em 4 de julho de 2008.

* O Corpo de Bombeiros foi instalado no bairro em 19/9/2009. E antes chegou a ser uma unidade da Universidade Aberta do Brasil (inaugurada em 2007,mudou em 2009 para outro local)

* Após o fechamento da Companhia Industrial Santa Matilde. No local entre 2001 e 2008 funcionou a Coomefer (Cooperativa Mineira de Equipamentos Ferroviários). E entre 2010 a 2013 funcionou a Empresa Loogstel. O galpão foi vendido para uma empresa de Juiz de Fora,em 2013.

* Em  2000,o Padre Roberto Carvalho Bruno,Pároco do Bom Pastor,sugeriu em mudar o nome do bairro para o nome do padroeiro,"Bom Pastor". Mas o nome continuou Santa Matilde. E na minha opinião é justo continuar Santa Matilde,para lembrar da gloriosa companhia. Mas em 2008,as casas populares atrás do bairro Santa Matilde,ganhou o nome de Residencial Bom Pastor.


  Vista aérea do bairro,e nessa foto vemos o galpão onde funcionou a companhia,a linha férrea,e a escola (onde é as duas casas compridas). Com essa foto podemos imaginar onde era a Fazenda das Bananeiras no passado.
 foto:Felipe Rodrigues.

                  Quem foi a Santa Matilde ?


                                foto:imagens da internet

 Foi uma Santa Alemã,de nome Matilde Ringelheim nascida em 895. Foi casada com o rei Henrique I,e a santa foi considerada a primeira Rainha da Alemanha. E a santa faleceu em 14 de março de 968,no convento de Quedlinburg,aos 73 anos. A festa litúrgica é 14 de março.



 Nesses três artigos,falei um pouco do bairro Santa Matilde,e são muitas histórias.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

BAIRRO SANTA MATILDE - PARTE 2

BAIRRO SANTA MATILDE - PARTE 2

  Continuando a falar sobre o Bairro Santa Matilde de Conselheiro Lafaiete. Na parte 1,eu falei sobre a Fazenda das Bananeiras. Hoje vou falar sobre a Santa Matilde dos anos de 1900 a 1960,e sobre a Companhia que existiu no bairro e outros assuntos.

                       Santa Matilde Antiga

 No início do Século XX,o bairro Santa Matilde era praticamente só a Parte da Atual Avenida Santa Matilde,e a parte conhecida como Remonta,que só havia duas ruas a Marechal Deodoro era conhecido como rua velha e a rua Quintino Bocaiuva era chamada de rua nova. E já havia a linha férrea que existe desde 1883.
  Segundo a Entidade do Bairro o "LESMA" a Companhia Santa Matilde foi registrada em cartório em 13 de maio de 1913. Mas a companhia começou a funcionar em Lafaiete  em 1916.

                 COMPANHIA SANTA MATILDE

                  
                     Companhia na década de 1950
                         foto:arquivo do IBGE

  Em 26 de outubro de 1916,foi implantada a Companhia de Lacticínios Santa Matilde,fabricando queijos,manteigas e mussarelas.
 A companhia sempre se situou na Rua Marechal Deodoro.
 Mas depois a companhia começou a fabricar tijolos (havia olaria),janelas,portas,carteiras escolares,móveis e etc.
 Nas décadas de 1920 e 30 a companhia começou a explorar minérios em Queluzito,o qual não obteve sucesso.
 Segundo o Jornal Santa Matilde,de agosto de 2016,diz que a Companhia começou a produzir Vagões a partir de 1946. E foi isso que foi o que tornou a Companhia mais forte ainda,e gerou milhares de empregos para nossa cidade.
 E em 1974 começou a fabricar guinchos elétricos e hidráulicos.
  Em 1976 a Santa Matilde chegou a fabricar um modelo Opala SM 4 .
 E infelizmente a empresa fechou na década de 1980,por volta de 1987,e alguns funcionários tiveram que ir para a sede da empresa em Três Rios,para se manter no emprego.
  Tentaram reativar a Santa Matilde,mas foi não conseguiram. E em 2005,foi decretada a falência da Empresa.


