segunda-feira, 7 de março de 2022

BAIRRO SÃO BENEDITO

 Hoje venho falar sobre o Bairro São Benedito,localizado na zona noroeste de Conselheiro Lafaiete.


 Vista Panorâmica do Bairro São Benedito (mais à direita da foto)

foto:Autor da postagem,07/03/2022


   Origem

  A Fundação do bairro ocorreu em 1958. " O proprietário de um terreno,o senhor José Alves Vieira,contratou uma empresa de nome Tessol (Terreno Sociedade Limitada),que tinha como seu presidente o senhor José Espada. Nesse período foi feito o traçado das vias públicas. Elas receberam os nomes de Santo Antônio de Pádua;Rodrigues Alves;Nestor Tizon,Visconde de Cairú,Olegário Maciel,Prudente de Morais,Frei Monte Alverne e Mavília Espada. O vilarejo recebeu o nome de São Benedito,em homenagem ao filho do proprietário ,Benedito Alves Vieira. 

 No passado o bairro tinha uma estrada de acesso que se inicia próximo ao Souza Heleno na br 040. Existia uma pinguela,sobre o Rio Bananeiras. Em época de chuva os moradores tinha que mudar o caminho até a rua Barreto do Areal. Passado alguns anos,o rio Bananeiras ficou mais próximo à linha férrea e foi construída a ponte.

 Hoje o bairro tem cerca de 300 casas. 

 Associação do Bairro

    Centro Comunitário do Bairro São Benedito

   foto:Autor da Postagem,07/03/2022
 

 Foi fundada em 1983,e o centro Comunitário foi construído em 1984. Pela lei 3998 de 8/8/1996 decretou utilidade pública municipal a Associação dos Moradores do Bairro São Benedito. 


Ruas do Bairro

Santo Antônio de Pádua (lei 1411 de 29/1/1973)

Rodrigues Alves (lei 1415 de 1973)

Avenida Eduardo Rezende Dutra (antiga Avenida do Sol) (lei 3110 de 1992) 


Fonte: Reportagem do Jornal Correio da Cidade edição 09/9/2017 a 15/9/2017,na coluna "Esse Bairro é Meu " que falou sobre o Bairro São Benedito,e as informações sobre o bairro foi passada por Geraldo Sabino de Azevedo,líder comunitário do bairro.

Leis site oficial da Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

BAIRRO SIDERÚRGICO

  Hoje vou falar sobre o Bairro Siderúrgico de Conselheiro Lafaiete. 

  Na década de 1950 a CSN construiu um galpão para fazer ferro liga as margens da Br 3 (depois Br 135,e atualmente Br 040) isso na região do Bairro Santa Cruz,região da Barreira. Em 1983 essa fábrica foi fechada. 

  Em 2003 foi autorizada a operação dessa fábrica.Em 2004 a empresa Granha Ligas,iniciou as operações e até hoje continua seu funcionamento.

  Nessa foto onde está o pasto atrás da siderúrgica,é o Bairro Siderúrgico

  foto:Site oficial do IBGE

Granha Ligas atualmente próximo a br 040

foto:Site Oficial da Granhas Ligas
 


   O Bairro

 Pela lei municipal 1009 de 15 de abril de 1969,aprovou o loteamento da Companhia Siderúrgica Nacional,próximo ao " Sítio da Água Boa " na Br 135.

 Atualmente bairro Siderúrgico,atrás da usina. Na década de 1970 teve as primeiras construções nesse bairro.

 Ruas e seus nomes

Lei 1422 de 29/1/1973 Rua Dr. Ary de Melo Belizário (ele que foi chefe do Setor Minas Gerais da CSN,falecido em 1969)

Lei 1423 Icaraí

lei 1424 Lingote

lei 1421 Canadá

lei 1420 Juiz de Fora

lei 1419 General Macedo Soares

lei 1425 Volta Redonda

lei 1206 rua Brasília passa a chamar Renato Siqueira

lei 1208 rua N.S.Fátima passa a chamar Jovito do Carmo

Dentro do bairro tem a parte conhecida como Bairro Nossa Senhora Auxiliadora,e hoje tudo é Siderúrgico.

