sábado, 24 de junho de 2023

DEVOÇÃO A SÃO JOÃO EM CONSELHEIRO LAFAIETE

 ORIGEM DA FESTA

 



  Segundo o programa da festa de São João,em 2009,no texto conta a história da paróquia diz assim: "Tudo começou numa pequena aldeia onde viviam poucos moradores no local chamado "Alto dos Pinheiros"...
 Entre os moradores havia um português que trouxe de sua terra suas tradições e celebrava a "festa de São João Batista". Seu nome era Gilberto Costa,que com sua religiosidade ergueu, no local,uma cruz,onde reunia com poucas famílias,tudo isso por volta de 1890. Para maior comodidade das famílias,ao lado do cruzeiro,ergueu-se uma capela de Sapé e chão batido..."

  ETAPAS DAS IGREJAS 

  Sabemos  que no final do Século XIX já  existia essa capela de sapé (sendo a primeira etapa,numa "Capela de Sapé") que após 1901 foi substituído por uma capela de alvenaria.Mas não foi encontrado nenhum documento oficial sobre essa antiga capela de Sapé que existiu entre 1890 a 1901.

  Em 1901,José Silvestre de Freitas e José Emídio Ferreira,junto com os moradores do local,em mutirão construíram a Capela de Alvenaria. Essa sendo a segunda Etapa

  Será que era uma capela dedicada a São João Batista ?


 Curiosamente no jornal Correio da Semana n°8 de 27/4/1913 trás a seguinte notícia: "Na capela da Santa Cruz,ereta na rua dos pinheiros,desta cidade,estão fazendo os devotos do símbolo da redenção,todas as noites,rezas com cânticos em preparação. A festa dia 4 próximo,quando haverá procissão."

 O Jornal Correio da Semana fala primeiro (edição de abril de 1913) ser Capela da Santa Cruz na Rua dos Pinheiros,e na edição de maio de 1913 fala na Capela dos Pinheiros teve a festa da Santa Cruz. fato que deixou essa dúvida,embora acredito que o padroeiro era São João,mas a comunidade local também fazia a festa a São João Batista. 

 A primeira Festa de São João que conseguiu descobrir por anúncio antigo de jornal,foi essa de 1915. E olha só fora de época,festa em 3 de outubro. E por tradição a festa é o 24 de junho. Veja no anúncio diz "Capella dos Pinheiros" (não menciona o padroeiro,apenas acima diz Festa de S. João) . 

   

foto:Acervo Memória BN (reprodução do Jornal Correio da Semana edição  98 de 17/10/1915

 

Já no jornal correio da semana de 17/10/1915,diz a nota:
"Capela dos Pinheiros"
"Realizou-se no dia 3 de outubro,os festejos de São João na capela dos Pinheiros,as 10 horas do dia houve missa. As 4 horas da tarde procissão e a entrada sermão pelo REVMO padre Américo e terminando com a benção do sino,rezas e levantação do mastro. Abrilhantou os festejos a excellente banda de musica Santa Cecilia,que muito concorreu para o seu brilhantismo. A commissão agradece a todas as pessoas,que concorreram para estes festejos.."

Essas notas de 1913 e 1915,são as notícias mais antigas que foram registradas em jornal que consegui.

 No Jornal de Queluz de 1928 edição de 11/8/1928 ,encontro o primeiro registro oficial do padroeiro dessa capela,que encontrei numa lei da época sobre as ruas e bairros,é citada a Capela de São João dos Pinheiros. A lei número 371 de 3 de agosto de 1928 fixa o perímetro urbano da cidade... " ... cortando o Rio Bananeiras,do Triângulo,certo em rumo a Capella de São João ,nos Pinheiros... "

 A Terceira e última etapa foi a Construção da Igreja atual de São João durante a década de 1970 e tornou paróquia em 1990,sendo a única na cidade a ter como padroeiro.   

LEI MUNICIPAL 698 de 20/8/1964

 Autoriza a Doação de Terreno à capela de São João Batista.

 Terreno de 739 metros para a Construção de uma igreja de mesmo nome

(fonte:site Oficial da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete)

 NADA  ENCONTRADO ?

 
 Num almanaque Laemmert de 1921,que registrava o que havias nas cidades diversas do Brasil,na época nossa cidade chamava Queluz. Nas igrejas e capelas da época não consta a de São João,e isso deve ser porque era considerada capela particular. E nem o pesquisador Padre José Duarte de Souza,nos seus escritos inéditos,nada foi falando sobre a capela de São João,e ele pesquisou também em Mariana.

 Tem que ser pesquisado no livro de Tombo da Matriz,para verificar se existe alguma referência da antiga Capela dos Pinheiros ?  (até o momento nenhuma resposta)

IMAGENS DO PADROEIRO SÃO JOÃO

IMAGEM ORIGINAL

Imagem do padroeiro São João       24/6/2023   foto:autor da postagem
 

  Sobre a Imagem original a que atualmente está no altar era a mesma da antiga Capela dos Pinheiros,e na década de 1990 voltou a ficar no altar. Não sabemos o autor dessa imagem,sabe que ela é antiga provavelmente do Século XIX e ela é de madeira. Foi restaurada em São João Del Rey no ano de 2017.