  Vista do Bairro e ao fundo à direita a Companhia,foto sem data,mas provavelmente da década de 1970.
 foto:Mauro Dutra de Faria


                            Companhia em 1962
                         foto:Divulgação RF

  Vista aérea da Companhia,foto década de 1970
  foto:Tarcisio Souza

                     Antiga Linha Férrea 

  Segundo Antônio Perdigão,a linha era chamada de Estrada de Ferro Santa Matilde,que ligava a Companhia até as localidades de Jurema e Cocoruto (ambas em Queluzito),a construção da linha deve ter sido na década de 1920. Que tinha início na pequena estação das Bananeiras,no kilômetro460.503. Os trabalhos de engenharia foram realizados pelos engenheiros Drs. Gespacher e Chapuis no local havia um armazém a fim de atender os operários,sendo os seus proprietários os senhores Ramos,genro do Cel. João Gomes Ferreira e Alfredo Furtado.¹
  E por algum tempo o minério vinha de Queluzito para a Companhia. E com a decadência do minério,na década de 1960,foi desativada a Linha,onde hoje é a atual Geraldo Plaza que vai para o Amaro Ribeiro.

 Visita do Presidente do Estado (cargo hoje equivale a Governador)

 Segundo Perdigão,em maio de 1926,o bairro esteve em festa,com a visita do Presidente do Estado,Dr. Fernando Mello Viana,à companhia. S.Excia; chegou de automóvel,sendo recebido pelo presidente da companhia,Dr. Pimentel Duarte. E Mello Viana foi com Pimentel e demais membros da comitiva,foram visitar as minas de Jurema. A viagem para a mina,pitorescamente feita pelo chefe do estado num Ford,com pneumáticos de metal,adaptado aos trilhos da estrada de ferro e pela comitiva,numa prancha lindamente enfeitada de folhagem do mato. A viagem foi feita em 45 minutos,através de 24 kilômetros de extenção. ¹


  Remonta

 Segundo a historiadora Mauriceia Maia,esse nome é porque no início do Século XX,praticavam remo no Rio Bananeiras.
   Em 24 de julho de 1934 (ou 1936),o Exército Nacional iniciou no bairro,a Caudelaria Minas Gerais  (antigo Haras de Minas). A finalidade era criar e recriar várias espécies de animais,dando prioridade a cavalos puro sangue,os quais,após trinta meses,eram enviados ao Jockey Clube da Cidade do Rio de Janeiro. E o povo chamava o local de "Remonta".
 O posto do Exército possuía uma boa estrutura. E com o crescimento do bairro a atual Rua Quintino Bocaiuva,virou uma vila militar,e havia muitas casas pequenas. Chegou a ter posto médico,e até Escola. E ficou famosas as práticas de Vôlei na quadra da Remonta,e teve um bom time até.
  Esse prédio da Remonta hoje atualmente é a Escola Municipal Marechal Deodoro da Fonseca,e ao Lado desde 1999,funciona o TG 04-32. E em frente a Escola existe um casarão antigo,de estilo neo-clássico,conhecido como Casa de Hospede,que pertencia ao Exército também construído no início do Século XX.
E o casarão chegou a pertencer o Governo de Minas,e nesse local foi onde Mello Viana hospedou quando esteve ali em 1926. ² 



                         fotos:reprodução do Livro Sítio Histórico de 2002


 Escola antiga

 Dizem que na década de 1950,na Remonta tinha uma escola que chamava Guiar Lopes. Depois que foi criada em 21/3/1955,a Escola Estadual Luiz de Mello Viana Sobrinho,que funcionou na remonta desde 17/8/1957 até construir o atual prédio.

 Curiosidades

 Informações segundo Antônio Perdigão

primeiro armazém particular  era de Francisco Ribeiro
primeiro bar era de Senhor Joanico
primeiros moradores da parte central do bairro foram: Antônio Aureliano,Benedito Camargos,Jaime Euzébio,Manoel Marques,José Ferreira da Costa,Izidoro e Anestor augusto. ¹

 Em 1949 a Companhia Santa Matilde começou a vender a prestações para seus empregados,lotes no bairro. E consta como primeiro comprador o senhor Manoel  Marques. E o bairro passou a ser conhecido como Vila Santa Matilde.
 Algumas ruas são da década de 1950,como por exemplo a Rua Cassiano Pereira. E uma outra parte do bairro foi loteada depois de 1964,como por exemplo a José Felisberto.

               Demais fotos 

            
            Foto do Bairro Santa Matilde,década de 1960
            foto:Arquivo do Lesma


                           Bairro a noite,foto provavelmente da década de 1980
                           foto:Sebastião dos Anjos.