Lei 3430 de 1993 Decretou utilidade pública dos moradores do Bairro Nossa Senhora Auxiliadora e Siderúrgico. 

lei 1297 de 1972  rua 60 - José da Silva Cardoso

lei 1298 rua 61 - Ametista

lei 3125 de 1992 rua Celso Nogueira Miranda

lei 655 de 1964 art 1 rua 1 da Vila Nossa Senhora das Candeias passa a chamar Rua José Gurgel  (antiga rua 62 -hoje bairro Siderúrgico)

lei 1299 de 1972 rua 63 Antônio Fernandes Peixoto Filho.

FOTOS

Rio Bananeiras e ao fundo Bairro Siderúrgico
 

Vista Parcial do Bairro Siderúrgico
 

Rua Lingote
 

No passado aqui passa a linha férrea que ligava ao Morro da Mina a linha central,hoje é a Avenida Rosa Dutra.
 

fotos:autor do blog feitas em 23/2/2022

 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

LIVRO DE JOSÉ MARTINS SOBRINHO PARTE 3 -FINAL

 

                                                                           foto:Reprodução

  Continuando a falar sobre o livro " O Município de Conselheiro Lafaiete" (história e evolução política) ,escrito pelo Professor José Martins Sobrinho,em 1985. Isso quando Lafaiete estava com 195 anos de emancipação política.

  Hoje vou focalizar da página 7 a página 17 desse livro,e vou fazer um resumo. O livro é dividido em duas partes,e vamos então a segunda que fala sobre a História e a evolução política.
 
  Nas páginas 7 e 8 Martins Sobrinho diz: " O Município de Conselheiro Lafaiete figura entre os mais antigos de Minas e foi o 11° da capitania em ordem cronológica. Suas origens estão ligadas à vertigem mineira que ocorreu em Minas nos fins do Século XVII,até meados do Século XVIII.
 O surgimento do arraial do Campo Alegre dos Carijós,antiga denominação de Conselheiro Lafaiete,se deu por obra de mineiros que lavraram a Serra do Ouro Branco,unirem-se aos Índios Carijós que habitaram a região,constituindo o antigo arraial dos Carijós,Passagem e pouso obrigatório para Mariana,Catas Altas e Itaverava. "
 A Freguesia de N.S.da Conceição No início do Século XVIII,já existia o arraial,onde foi erigida a hoje histórica Matriz Nossa Senhora da Conceição. A Freguesia (poder eclesiástico) foi instituída em 1709,pelo Bispo do Rio de Janeiro e foi a 13° em ordem cronológica. A Freguesia (poder Civil) foi criada por ordem régia em 1752... "
 
  Para não alongar esse texto vou resumir da seguinte forma,na página 8 ainda Martins falou que a Freguesia de Carijós reinvidava a sua emancipação política,e na página 9 falou sobre a Criação do Município de Queluz que ocorreu em 19 de setembro de 1790,ele falou dos detalhes. Na página 10 ele falou sobre a Comarca de Queluz criada em junho de 1833,e em julho de 1872 elevada a segunda instância e em março de 1840 elevada a terceira instância. Na página 11 Martins falou sobre a Câmara Municipal e a Independência do Brasil em 1822 e falou alguns detalhes,na página 12 falou sobre o Cônego José Antônio Marinho que era um dos chefes da Revolução Liberal de 1842 ,e também sobre a Lei 1276 de 2 de janeiro de 1866 quando Vila Real de Queluz passou a chamar Queluz,na página 13 é sobre a política de Queluz da época,na página 14 também questões políticas e também falou sobre o dia 27 de março de 1934 quando Queluz passou a chamar Conselheiro Lafaiete. E Martins na página 15 falou sobre os Liberais que alcançaram a espetacular vitória em Queluz isso na Revolução de 1842 e também sobre a Guerra do Paraguai de 1864 (onde pessoas de Queluz foram para essa batalha). Na página 16 e 17 ele fala sobre a Segunda Mundial e escreve os nomes do expedicionários Lafaietenses que foram para essa batalha,e ele encerra o livro falando dos nome desses guerreiros e assim acaba o livro.
 