 

IMAGEM QUE CHEGOU A NOVA IGREJA
  

 imagem grande de São João                     foto:autor da postagem 24/6/2023

  No jornal o Processo,2° quinzena de junho de 1977,ano V, n° 82 ,lembra a chegada da Nova Imagem (grande).

 "...diz que a comunidade paroquial,esteve bastante movimentada.
 Novena foi de 17 a 24 de junho.
 No adro da igreja,todas as noites,teve barraquinhas,etc.
 Dia 24,missa festiva ás 14 horas.
 Dia 26,caravana de fiéis,partindo do seminário dos padres do Trabalho,em direção a igreja,e conduzindo a nova imagem do padroeiro..."

 

 Essa imagem Grande ficou no altar principal da Igreja entre 1977 até por volta de 1996,sendo substituída pela original que encontra se no altar. A imagem maior foi restaurada recentemente em 2022 encontra se no salão paroquial.Não sei também quem foi o autor dessa bela imagem,ela também foi feita de madeira.

PARA SABER MAIS

 Vejam as postagens anterior do meu blog sobre Igreja ou Bairro de São João veja nos arquivos de Junho de 2017 (Igreja de São João Batista em 3 partes) e bairro São João (junho de 2017) e também em junho de 2021 (bairro parte 1 e 2)

 

quinta-feira, 15 de junho de 2023

LOCALIDADES RURAIS DE CONSELHEIRO LAFAIETE- PARTE 10

   Hoje vou lembrar as localidades e locais interessantes da zona rural de Conselheiro Lafaiete. Em 2021 em junho daquele ano eu falei sobre as localidades rurais da cidade e dividi em 8 partes,mas algumas eu só conheci depois. E na ultima postagem falei sobre parte 9 veja o ultimo arquivo do blog.

 Quem não viu,veja nos arquivos de junho de 2021. Mas hoje vamos ver a parte 10 

 

REGIÃO DE SÃO GONÇALO DO BRANDÃO 

 Se engana quem pensa que São Gonçalo é apenas aquele povoado onde tem a igreja e o cemitério e poucas casas,sendo que nessa região tem muita mata preservada,várias trilhas e também córregos e rios que poucos conhecem e sítios espalhados por vários cantos e além de várias estradas diferentes.  Vamos ver nessa postagem algumas regiões em volta de São Gonçalo.

 (Saber mais sobre a história de São Gonçalo,veja nas postagens março de 2017 e também em julho de 2018 mineração em Queluz,e também parte 2 de 13/6/2021) 

  Na região tem o Rio Pequeri.  E vários córregos também, tem Córrego do Boa Vista,Córrego do Badaró (localiza na estrada Alto São Gonçalo a região de Maracujá),e entre outros. 

Entrada de São Gonçalo tem essa placa:

Placa de entrada do povoado. 10/6/2018  foto:autor da postagem
 


 Placas de indicação 23/4/2023   foto:autor da postagem

 

 Essas fotos são da parte alta de São Gonçalo 

No fundo da foto vê a localidade de São Gonçalo. 12/3/2023 foto:autor da postagem


Estrada vicinal que sai próximo à Maracujá,vinda do Alto de São Gonçalo. Onde tem barrancos é próximo ao Boa Vista. 22/7/2022            foto:autor da postagem


Trilha do alto de São Gonçalo,18/12/2022    foto:autor da postagem


Coqueiros

 Para quem vem da barreira,para chegar em Coqueiros é uma entrada à direita antes de chegar a São Gonçalo. O nome do local sugere que tinha vários Coqueiros nesse local.

 

Placas de indicação 13/4/2022         foto:autor da postagem.
 

 

Região dos Coqueiros,13/4/2022       foto:autor da postagem

Pinguela da trilha dos coqueiros,13/4/2022   foto:autor da postagem
 

Boa Vista

 Após a igreja,e passar pela ponte sobre Rio Pequeri é a primeira entrada à esquerda. No alto desse local realmente é uma Boa Vista.

 

Sítio Boa Vista.22/7/2022                 foto:autor da postagem

 

 Roça Grande

 Após a Igreja sentido à direita,chegamos na Fazenda roça Grande


 Rio Pequeri região da Roça Grande,20/5/2023  foto:autor da postagem

Rio Pequeri região da Fazenda Roça Grande,16/6/2018  foto:autor da postagem
Placa de indicação 16/6/2018     foto:autor da postagem


Pedra do Urubu

Após a Igreja antes de chegar ao entrocamento para Maracujá. 

 

Pedra do Urubu,18/12/2022      foto:autor da postagem
 

 

Fazenda na região da pedra do Urubu,7/9/2018  foto:autor da postagem

Paiva

 Para quem vem do Bairro São Dimas,tem a opção de ir nessa região antes de chegar a São Gonçalo. 

Região do Paiva ,vemos alguns sítios  12/3/2023  foto:autor da postagem


(Para Saber sobre Caeté e Mato Dentro,Três Barras e Caramonha,veja postagens do blog de parte 1 de 12/6/2021) 

MARACUJÁ (QUELUZITO)

 A localidade de  Maracujá,pertence ao Município de Queluzito. É um ponto turístico dos bicicleteiros que fazem suas rotas saindo de Amaro Ribeiro ou mesmo de São Gonçalo para Maracujá.  No passado pertencia Lafaiete.

 Nessa localidade também é conhecida por causa das festas de reis e no passado era caminho da linha férrea da Santa Matilde em direção a Mina da Jurema (Buraco do Bicho)

Igrejinha de São Sebastião da localidade de Maracujá,7/9/2018  foto:autor da postagem.