                           vista do bairro em 2013
                        foto:Felipe Rodrigues

              Futebol
  
   O time do industrial foi fundado em 15 de novembro de 1943,e o campo era dentro da Companhia,mas como que precisou desativar o velho campo,depois que construiram o atual. O time chegou a ficar inativo,mas voltou em 1998.


notas: ¹ retirado do artigo Bairro Santa Matilde (1° parte) escrito por Antônio Luiz Perdigão,para a coluna Memórias Lafaietenses,do Jornal Nova Gazeta,de data que desconheço.
         ² Cartilha escolar Sítio Histórico de 2002,página 28,29 e 30


(CONTINUA NO PRÓXIMO ARTIGO )

quarta-feira, 2 de maio de 2018

BAIRRO SANTA MATILDE - PARTE 1

BAIRRO SANTA MATILDE - PARTE 1


                   Bairro Santa Matilde em 2014 (atrás já é o Paulo VI)
                   foto:Arquivo Pessoal

 Vou falar sobre um dos maiores bairros de Conselheiro Lafaiete,que é o Santa Matilde.
 O Bairro tem esse nome por causa de uma Companhia Industrial que existia no bairro. Vou falar sobre o bairro em três artigos,e na primeira parte sobre a parte antiga do bairro.

 Índios Carijós

Mas antes de ter fazenda das Bananeiras,dizem que houve guarida de índios Carijós,na atual região do bairro,já que o rio bananeiras passa no bairro,e índios gostavam de morar próximos a rios. Eu não sei falar se já foi encontrado no bairro algum objeto antigo sobre o assunto.

 Fazenda Bananeiras

 No Século XVIII,em muitos documentos antigos mencionam o local como "Bananeiras",e esse foi o primeiro nome do bairro Santa Matilde.
  Certamente havia muitas Bananeiras,e até o rio que passa no bairro tem esse nome.

                   
                          Bananeiras
                        foto:imagens da internet

   Num documento da Síntese de Cartas e Sesmarias,de 15/9/1769 fala que o Proprietário da Fazenda,era João da Silveira Fernandes. E num outro documento de 3 de junho de 1789 diz que ele era casado com Ana Silveira,e batizaram a filha Maria em Carijós. E esse João era filho de Domingos Fernandes e Luiza da Silveira. João seria natural de Louredo em Portugal,e que havia 35 anos que veio para Carijós,serviu de caixeiro no Sítio das Bandeirinhas durante 29 anos e 7 no Córrego de Amaro Ribeiro,terras pertencentes a José Leite Ribeiro.
 Com essas notas sugere que João da Silveira,veio para Carijós,por volta de  1754,talvez ele foi o primeiro proprietário da Fazenda das Bananeiras.

  O segundo proprietário da Fazenda foi o José Ignácio Gomes Barbosa (pai do Barão de Suaçuí),e em 1808 ele já era o dono,e era casado com Maria Joaquina de Lima (ou São José),que tiveram um único filho o Barão de Suaçuí.
  Em Síntese de Cartas e Sesmarias,anotações de Joaquim Rodrigues de Almeida,num documento de 1808,diz : "ele era casado com Maria Joaquina de São José,residente nas Bananeiras,vendeu parte da Fazenda denominada Bananeiras,cujas terras partiam com a mesma fazenda das Bananeiras,Bandeirinhas dos Pinheiros ¹,com o Córrego Amaro Ribeiro,com José Barbosa da Cunha,com João da Silveira Fernandes e com a Estrada de Rodagem do Rio de Janeiro. Terras de cultura e matas Virgens. " 

 E depois a Fazenda passou para o filho Barão de Suaçuí,que tinha o mesmo nome do pai José Ignácio Gomes Barbosa que casou com Antônia Jesuína de Melo,e eles não tiveram filhos legítimos.
  Depois com o tempo a Fazenda Bananeiras,passou a Chamar Fazenda Amaral,e até o local chegou a chamar Amaral.
  E Segundo Antônio Perdigão,com a morte do Barão a propriedade passou para o Capitão Antônio Furtado de Mendonça que era casado com Maria José de Jesus (ou Lima) que era irmã da Antônia Jesuína casada com o Barão de Suaçuí. E depois Maria José Furtado de Mendonça,casada com João Evangelista do Amaral,herdaram a propriedade quando o Capitão Antônio Furtado faleceu. Foram criados na fazenda Maria Etelvina,Maria Amélia,Ana,Antônio,Ercília,Olga,José,Rubens,Izabel,Maria Augusta e João,filhos do casal. ²
 E curiosamente muitos desses nomes,hoje são atuais ruas do bairro Santa Matilde.
 A senhora Maria José Furtado de Mendonça,faleceu em 31 de março de 1929,e morava na Praça Tiradentes,já era viúva.


notas:¹ Essa era Bandeirinhas e não referia ao atual São João.
          ² Jornal Nova Gazeta,coluna Memórias Lafaietenses,artigo Bairro Santa Matilde escrito pelo historiador Antônio Luiz Perdigão.