 
CURIOSIDADES
 
 * O livro não tem referência bibliográficas,e possui apenas 17 páginas. 
* O autor Martins Sobrinho em 1985 já defendia que a data correta da emancipação política de Conselheiro Lafaiete é 19 de setembro de 1790 e não o 2 de janeiro,o que também os historiadores lafaietenses já falecidos Alberto Libânio e Antônio Perdigão aceitaram essa tese. Mas somente  em 1990 que a Câmara de Lafaiete reconheceu que os três estavam certos e corrigiu a data de emancipação política,correta é 19 de setembro.
* Mais uma vez eu peço quem souber referências de José Martins Sobrinho comente abaixo,e serei grato.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

LIVRO DE JOSÉ MARTINS SOBRINHO PARTE 2


 

  Na última postagem eu comecei a falar sobre o livro " O Município de Conselheiro Lafaiete" (história e evolução política) ,escrito pelo Professor José Martins Sobrinho,em 1985. Isso quando Lafaiete estava com 195 anos de emancipação política.
  Hoje vou focalizar da página 3 a página 7 desse livro,e vou fazer um resumo. O livro é dividido em duas partes,e vamos então a primeira que fala sobre o Subsídios para a compreensão da evolução política.
 
  Na página 3 Martins diz:  " A capitania dividia-se em comarcas,entre elas a comarca do Rio das Mortes e a Comarca da Vila Rica. As Comarcas dividiam-se em termos (municípios) sediados em vila ou cidades,subdivididos em freguesia.
   Organograma da organização administrativa da capitania (século XVIII)
  
          Capitania  -Governador
           Comarcas  - Ouvidor
            Termos  - Câmaras Municipais
            Freguesias - Juiz de vinheta
Até o final do Século 18,a capitania era constituída de 14 municípios entre eles: Ribeirão do Carmo (Mariana),São José Del Rei (Tiradentes) e Real Vila de Queluz (Conselheiro Lafaiete). Das 14 sedes municipais,apenas Mariana tinha o título de Cidade (1745),isso em virtude de a Santa Sé só permitir que os bispos residissem em localidades que tivessem aquele título. "
 
  Martins Sobrinho na página 4 falou sobre a definição de Município e das Câmaras Municipais,na página 5 ele falou sobre a Divisão administrativa,e na página 6 falou sobre as ordenações (que era a eleição para oficiais da Câmaras),e na página 7 falou sobre a constituição de 1824 da época do império. 
   E graças a lei de 1° de outubro de 1828,na Vila Real de Queluz pode assim organizar a Câmara municipal em nossa cidade,e ter o primeiro presidente da Câmara que foi o Barão de Suassuí que tomou posse em 1829 sendo o primeiro presidente da Câmara de Queluz.
   Nessa primeira parte o autor não focalizou bem a cidade,falou apenas das questões legais que fizeram para que a Vila Real de Queluz tornasse uma cidade em 1790. Na próxima postagem eu termino esse assunto sobre o livro de José Martins Sobrinho.

 (Continua)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

LIVRO DE JOSÉ MARTINS SOBRINHO PARTE 1

  Hoje vou lembrar sobre o livro " O Município de Conselheiro Lafaiete" (história e evolução política) ,escrito pelo Professor José Martins Sobrinho,em 1985. Isso quando Lafaiete estava com 195 anos de emancipação política.

 

 Livro "Município de Conselheiro Lafaiete" de José Martins Sobrinho

 foto:Reprodução

  Infelizmente eu não tenho informações sobre o autor,quem souber sobre Martins Sobrinho comente abaixo. Esse livro eu encontrei no facebook na página Realmente Amigos de Lafaiete ,numa publicação de 2013 feita pelo Maurício Marzano,que tem o livro lá disponível,mas como faz bastante tempo,não sei dizer se a postagem ainda está disponível nesse página.

  O Livro

 É um livro pequeno com apenas 17 páginas,na primeira parte fala sobre a compreensão da evolução política. (organização administrativa,o município,as câmaras municipais,a divisão administrativa ,as ordenações e a constituição de 1824). Na segunda parte fala sobre a história e a evolução política. (O Arraial Campo Alegre dos Carijós,A Freguesia de N.S. da Conceição,a Freguesia dos Carijós reinvidica a sua emancipação política,A criação do Município de Queluz,A Comarca de Queluz,A Câmara Municipal de Queluz e a independência,O Cônego José Antônio Marinho,A Lei n° 1276,Conselheiro Lafaiete,A Atual Administração Municipal,Os liberais alcançam espetacular vitória em Queluz,Queluz e a maior Guerra Latino Americana e A Segunda Guerra Mundial). 

  Nas próximas postagem eu vou contar um pouco sobre esse livro.