NOTA DO AUTOR DA POSTAGEM (Luiz Fernando Azevedo)

  Pode ser que faço parte 11 em diante. Continue a prestigiar o blog "HISTÓRIAS DE LAFAIETE" que é um blog que está na internet há quase 7 anos,não temos patrocinador e nem ajuda de governo nenhum,ele é imparcial e tem como objetivo divulgar a história de Conselheiro Lafaiete.  Mas precisamos manter o blog,por isso peço uma contribuição para ajudar a manter o blog pelo pix: lufeand@gmail.com  (qual quantia) . Será bem vindo comentários e sugestões de postagens.


terça-feira, 13 de junho de 2023

LOCALIDADES RURAIS DE CONSELHEIRO LAFAIETE - PARTE 9

  Hoje vou lembrar as localidades e locais interessantes da zona rural de Conselheiro Lafaiete. Em 2021 em junho daquele ano eu falei sobre as localidades rurais da cidade e dividi em 8 partes,mas algumas eu só conheci depois e outras esqueci de falar,e nessa parte 9 vou falar sobre aquelas não faladas á época.

 Quem não viu,veja nos arquivos de junho de 2021. Mas vamos para parte 9.


  REGIÃO DE ALMEIDAS 

 

  Laranjeiras 

 Essa região fica entre a Fazenda das Palmeiras e Pedra Branca,acesso numa estrada vicinal após a fazenda das Palmeiras sentido à direita. Nessa região rural tem vários sítios e também o condomínio Recanto dos Canários (Condomínio Laranjeiras). 

Região das Laranjeiras (Almeidas) 4/9/2022    foto:arquivo Maria Rufino
 

Região das Laranjeiras (Almeidas) 4/9/2022    foto:arquivo Maria Rufino
 


Fazenda Unha da Gata

Fazenda unha da Gata,Almeidas 11/6/2023   foto:autor da postagem

 Não descobri porque a Fazenda tem esse nome. A Unha da Gata provavelmente é uma fazenda antiga. Eu apenas encontrei uma informação que entre 1989 a 1992 o prefeito Arnaldo Penna fez um boeiro na estrada que liga essa fazenda vindo da br 482 passando pela fazenda Gavetão até a Unha da Gata.

 Após a fazenda não há ligação por carro para Açude,existe apenas um trilho e uma estrada desativada.

REGIÃO DO AMARO RIBEIRO

 Região da Tapera

  Localiza para quem está na Estrada Vicinal Amaro Ribeiro a São Gonçalo,primeiro vemos a região de Morro Vermelho,em seguida Sítio do Delegado depois o entrocamento São Gonçalo e Tapera:

Sítio Morro Vermelho,Amaro Ribeiro. 6/5/2023  foto:autor da postagem


Sítio do Delegado,Amaro Ribeiro 6/5/2023    foto:autor da Postagem


Entrocamento São Gonçalo (esquerda) e Tapera (direita) ,6/5/2023   foto:autor da postagem

A Região da Tapera atualmente não tem ligação com o bairro Topázio,mas em poucos dias à uma previsão da estrada ligando Amaro Ribeiro ao Topázio,vamos aguardar. 

Mata fechada ao fundo,região da Tapera 6/5/2023   foto:autor da postagem



REGIÃO ENTRE SÃO VICENTE E BUARQUE

Fazenda do Saco

Fazenda do Saco, 3/2/2018                         foto:Mauro Dutra de Faria
 

 Essa antiga fazenda localiza na estrada principal de Lafaiete a São Vicente,um pouco depois da Biquinha,um pouco antes da entrada do povoado de São Vicente. Ela ainda existe,sendo de propriedade particular. 

No final do Século XIX era proprietária da Chácara do Saco a senhora Zeferina Maria do Amor Divino .  (fonte: Antônio Perdigão,livro família Batista Perdigão).
 Segundo o historiador Quincas de Almeidas em uma das sínteses de cartas assim escreve:
" Antônio Duarte Côrrea vendeu a José Vargas Branco,no lugar denominado Saco,da Freguesia de Queluz,uma sesmaria de terras que havia sido do defunto Miguel Côrrea de Faria.
No Livro de Registro da Câmara de Queluz diz assim:
" 1803. Antônio José Barbosa. Inv. Ana Camila , viúva. Filhos: Joaquim, 7 anos ; Feliciano ; Januário ; Antônio e José . Fazenda do Saco, da Aplicação de Queluz. terras herdadas do pai falecido. " 
    Sobre o nome eu não sei o motivo.Mas tenho duas teorias, Em Geografia um  acidente geográfico é chamado de Saco quando tem água protegidas por barreiras ou baías, e naquela região existe lagos próximo a rios ,e talvez por isso.

 Para quem vem de Lafaiete,primeiro vemos a fazenda Santa Edwiges (antiga fazenda "atrás do Saco" ) hoje propriedade da Família Reis Carvalho,depois vem o restaurante da Biquinha e por fim a antiga Fazenda do Saco. 

Sítio Santa Edwiges,27/11/2022      foto:autor da postagem


Sítio Bambuzinho

Localizado antes da Biquinha,numa entrada de estrada vicinal para direita (antes de entrar a esquerda na estrada para os Violeiros). No Sítio Bambuzinho existe algumas casas, cerca de dez. 