Onde Ficava a Fazenda Bananeiras ?

 Conversando com um tio meu Adão Melo,ele me disse que a Fazenda era em frente a Escola Estadual Luiz de Mello Viana Sobrinho,na própria Avenida Santa Matilde,e era um casarão grande,que compreende mais ou menos os atuais números de 840 ao 940. Segundo o meu tio nesse casarão já morou muitas famílias,morou José Apolinário Sobrinho,morou uma senhora de nome Jovercina que faleceu com quase 100 anos. E o Casarão foi demolido na década de 1960,por volta de 1964.
   Mas deve se lembrar que quando falava de área da Fazenda das Bananeiras abrigava o atual Bairro Santa Matilde,e também parte do atual Bairro São João,talvez até ia em outros bairros.

 No Jornal Bairro Santa Matilde ano 2016 edição de agosto,tem uma parte que diz assim:

 "E diz que em 1948,a Companhia Santa Matilde,alugou o casarão da antiga Fazenda Amaral (antiga bananeiras),para sete Famílias. " 

 Num artigo escrito pela historiadora Avelina Noronha,para o Jornal Correio de Minas em 2016,diz que existia uma gameleira em frente a Estalagem das Bananeiras,pertencia a João Dias da Mota.
 Na minha opinião a Estalagem e a Fazenda,eram duas casa diferentes no mesmo bairro.A Estalagem seria na parte conhecida como Remonta ou então a casa que fica a beira linha (onde hoje é sede da banda,mas não a mesma estrutura,mas outra no mesmo local) e a Fazenda é onde eu falei em frente a Escola.

 Tiradentes esteve na Bananeiras 

 Como sabemos Lafaiete participou da Inconfidência Mineira,e Tiradentes esteve na Estalagem das Bananeiras (atual Remonta),isso por volta de 1788 ou 1789.
 E no Almanaque do Comércio de 2010,na página 8,diz assim:

"que na Estalagem das Bananeiras,que existia onde é hoje o bairro Santa Matilde,Tiradentes se encontrou com Joaquim Silvério dos Reis e contou a ele os planos dos Inconfidentes,procurando conquistá-lo para conspiração ? "

Na minha opinião a Fazenda e a Estalagem eram casas diferentes como falei acima.

 Morro das Bananeiras

 Em mapas antigos de Queluz,vinha com esse nome de Morro das Bananeiras,e atualmente onde hoje é área do Parque Florestal. E do alto vemos boa parte da cidade.

 Nessa foto de 2013,atrás desses eucaliptos é o Morro que era conhecido como Morro das Bananeiras
 foto:Mauro Dutra de Faria


CONTINUA NO PRÓXIMO ARTIGO...

segunda-feira, 30 de abril de 2018

DADOS GEOGRÁFICOS DE CONSELHEIRO LAFAIETE

DADOS GEOGRÁFICOS DE CONSELHEIRO LAFAIETE


                        Vista Panorâmica da área central
                        foto:Antônio Noronha

  Fundação do Arraial de Carijós (primeiro nome da cidade) fundada no final do Século XVII,fundado pelo Bandeirante Borba Gato. ¹

 Emancipação Política da Cidade: 19 de setembro de 1790

 Distritos: Sede e Buarque de Macedo

Bairros:101 bairros (segundo a Prefeitura de Lafaiete,pela lei N 5872 de setembro de 2017)

Povoados: 13 (segundo a lei N 5872 de setembro de 2017),mas existem mais localidades e várias fazendas espalhadas pelo município.

 Área Total do Município: 370,240 KM² (IBGE,2016)

   * Área Urbana: 13,5 KM

 Densidade Demográfica: 314,69 Hab KM ² (IBGE,2016)

População:126.420 (estimativa do IBGE,de julho de 2016)

Adjetivo Pátrio:Lafaietense

Coordenadas Geográficas: 20° 39' 50'' Latitude Sul
                                               43° 47' 40'' Longitude Oeste

Topografia: 70 % Montanhoso,22% plano e 8 % ondulado.