 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

CEMITÉRIO NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

 Hoje dia 6 de janeiro faz 135 anos do Cemitério Nossa Senhora da Conceição em Conselheiro Lafaiete.

foto:jornal correio da cidade (imagens da internet)
 

  Vou recordar o que o historiador Romeu Guimarães de Albuquerque,escreveu no seu livro "Apontamentos para a história da cidade de Conselheiro Lafaiete",e nas páginas 56 a 58 ele falou sobre o Cemitério. Vou apenas resumir o que foi dito.

   Nesta cidade,como em quase todas as localidades de Minas Gerais o enterramento era feito dentro da igreja matriz ou no adro,ao redor dela. O assoalho da igreja era feito de propósito para isso. Os barotes eram grossos varões de madeira de lei,colocados ao rés do chão,atravessando a nave,e ligados por outros mais curtos,colocados em sentido contrário e no mesmo nível. Com o desenvolvimento da cidade ,tal área já era insuficiente para tal fim,que não comportava esses usos antiquados. Daí surgiu ,embora não se saiba de quem partiu,a ideia de construir um cemitério público. Sabe-se somente que o Vigário Souza Barros já obtivera o terreno doado pelo major José Albino de Almeida Cirino,e nele levantara um cruzeiro como marco iniciador.

 O Cemitério foi inaugurado com o primeiro enterramento ali feito ,do jovem Adolfo Albino de Almeida Cirino,filho do major José Albino,falecido e enterrado no dia 6 de janeiro de 1887.Como se vê,o major José Albino deu o terreno e inaugurou o cemitério.

 Ao longo dos anos o Cemitério teve três doadores de porções de terra,Major José Albino,Avelino Dias Lana e Romeu Guimarães de Albuquerque" (...)

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

A CENTRAL E A FONTE GRANDE

  Hoje vou falar sobre um caso antigo envolvendo a antiga Central do Brasil (depois passou chamar Rede Ferroviária Federal RFFSA,e atualmente a empresa MRS) e a Fonte Grande,localizada no bairro desse mesmo nome em Conselheiro Lafaiete. Esse ocorreu no início do Século XX e na época que a cidade ainda chamava Queluz. Esse caso foi contado pelo saudoso historiador Romeu Guimarẽs,e vou lembrar desse ocorrido.

Fonte Grande por volta de 1940

foto:Revista da Semana 1940 (era revista circulada em nível nacional) e gravura de Abílio Guimarães.

   No livro " Apontamentos para a história da Cidade de Conselheiro Lafaiete (antiga Queluz de Minas) " de Romeu Guimarães de Albuquerque ,nas páginas 67 e 68 cita esse caso.

  A Central e a Fonte Grande

 " No final de 1883,quando foi inaugurada a estação de Lafaiete,o engenheiro residente mandou captar a água da Fonte Grande,construindo a caixa e encanando-a para as dependências da estrada,deixando para os moradores do bairro somente as sobras. Quando não havia sobra,a população local ficava sem o precioso líquido. Esse fato provocou uma reclamação do povo,por meio de uma representação dirigida à Câmara,em data de 29 de julho de 1884,e firmada pelos Srs. dr. Antônio Cândido de Assis Andrade,Francisco Severino Ferreira da Silva,José Luiz Gonzaga,Alexandrino Crisóstomo de Queirós,Avelino Pinto de Andrade,Francisco José de Souza Penna,João Augusto da Silva,Manoel Egídio da Silva Porto, Fausto Timóteo de Souza,Antônio Rodrigues Braga,Francisco Estanislau da Rocha,Marcolino Cândido de Meireles,Pedro Nolasco de Almeida,Antônio Maximiano Estanislau e Antônio Adriano.

  A Câmara atendendo,oficiou ao Ministro da Agricultura no mesmo sentido. Mas a questão ficou na mesma. Quando a situação piorava,as reclamações surgiam. Os engenheiros da estrada ou faziam ouvidos de mercador,ou respondiam com evasivas,tomando providências protelatórias que nada resolviam. E assim o tempo decorria,ano após ano.

 ao verem que para o fato não havia uma solução definitiva,as lavadeiras então tomaram uma resolução heroíca,e fizeram como Alexandre fez com o nó gordio: cortaram o cano. A Estrada mandou consertá-lo e elas o cortaram de novo. A turra durou muito tempo. Somente nos últimos anos da administração do dr. Campolina,mais ou menos em 1912,a questão teve solução final. A estrada capitulou,captando a água do Boqueirão e abandonando a da Fonte Grande. O Encanamento desta foi entregue à Câmara,que a empregou em outros serviços. "