Pequeno povoado de Sítio Bambuzinho,14/10/2022    foto:autor da postagem


 

estrada na entrada do sítio Bambuzinho,14/10/2022     foto:autor da postagem

Sítio  do Contrato 

Região do Contrato,14/10/2022                          foto:autor da postagem
 

 Localizado numa estrada vicinal que liga a estrada São João -Linhazinha (A terceira à esquerda após o Pau de Óleo ,e vai sentido a região de Buarque).  Essa região não tem acesso a região de Buarque porque termina na porteira do senhor Maurício da Empresa Líder. Essa região é bonita e calma.

   A referência mais antiga que encontrei fala que em 1915 teve um translado de escritura do espólio de Vicente Joaquim de Morais e sua mulher;na página 02,verso,aparece o nome de José Luiz Perdigão,onde possuía terras na localidade do Contrato,no povoado de Barrozo.  (fonte: Livro Genealogia Perdigão - Batista ,de Antônio Luiz Perdigão,página 5)

 

(para ver mais sobre a região da Biquinha,São Vicente,veja arquivo de outubro de 2022)

 NOTA DO AUTOR DA POSTAGEM (Luiz Fernando Azevedo)

 Pode ser que falarei da parte 10 em diante caso for preciso. 

Continue a prestigiar o nosso blog "HISTÓRIAS DE LAFAIETE" que é um blog que está na internet há quase 7 anos,não temos patrocinador e nem ajuda de governo nenhum,ele é imparcial e tem como objetivo divulgar a história de Conselheiro Lafaiete. 

 Mas precisamos manter o blog,por isso peço uma contribuição para ajudar a manter o blog pelo pix: lufeand@gmail.com  (qual quantia) . Será bem vindo comentários e sugestões de postagens.

terça-feira, 23 de maio de 2023

LOCALIDADE DE CAETÉ

 Hoje vou falar sobre a localidade de Caeté,no município de Conselheiro Lafaiete.

 Localiza entre as localidades rurais de São Gonçalo do Brandão e Mato Dentro. É uma localidade onde existe vários sítios e muitos deles são distantes um dos outros.

 

 Origem do Nome

  Seu nome pode ser ligado a nome indígena que vem do tupi Ka á (Mata) e eté (verdadeiro),significa "mata verdadeira " ou "mata virgem". Ou também pode ser que os primeiros moradores vieram da cidade mineira de Caeté para esse local. 

 Origem da Localidade

 infelizmente tenho poucas informações do local,mas já existia no Século XIX.

 O documento mais antigo que encontrei foi um que cita a Fazenda Caeté ,região do Redondo (hoje Alto Maranhão) datado de 1865.

 Nos Manuscritos inéditos de Joaquim Rodrigues de Almeida (Quincas de Almeida) na denominada página 199 diz assim:

 " 1865 . José Carlos da Silva Caeté . Testamenteiro Maria Francisca da Conceição, viúva do mesmo. Disse em testamento ser morador da fazenda Caeté ,distrito do Redondo, filho natural de Sebastiana Angélica da Silva. Ele casado com Maria Francisca da Conceição,sem filhos. "

  A lei Municipal de n° 4567 de 23 de dezembro de 2003,denominou algumas ruas de Caeté,sendo que foi disponibilizado um croqui constando no mapa as localidades de Mato Dentro e Caeté e suas respectivas ruas. A principal denominada José Lucindo, e as outras são Geraldo Rezende,Francisco Pinto de Melo,Joaquim José Coelho e João Rodrigues. E na época existia a Escola Municipal Joaquim Lopes da Silva,que hoje está desativada. 

 

Mas pela lei N 5872,de 14 de setembro de 2017 que definiu o nome dos logradouros da cidade,no Artigo 5° sobre as localidades rurais ,diz assim: 

§ 2º 
Caeté, com os seguintes logradouros:
I – Estrada da Pedreira;
II – Estrada Sítio Bula;
III – Estrada Sítio Fundão;
IV – Rua Francisco Pinto de Melo;
V - Rua Geraldo Resende;
VI – Rua João Rodrigues;
VII – Rua Joaquim José Coelho;
VIII –  Rua José Lucindo

 CRUZEIROS

Localiza na entrada da Localidade de Caeté,isso para quem sai de São Gonçalo. 

 

Cruzeiro com madeira recente na entrada de Caeté,20/5/2023

foto:autor da Postagem

Cruzeiro antigo que existia no lugar do atual (foto acima). foto de 27/8/2017

foto:autor da postagem


OUTRAS FOTOS DE CAETÉ

Estrada de Caeté,20/5/2023

foto:autor da Postagem


Bica d'água de Caeté,20/5/2023

foto:autor da postagem



SABER MAIS

 Veja as postagem no Arquivo do Meu blog de 12/6/2021 parte 1 das Localidades Rurais de Conselheiro Lafaiete.

sábado, 6 de maio de 2023

125 ANOS DA EXTINTA ESTAÇÃO GAGÉ


ESTAÇÃO DE GAGÉ

  Segundo o site estações ferroviárias a antiga estação estaria fazendo hoje 125 anos de existência,era localizada em Gagé ,no Município de Conselheiro Lafaiete. E por falta de conservação ela foi demolida por volta dos anos de 1999 e 2000,e segundo um morador da região me falou que lembra do chão da antiga estação que era um piso de cor vermelho.