                      Pontos do Munícipio

Extremo Norte: Foz do Ribeirão da Soledade e Foz do Ribeirão da Passagem,na Região de Joaquim Murtinho,que parte dela corresponde a Conselheiro Lafaiete.

Extremo Sul: Morro do Sarampo,em Buarque de Macedo

Extremo Oeste: Foz do Córrego do Recreio e Rio Paraopeba,na região da localidade de Caeté.

Extremo Leste: Córrego do Cumbe,região da Fazenda Barroquinha,divisa com Vargem Alegre (Itaverava). ²
Distâncias entre os extremos:

do Extremo Norte ao Extremo Sul: Cerca de 29,38 km.
do Extremo Oeste ao Extremo Leste: Cerca de 26,23 km.

fonte:medida no google maps.

                              Altitude

Ponto de Altitude Mínima: Foz do Córrego da ilha,872 metros,região de Gagé.

Ponto de Altitude Máxima: Cabeceira do Córrego do Sarampo,1157 metros,na região de Buarque de Macedo.

Altitude Média: 994 metros.

                                   Outros Dados

Vegetação: Mata Atlântica (Domínio Morfoclimático de Mares e Morros) com transição de Cerrado

Principais Rios: Bananeiras,Ventura Luiz (parte urbana)
                           Pequeri,Paraopeba (parte rural)
       Há vários córregos espalhados pela nossa cidade.

 Nossos rios fazem parte da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

Clima  

 Média Mínima Anual: 14,9 ° C
 Média Anual: 19,4° C
 Média Máxima Anual: 24,9° C

 fonte:IGA

 Solo

tipo predominante:Combissolo e Latossolo vermelho amarelo.

fonte:EMATER

 Segmentos da cidade

Négocios,rural,Histórico e Cultural

Principais Rodovias

BR 040,BR 482,MG 129 e BR 383

 Região

Mesoregião: Metropolitana de Belo Horizonte
Microrregião: Conselheiro Lafaiete  (Alto Paraopeba)

Municípios Limítrofes: Queluzito,São Brás do Suaçuí,Congonhas,Ouro Branco,Itaverava,Santana dos Montes e Cristiano Otoni.

Contexto Turístico: Estrada Real,Circuito Villas e Fazendas de Minas,CRER - Caminhos Religiosos da Estrada Real e Caminho de São Tiago de Compostela do Brasil.

                  
                      notas

 ¹ Livro inédito de Padre José Duarte,página 1A,livro de 1978.
 ² Eu fiz uma pesquisa olhando o mapa do IBGE de 2010,e cheguei as conclusões dos 4 pontos extremos da cidade.

domingo, 29 de abril de 2018

SINOS DE LAFAIETE

SINOS DE LAFAIETE

 O Sino como todos sabem,é para dar sinal para um aviso. E vou falar sobre alguns sinos de Conselheiro Lafaiete. E para a Igreja Católica é considerado um sinal sagrado,e nos tempos que não haviam relógio,comunicava ao povo para a hora da missa,e em muitos casos um falecimento de uma pessoa,e outros fatos também.

 Sino da Matriz Nossa Senhora da Conceição

   E até existe uma nota histórica sobre isso,encontrei no Almanaque do Comércio de 2010,na página 14,diz assim:

 " No Século XVIII e XIX,em Queluz,quando o sino da Matriz tocava as Ave-Marias,às 6 horas da tarde,todos os que estavam passando perto se ajoelhavam respeitosos,voltados para a igreja,faziam o nome do pai e faziam sua prece. Se eram Cavalheiros passando no largo (praça),apeavam do cavalo e se punham de joelhos a orar. Crianças paravam de correr;escravas que vinham da fonte carregando suas trouxas punham nas no chão para se ajoelhar e,dentro das casas,os seus moradores tinham igual gesto devoto."
 O antigo sino foi fundido em 1886 por Carlos Onofre,na nossa cidade.
 Mas Segundo o Historiador Antônio Perdigão,diz que: "Em dezembro de 1980,os centenários  sinos que haviam nas torres foram substituídos por carrilhões eletrônicos" (Perdigão,2007,página 25)


                         foto:Mauro Dutra da Faria

O antigo sino da Matriz (da foto anterior) em 1929,jogou o menino Murillo do alto da torre,e teve morte ao cair da torre.Fato lamentável.


                          Atual Sino (carrilhão Eletrônico)
                          foto: Site Fato Real

    Hoje a Matriz Nossa Senhora da Conceição possuí 6 pequenos sinos ou seja carrilhões eletrônicos,sendo 3 em cada torre. E alguns deles tem a data 22 de dezembro de 1980,um deles possui o busto do papa da época o João Paulo II,e o nome do bispo da época Dom Oscar de Oliveira e pároco da época Monsenhor José Sebastião Moreira. Um outro sino tem o símbolo do município,e os nomes que a cidade já teve,e um outro sino tem homenagens a ex-bispos de Mariana como Dom Silvério,Dom Helvécio,e também homenagem ao Bispo Dom Rodolfo que era bispo de Valência. E existe até um sino que homenageia os coroinhas.

 Outros Sinos

 Os sinos da Igreja de São Sebastião de Lafayette,foram um presente da Rainha Helena da Itália,em 26 de julho de 1914. E nessa igreja também tem um sino que consta a chegada do Cônego Moreira a igreja,na data de 26/1/1929.

 Os Sinos da Capela de Santo Antônio,era numa armação de madeira,e somente na década de 1930,construíram a torre da mesma.

 Os Sinos da Extinta Capela do Carmo,ficava numa armação de madeira,mas a capela foi demolida e nada sabe sobre eles.

 Em algumas igrejas ou capelas da cidade,foram feitos sino pelo sineiro de Itabirito o João Glória (com inscrição no sino J.M.J) e essas igrejas são:

  * Capela Nossa Senhora das Candeias em 10/4/1931 ,e com a demolição da mesma construiu a Igreja Nossa Senhora da Luz,e o sino ficou na nova igreja.

                              foto:Facebook Nossa Senhora da Luz

 * Igreja Sagrado Coração de Jesus do povoado de São Vicente em 14/11/1940

 * Capela São José do Rancho Novo em 1939
 * Capela Nossa Senhora do Rosário do Gagé

A Basílica do Sagrado Coração de Jesus possui 8 sinos cada um com nome de santos: Sagrado Coração de Jesus,Nossa Senhora da Conceição,São José,São Camilo,São Sebastião,Santa Terezinha,São Luiz Gonzaga e São João.

 Sobre o sino da antiga Capela de São João,segundo José Eustáquio Pinto,o mesmo foi vendido para a construção da nova igreja,isso na década de 1970.

Já o sino da Capela de São Sebastião do Amaro Ribeiro,data de 1861,e tem o rosto do imperador Dom Pedro II.

             
    foto:Reprodução do Jornal Correio de Minas de setembro de 2009

Segundo o saudoso historiador Allex Milagre em seus escritos inéditos diz que tanto o Sino do Cemitério Nossa Senhora da Conceição como o da Igreja Antiga de Nossa Senhora de Lourdes data-se de 1982. (livro inédito de 1998)

Com o modernismo,infelizmente as Igrejas novas quase não tem mais sinos.

 Sino da Antiga Cadeia

  Outro sino histórico que eu devo lembrar,é o que hoje se encontra no Museu e Arquivo Antônio Perdigão,que era usado quando nesse local funcionava a cadeia da cidade.
 E no livro De Villa Real de Queluz a Conselheiro Lafaiete,Pelas Ruas da Cidade,de Antônio Perdigão,na página 55 ele diz assim:

 " Havia,num pátio descoberto da cadeia,um sino grande,ornamentado,com um som nítido que de longe se ouvia. O sino,por mais de meio século esteve ligado à população de Queluz,principalmente aos moradores da parte alta. Foi fundido no século XIX aqui mesmo na cidade,em um terreno que havia na esquina das ruas Afonso Pena com Horácio de Queiroz. Naquele tempo,a colônia italiana era grande. Entre eles,havia ótimo caldeireiros,funileiros e peritos forjadores...
 Era utilizado para tocar três badaladas,a fim de chamar o carcereiro quando estava ausente,ou chegasse algum preso... "
Com a instalação do Museu,o sino foi devolvido ao prédio em 1987,e até hoje se encontra ali.



segunda-feira, 23 de abril de 2018

CAPELA DE PADRE MACHADO

CAPELA DE PADRE MACHADO

  É uma localidade da zona rural de Conselheiro Lafaiete,localizada na zona Nordeste do Município,fica a 13 kilometros do centro,e fica 5 kilometros de Rancho Novo.