A Estação localizava ao lado direito da linha (sentido Lafaiete a Belo Horizonte) e localizava poucos km antes da localização de Vila Marques. 

Infelizmente o autor dessa postagem não chegou a conhecer essa estação. 

 

A estação de Gagé, já abandonada, em 1989. Foto Bo Lennard, cessão Pedro Paulo Rezende


Do lado direito vemos onde ficava a estação de Gagé,hoje no local só matagal e uma parte da plataforma de cimento foto:Michael Silva,abril de 2017




GAGÉ
Município de Conselheiro Lafayette, MG

Linha do Centro - km 473,523 (1928)

 

MG-0410

Altitude: 889 m

 

Inauguração: 06.05.1898

Uso atual: demolida

 

com trilhos

Data de construção do prédio atual: n/d (já demolido)

Ao lado, a placa de Gagé; balançando
ao vento, agosto de 1999. Foto Pedro Paulo Rezende


A ESTAÇÃO

A parada de Gagé foi inaugurada em 1898 para servir à exportação de manganês ali extraído então pela Companhia Santa Matilde: "Foram mais abertas ao trafego as seguintes estações: (...) a 6 de maio (de 1898), a estação Gagé, entre Lafayette e Congonhas, ex-posto telegráfico do mesmo nome (...)" (Memória Histórica da EFCB, 1908, p. 488).

Para esta estação seguia uma ferrovia particular em bitola métrica. Havia mais dois ramais.

Segundo Kelso Medici: "Consta que Gagé ficava nas terras da usina, naquele tempo chamada Usina da Esperança, depois Usina Queirós Jr., hoje VDL-Valadares Siderurgia Ltda., em Itabirito-MG". Segundo Max Vasconcellos, em 1928 "à sua esquerda uma estrada de ferro liliputiana, em desenvolvidas curvas, coleia, como longa e fina serpente, pelo amplo morro (Morro da Mina) onde vai buscar o mineral precioso". Era o ramal do Morro do Cocoruto, em bitola de 60 cm. O leito dela ainda existe, inclusive com pontes e bueiros. A estrada que sai da BR 040 e se dirige a Gagé é, na verdade, o antigo leito daquela ferrovia. Uma ponte bem próxima da plataforma de Gagé indica isto.

Já o ramal do Morro da Mina saía de uma chave dez quilômetros antes da estação e se dirigia para o outro lado da linha principal. O ramal do Morro da Mina pode ser percorrido hoje de carro. As placas de sinalização ainda podem ser vistas ao longo da antiga linha.

A estação já foi demolida.

"Em 1999, a plataforma de Gagé estava coberta de mato e uma das placas balançava ao vento, como se um furação a houvesse destruído" (Pedro Paulo Rezende, 2008). 

 

Selo da Estação de Gagé                                       foto:postagem estações ferroviárias 



ACIMA: "Este carimbo eu considero como raro. É o único que conheço. A agência da Estação de Gagé foi criada em 17/5/1900. Pertencia ao município de Queluz, atual Conselheiro Lafaiete. Permutava malas postais diariamente com a Administração Regional em Ouro Preto. A mala postal seguia pela EF Central do Brasil - Linha do Centro - até a Estação de Miguel Burnier, e em seguida, pelo Ramal de Ouro Preto até a cidade homônima. A mala postal para a Administração Federal seguia pela EFCB - linha do Centro - diretamente para o Rio de Janeiro. Não consegui descobrir a origem do nome Gagé. Aparentemente a estação adotou o nome da região onde se localiza, antiga área de mineração de ouro. Existe uma citação à Estação de Gagé no livro Chão de Ferro do Pedro Nava "... Veio logo a parada de Mariano Procópio... em seguida cresceu a demora e já era noite fechada quando ouvi anunciar - Gagé Gagé Gagé - e logo os freios da máquina funcionando, os guarda-freios ajudando com os de mão de cada vagão e, num sacolejar de ferragens, paramos no deserto. Só depois de procurar muito, divisei umas luzinhas ... no seu trem, frissionei de medo de morrer, de ter de descer em Gagé ou de morar em Gagé. Que diabo seria Gagé? Meu Deus ... Onde estaria? Onde estava eu? Em que Áfricas? Em que Javas? Mas logo o trem partiu e continuou atrasando e apitando até a chegada na madrugada umbrosa e perfumada de Belo Horizonte" (texto e reprodução Márcio Protzner, 02/2009)

 

 
















































































































































FONTES: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_mg_linhacentro/gage.htm










Pedro Paulo Resende; Ke
lso Medici; Bo Lennard; Márcio Protzner; Coleção Digital de Itabirito; Memória Histórica da EFCB, 1908, p. 488; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; IBGE: Revista Brasileira de Geografia, 1945)
























































































sexta-feira, 28 de abril de 2023

ALBERTO LIBÂNIO

  No último dia 23,se fosse Vivo o Professor e Historiador Alberto Libânio estaria fazendo 70 anos. Ele que foi um dos maiores historiadores nascido em Conselheiro Lafaiete e faleceu aos 47 anos em 2000.

 Vale lembrar que o  blog Historias de Lafaiete,sempre faz uma homenagem aos grandes historiadores de nossa cidade. E infelizmente o autor dessa postagem não chegou a conhecer esse nobre fundador da ACLCL.