A Localidade

 No local atualmente tem um Centro Comunitário abandonado,um Cruzeiro e uma árvore,e no fundo uma capela em fase de construção porém inacabada.




                        Localidade de Capela Padre Machado
                        foto:Arquivo Pessoal

   
             
                         Centro Comunitário abandonado
                         foto:Arquivo Pessoal

  No último dia 21 de abril,fui de bicicleta ao local.
  É um local bem antigo,porque encontrei vários documentos que falam no local,e o mesmo já existia em 1742.

 Batizado de 1742

 Nos Manuscritos do Historiador Joaquim Rodrigues de Almeida,o seu Quincas de Almeida,na denominada página  369,diz assim:

1742. Manuel,filho de Antônio Martins de Ajuda,e de sua mulher Inácia Xavier,batizado na Capela de Padre Machado,sendo madrinha Joana Antunes,mulher casada.

 Não sei se o padre ainda era vivo em 1742.

 Quem foi Padre Machado ?

   Dizem que o Padre Machado,queria construir uma igreja no local (onde é Capela Padre Machado) e até já tinha o dinheiro para a construção,e dizem que o sacristão matou o referido padre. E com isso hoje tem um cruzeiro no local para lembrar dessa tragédia.
   Eu vou tentar descobrir o nome completo do padre.
   Eu não consegui descobrir o nome completo dele. Mas NÃO FOI nem Padre Felisberto José Machado (que morreu em Capela Nova por volta de 1810).
 Em minhas pesquisas eu encontrei um testamento de Padre José Carlos Machado,e seu testamento de 1838,mas provavelmente não é ele.
 Eu já vi um nome de Padre Orlando Machado,mas não sei de qual época era.

Capela

 Numa pesquisa que fiz no site de Marco Polo T. Dutra P. Silva (www.marcopolo.pro.br) encontrei batizados referindo à Capela.

Manuel,batizado em casa c/ Claudio Megestre França e depois na Capela de Padre Machado,na Freguesia de Ouro Branco,a 27 de dezembro de 1780 (MG 18.A 4,292)

Como se vê a localidade já fez parte de Ouro Branco,mas hoje pertence Lafaiete.

 E num batismo de 1814,fala que o padroeiro da mesma seria Santo Antônio,e no site de Marco Polo diz:

Silvério,batizado na Capela de Santo Antônio de Padre Machado,em 3 de maio de 1814 (A A 16/115 V)

  Uma pessoa já me falou que existia uma capela antiga no local,que foi demolida há muitos anos,isso no século XX. E no local tem uma capela em fase de construção que está inacabada.


                         foto:Arquivo Pessoal 



 Cruzeiro

 Ainda tem um cruzeiro no local,e tem duas placas que fala dos construtores do mesmo.


                            Cruzeiro
                        Foto:Arquivo Pessoal

Placa do corpo do Cruzeiro,que fala dos construtores do mesmo,as duas placas dizem a mesma coisa,que o 1° cruzeiro foi construido em 20/01/1927 por José Barreto do Amaral e o 2° cruzeiro feito por Mario Flor Barreto em 20/06/2017.

        


                        foto:Arquivo Pessoal

    No livro inédito de Padre José Duarte,de 1978,na denominada página 41,diz assim:

 1833,na Capela de Padre Machado,Padre Antônio Alves Ferreira,celebrou o casamento de Joaquim da Costa,filho de Valério da Costa e Cecília Maria Rosa,natural de Queluz,com Ana Joaquina,filha de Antônio Vicente da Cunha e Maria Joaquina de Jesus.

   Fazenda 

  Um pouco abaixo da localidade da Capela de Padre Machado,tem uma fazenda de mesmo nome. E seguindo caminho sai em Sesmaria e Almeidas.

  No manuscrito inédito de Quincas de Almeida,na denominada página 259,diz assim:

 1854. João Gonçalves Dutra e sua mulher Inês Francelina da Silva,venderam ao tenente Coronel Joaquim Lourenço Baeta Neves e Daniel Lourenço.....
 A Fazenda denominada Padre Machado,da freguesia de Ouro Branco,desta Vila,confrontando ao nascente com terras do capim,da Boa Esperança,e ao poente com terras da Sesmaria e terras dos compradores,ao norte com herdeiros de Joaquim da Cunha...