                             foto:reprodução Jornal Correio da Cidade

 Em 2009 o saudoso historiador Alex Milagre,assim ele escreveu sobre seu amigo num artigo em seu blog:

 " Neste dia, 23 de abril, comemora-se o natalício do Professor Alberto Libânio Rodrigues (1953-2000). Passados nove anos desde o seu falecimento prematuro, no dia 13 de outubro, seu nome ainda permanece vivo no meio cultural de Conselheiro Lafaiete, sua terra natal que tanto amou, cultuou e a divulgou.
Por isso, neste dia, reverenciamos sua memória, em reconhecimento ao seu trabalho como jornalista e agente cultural, além de escritor, historiador e poeta, dotado de uma verve como poucos a possuíram. Ao mesmo tempo em que se mostrava condoreiro, seus textos eram claros e diretos, granjeando admiradores sinceros e desafetos incontidos. Mas com o bom humor e a sinceridade que lhe eram peculiares, Alberto Libânio vivia destemidamente com todos, fosse falando, fosse empunhando sua pena, aliás, temida por muitos.
Sua estréia na imprensa foi num momento em que ela ainda era manipulada, servil aos interesses do partidarismo político interiorano, como vinha acontecendo desde o limiar da República, nos últimos anos do século XIX. Este era o perfil do jornalismo em Conselheiro Lafaiete até a década de 70. Por cerca de 80 anos, a imprensa esteve quase sempre nas mãos dos líderes políticos, sob o comando de partidos distintos que lançavam mão dela para “doutrinar” seus eleitores.
No momento em que a cidade inicia uma nova fase, em todos os aspectos, tanto questões sociais e culturais, influenciada, talvez, ainda pelos influxos de revolução de conceitos em todos o mundo desde o pós-guerra, como questões sócio-econômicas, principalmente com o advento da siderurgia, a partir da implantação da Aços Minas Gerais, em Ouro Branco, nos anos 70, nesse momento a imprensa passa por uma reformulação. Os primeiros sinais desse revigoramento jornalístico – para não dizer implantação de um novo jornalismo na cidade – puderam ser sentidos em “O Processo” (1972-1978), mas a efetivação desse alvorecer de uma nova e importante fase da história da comunicação em Conselheiro Lafaiete deu-se com a criação do jornal “Panorama” (1978-1984).
A cidade teve o seu primeiro jornal em 1894. No entanto, desde essa época, as publicações sempre estiveram nas mãos de um determinado grupo político ou de alguém que se deixasse influenciar – de certa forma até ser manipulado –, fosse pela situação governista, fosse pela oposição. Dezenas de títulos já haviam encabeçado os semanários, quinzenários, até mensários, destinados a informar a população de Queluz e, posteriormente, de Conselheiro Lafaiete. Nenhum deles, entretanto, encorajara-se a enfrentar a política local, exercendo um jornalismo imparcial, ou menos tendencioso. E isso se deveu, e muito, a Alberto Libânio, com destaque para sua atuação no jornalismo.
O futuro de um filho de um alfaiate e de uma costureira, que teve uma infância difícil, principalmente após o pai ter sido acometido por um derrame; aluno relapso na escola, reprovado em algumas séries do antigo curso ginasial e concluindo os estudos secundários em exames supletivos talvez não fosse promissor, se se tentar traçar seu perfil intelectual a partir daí.
Alberto Libânio Rodrigues foi esse menino que nunca conquistou boa condição financeira. Mas se projetou de maneira significativa quando, após alguns fracassos, definiu “o que queria fazer da sua vida” e pôs-se a lutar pelos seus objetivos. O que fora uma iniciação profissional - mais uma forma de ajudar à mãe, então viúva, no sustento da casa, com parcos cruzeiros -, despertou o interesse do menino de apenas 12 anos de idade, quando entrou pela primeira vez numa gráfica de jornal, tendo seu primeiro contato com os tipos de chumbo, a tinta e o papel, até tomar gosto pela leitura das notícias. A partir desse contato despretensioso com a imprensa, despertou-lhe o interesse pelas artes gráficas, passando à redação, excursionando pela publicidade e marketing, até se firmar como jornalista destemido e atuante, considerado, hoje, um marco na história da imprensa em Conselheiro Lafaiete.
Aliás, essa atuação verificou-se não apenas em sua cidade natal, mas também em outros municípios por onde passou, custando-lhe a tranqüilidade, uma melhor condição econômica e até amizades. Empedernido em suas concepções, não cedia às influências, menos ainda às pressões, e seguia determinado com seu propósito, sem se permitir o esmorecimento. “O grau de obsolescência da cabeça de muitas pessoas é, às vezes, maior que o Monte Sinai”, dizia Alberto Libânio.
Ele superou suas limitações, trabalhou incansável, reagiu contra sistemas políticos adotados em detrimento da liberdade de expressão e acabou se tornando uma referência para o jornalismo do interior. Aliás, foi nessa faina que participou da fundação da Associação dos Jornais do Interior de Minas Gerais (ADJORI-MG), em 1982, sob a orientação da Associação Brasileira de Jornais do Interior (ABRAJORI), exercendo o cargo de primeiro secretário em sua primeira diretoria.
O novo estilo que Alberto Libânio lançou na imprensa lafaietense, entre os anos de 1978 a 1984, tornou-se, pois, uma referência para os veículos de comunicação impressos que o sucederam na cidade, tanto a linha editorial, quanto os conceitos de empreendedorismo e de administração.
Mas seu talento não se conteve dentro de uma redação de jornal, apenas. Ele foi além, promoveu sua terra natal, idolatrada em seu célebre “Queluzíadas”, legado de patriotismo aos seus conterrâneos, profissão de fé numa terra que nasceu do idealismo, na abertura de novos caminhos que indicam o progresso. Como editor, promoveu o soerguimento e/ou aparecimento de muitas instituições e pessoas, entre literatos e pesquisadores. Seus estudos históricos e genealógicos o conduziram ao vetusto Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, onde ocupou a cadeira cujo patrono era o Cônego José Antônio Marinho. Na Academia Mineira de Trovas encontrou assento entre os magníficos trovadores do Estado e, em seu torrão natal, fundou a Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette, que o teve como presidente até o seu passamento. Era a realização de um antigo sonho, vislumbrado nos primórdios dos anos 80, de reunir os intelectuais lafaietenses num sodalício onde as aspirações comuns dos acadêmicos impulsionassem a cultura local.
E eis que seu sonho se realizou e perdura ainda hoje, pujante, empunhando o guião erguido por Alberto Libânio, cuja divisa bem define os nossos ideais: “Labore scriptisque ad immortalitatem”.
Homenagem da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette ao seu fundador. " 

 Fonte:  Blog do Alex Milagre abril de 2009  http://allexmilagre.blogspot.com/2009/04/no-natalicio-do-professor-alberto.html

 Curiosamente Alex Milagre veio a falecer em novembro de 2009 e em abril ele escreveu sobre Libânio. 

 QUEM FOI ALBERTO LIBÂNIO RODRIGUES

  Alberto nascido na rua Napoleão Reis,16 antigo Boqueirão,em Conselheiro Lafaiete,em 23 de abril de 1953 era filho de  Adelino Libânio Rodrigues e Maria Etelvina Rodrigues,ambos oriundos da cidade de Claúdio MG.

 Era casado com Cleonice Martins Libânio,e tiveram 3 filhos: Alberto Jr,Viena e Spartákos. 

 Em setembro de 1993 fundou e presidiu a Acadêmia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete (ACLCL) até o ano de 2000. Sendo que em 1995 ele criou da Antologia Poética "Lafaiete Prosa e Verso" que teve sua primeira edição em 1995 ,e após a sua morte a sua esposa Cleonice continuou na organização dessa Antologia que continua sendo editada anualmente até os dias de hoje.

 Alberto Libânio faleceu no Hospital São Lucas em Belo Horizonte aos 13 de outubro de 2000  (estava internado desde agosto),e foi sepultado no cemitério Nossa Senhora da Conceição de Conselheiro Lafaiete. 

 

fonte: Reportagem de João Bellavinha para o Jornal Correio da Cidade,edição 4/5 a 10/5/2013. 

  GRANDE LEGADO DE LIBÂNIO

    No Jornal Panorama edição 31/1 a 14/2/1982 Alberto Libânio faz uma alerta sobre a verdadeira data de Emancipação Política de Conselheiro Lafaiete que antes comemoravam o aniversário da cidade em 2 de janeiro de 1866 de forma equivocada. Mas defendia que a verdadeira data seria 19 de setembro de 1790. E através do trabalho de Libânio e junto ao Antônio Perdigão,corrigiram esse erro histórico,algo que a administração municipal só reconheceu em 1990.  

 

 (para saber mais do detalhe acima leia o artigo sobre a História de Lafaiete,postagem de setembro de 2017 em 4 partes).

terça-feira, 25 de abril de 2023

PROJETO RESGATE "AS ANTIGAS CAPELAS DOS PASSOS " - PARTE 3 /CONCLUSÃO

 Nesse artigo vamos concluir sobre o assunto dos resgate das antigas Capelas dos Passos (da semana Santa) da antiga Queluz de Minas,atual Conselheiro Lafaiete.

 Leia a parte 1 e parte 2 antes de ler essa. Vamos falar das outras capelas do projeto CREIAS M.    Na parte 2 foi falada a letra C,R e I .  Hoje falamos da letras E,A e S  (além do M) 


Mapa da antiga Queluz e suas Capelas ,em destaque à acima Capela da Piedade e na parte de baixa antiga Capela do Carmo.
 

 mapa elaborado pelo autor dessa postagem e arte de Marco Antônio Gomes

foto:Marco Antônio Gomes


 PROJETO  CREIAS M

  Cidades              Conselheiro Lafaiete (Queluz)          Piranga

1° passo                Carmo                                                N.S. Carmo

2° passo               seria o da Mário R. Pereira (PNI)        Santa Efigênia

3° passo               São José                                             Santa Rita

4° passo               seria o da rua comendador (PNI)        São José

5° passo              Igreja Santo Antônio                             Santo Antônio   

6° passo             Piedade                                                 São Sebastião

 7° passo            Matriz N.S.Conceição                             Matriz N.s.Conceição

legenda: PNI  padroeiro não identificado .

 Passos de acordo com Marco Antônio Gomes (tanto cidade de Lafaiete e Piranga)

 Para saber mais acesso o grupo do Facebook: " Esperança;Comunidade alternativa . 

  Passos em Lafaiete

E     PNI  (pela lógica Seria Efigênia) Esse 4 passo que ficava na comendador Baeta Neves,241 - padroeiro não identificado e não confirmado) . Embora a tradicional capela dessa santa foi construída em 1926,está alinhada a essa capela. Mas não confirmei o padroeiro desse antigo passo.

  A existência desse passo também é confirmada pelo historiador Allex Milagre e também por várias pessoas. Ele era na atual Comendador Baeta Neves (antiga rua da Direita) esquina com rua Desembargador Dayrell de Lima (rua que vai para o Solar Barão de Suassuí) . Infelizmente não tenho foto desse antigo passo.

 4 ° passo "A flagelação de Jesus Cristo"

 

Marco Antônio Gomes na esquina da rua Comendador e Desembargador Dayreel,onde localizava esse passo (21/4/2023)

foto:Marco Antônio Gomes

Igreja de Santo Antônio (ainda existente,ela do Século XVIII) 

 5° passo "Coroação de Espinhos"

 

Marco Antônio e o autor dessa postagem em frente ao 5° passo a Igreja de Santo Antônio do antigo Morro das Cruzes.

foto:Marco Antônio Gomes

(para saber mais leia as postagens de junho de 2017 veja morro das cruzes e igreja de Santo Antônio e outubro de 2020 sobre a irmandade de Santo Antônio de Queluz )

   PNI    (pela lógica seria São Sebastião,mas não há referências. Já que a Igreja de São Sebastião de Lafayette foi construída só por volta de 1909 e também não localiza nessa aréa central,não era passo).

 Esse sexto passo seria a extinta Capela de Nossa Senhora da Piedade ?

 supondo que seja essa capela localizava na rua coronel João Gomes,bairro Santo Antônio (mais ou menos na parte central da rua,próximo a antiga casa que servia de correios que hoje é apenas muro) 

6° passo " Descimento da Cruz e Procissão do Enterro do senhor Morto"  (esse passo era conhecido como cruz às costas).

Beco da rua Coronel João Gomes (mais ou menos onde ficava a extinta capelinha da piedade) e Marco Antônio Gomes,e ao fundo vemos a torre da igreja de Santa Efigênia (21/4/2023)

foto:Marco Antônio Gomes

capela da piedade (pintura de Auréas Cabanelas) 

foto:cópia Mauro Dutra de Faria


 (saber mais veja postagem de Abril de 2017 sobre Capela da Piedade)

 Eu também cheguei a pensar se esse S não seria de Santa Cruz. Isso porque a primitiva Capela dos Pinheiros,atual Bairro São João,foi construída em 1901 (de alvenaria) . No jornal Correio da Semana de 1913 ela foi chamada de Capela da Santa Cruz.

Mas eu acredito que não era lá ,já que era uma capela distante a quase 2 km da Matriz.

 

Capela de São João dos Pinheiros década  de 1960

foto:Museu e Arquivo Antônio Perdigão

(saber mais sobre São João,postagens junho de 2017)


M  Matriz Nossa Senhora da Conceição,igreja existente do Século XVIII . Embora não seja um passo ,era onde se faziam as solenidades e onde também encerravam as cerimonias de procissão. 

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição por volta de 1881

foto: Museu e Arquivo Antônio Perdigão


Saber mais veja as postagens de dezembro de 2016,dezembro de 2017 e janeiro de 2019)

OUTRAS CURIOSIDADES

  A primeira é sobre o Cruzeiro do bairro rosário (localizava onde hoje é a Avenida João Pessoa esquina com a Rua Santa Apolônia ,descida para Fonte Grande),não era passo. Mas curiosamente o passo da Mário R. Pereira alinha com esse cruzeiro.

onde localizava o cruzeiro do Rosário,Marco Antônio e o autor da postagem (21/4/2023)

foto:Marco Antônio Gomes
 


A segunda é sobre o Necrotério do antigo Hospital Santa Casa de Queluz (hoje Hospital Queluz) ele localizava de frente a Igreja Santo Antônio. Embora ele também não era passo,essa capela do necrotério tinha aparência de ser um passo. Ele foi demolido na década de 1980. Mas ele só era usado para velórios.  (saber mais postagem de setembro de 2017)


 Necrotério do hospital Queluz década de 1980

foto:Cópia de Mauro Dutra de Faria


Outro lugar mostrado no mapa foi onde supostamente foi a primeira Matriz. Onde atualmente é o colégio Estadual na atual Rua Barão de Suassuí.  (saber mais veja postagem dezembro de 2016 sobre Teses da primeira Matriz) 

NOTA DO AUTOR

 Esse assunto não foi encerrado,porque muita coisa precisa ser confirmada. Mas vou continuar  pesquisando e em breve vai ter mais novidades.

 Agradeço Marco Antônio Gomes por ter vindo a Lafaiete no último dia 21,porque sem ele esses 3 artigos não teria sido escrito. Em breve mais novidades.

 Fontes:  Blog do Historiador Allex de Assis Milagre (1971-2009)  http://allexmilagre.blogspot.com/2007/03/tradies-religiosas-da-semana-santa.html

 Pesquisas de MARCO ANTÔNIO GOMES  ( DIRETOR DO ARQUIVO DO CONHECIMENTO CLAUDIO MANUEL DA COSTA EM PIRANGA-MG)

 Pesquisas do autor dessa postagem (LUIZ FERNANDO AZEVEDO)